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Defender-se enquanto é tempo
A
Wilson Palhares Se a indústria têxtil e a de calçados conseguiram do governo medidas protecionistas, por que o setor de embalagem não as consegue?
abordagem de certos assuntos, quando repetitiva, cansa. Mas há temas que, por mais exaustivos, precisam ser seguidamente abordados, antes que, por conta deles, entremos em descanso permanente. Exemplo: a China (e vizinhos nossos). Referimo-nos à ameaça que práticas industriais e comerciais desses parceiros, e os preços que conseguem praticar, representam para nossa economia em geral e para o setor de embalagem em si. O fato é que o Brasil atua numa economia globalizada e precisa aprender a movimentar-se de acordo com as regras do jogo, que não são
amenas. Basta ver as tormentas que se seguem ao câmbio desfavorável. Como dizem, “o inferno são os outros”, mas não adianta condenar quem sabe vender seu peixe melhor do que nós. EMBALAGEMMARCA afasta a petulância de querer ensinar quem quer que seja, mas acreditamos já estar passando da hora de o setor de embalagem mobilizar-se para defender-se antes que não tenha mais o que defender. Se a indústria têxtil e a de calçados obtiveram do governo medidas protecionistas, por que o setor de embalagem não as consegue também? Em nossos limites,
damos a contribuição que podemos. Nesse sentido, acreditamos que a Entrevista do mês, com Gilmar Vaccas, gerente de suprimentos da Pepsico, na página 38 desta edição, pode ajudar, se estimular discussões. -•O PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM vem sendo recebido com entusiasmo e também com algumas dúvidas quanto a seu regulamento. Para respondê-las criamos uma seção de Perguntas e Respostas. Veja na página 18. E inscreva seus cases. Até junho, mês de nossa Edição Especial de Aniversário.
nº 93 • maio 2007
18 22
Prêmio
Respostas a dúvidas mais comuns sobre o Prêmio EMBALAGEMMARCA – Grandes Cases de Embalagem
Reportagem de capa: versões expandidas
Na contramão da portabilidade, embalagens maiores ganham espaço no varejo, numa tendência impulsionada não só por preços mais em conta
38 52 53 54
Diretor de Redação Wilson Palhares
[email protected]
Entrevista: Gilmar Vaccas
Reportagem
Gerente de suprimentos da Pepsico fala da situação das embalagens como insumo
[email protected]
Flávio Palhares
[email protected]
Guilherme Kamio
[email protected]
Celulósicas
Leandro Haberli Silva
Novo palete de papelão ondulado, com tecnologia internacional, é lançado pela Klabin
[email protected]
Marcella de Freitas Monteiro
[email protected]
Departamento de Arte
Marketing
[email protected]
Publicitária cria uma engenhosa maneira de aproveitamento das embalagens delivery de pizza
Carlos Gustavo Curado José Hiroshi Taniguti Administração Eunice Fruet Marcos Palhares
Plásticas
Sabonetes líquidos ginecológicos ganham evidência e embalagens com equities de cosméticos
Departamento Comercial
[email protected]
Karin Trojan Wagner Ferreira Circulação e Assinaturas Raquel V. Pereira
[email protected] Assinatura anual: R$ 99,00
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Materiais
36
Fechamentos
Público-Alvo
Conservas Quero, da Coniexpress, adotam em primeira mão caixinhas retortable da Tetra Pak
Alternativa em tampa esportiva para águas minerais, da Bericap, debuta no mercado nacional com a Lindoya
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EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que ocupam cargos de direção, gerência e supervisão em empresas integrantes da cadeia de embalagem. São profissionais envolvidos com o desenvolvimento de embalagens e com poder de decisão colocados principalmente nas indústrias de bens de consumo, tais como alimentos, bebidas, cosméticos e medicamentos.
Índice de Anunciantes Relação das empresas que veiculam peças publicitárias nesta edição
Filiada ao
3
Editorial A essência da edição do mês, nas palavras do editor
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Espaço Aberto
EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Opiniões, críticas e sugestões de nossos leitores
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Display Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens
30 Panorama 44 Conversão e Impressão Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens
58 Internacional Destaques e idéias de mercados estrangeiros
66 Almanaque Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens
FOTO DE CAPA: STUDIO AG / ANDRÉ GODOY
Movimentação no mundo das embalagens e das marcas
Filiada à
www.embalagemmarca.com.br O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é resguardado por direitos autorais. Não é permitida a reprodução de matérias editoriais publicadas nesta revista sem autorização da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista.
No Uruguai
S
ou professora de pré-impressão em artes gráficas na Universidade do Trabalho do Uruguai, e devo dizer que o material da revista EMBALAGEMMARCA permite enriquecer não só os meus próprios conhecimentos, mas também os dos meus alunos. Brilhante, clara, precisa, imprescindível. Felicito e agradeço que a mesma se encontre disponível em espanhol. Gostaria de saber se o livro “Flexografia – Manual Prático” será traduzido para o espanhol ou se será publicado na internet, pois seria de grande utilidade poder contar com este material. Agradeço a vocês por termos à disposição tão boa informação. Sigam adiante. Elvira Gutiérrez Universidade do Trabalho do Uruguai Montevidéu, Uruguai N. da R. O autor do livro, Eudes Scarpeta, informa ter a intenção de traduzi-lo para o espanhol e, mais adiante, para o inglês.
...e na Argentina
E
screvo para felicitá-los pela revista, que aporta muitas informações para nós que estamos no setor e por sua iniciativa em lançá-la em espanhol. No entanto, gostaria de sugerir que, na medi-
6 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
da do possível, veiculem mais informações sobre o que ocorre no setor de embalagem nos países integrantes do Mercosul, criando, por exemplo, uma seção “Mercosul”. Embora o Brasil seja o maior mercado sul-americano, não se podem ignorar os demais países da América do Sul, nos quais todas as pessoas que estão no ramo de embalagens atuam permanentemente em diversos setores de suas economias, buscando sempre novos horizontes. Por outro lado, as notícias do setor provenientes dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia são bem vindas para nós do setor. Mas seria muito bom se EMBALAGEMMARCA desempenhasse papel mais importante na integração do item embalagem na América Latina por meio das notícias, pois entendo que existe um vazio de informações na revista nesse sentido. Continuem em frente! Carlos Kiss Estudante de Desenho Industrial na Universidade de Buenos Aires (UBA) Buenos Aires, Argentina
entregar aos professores. Quero agradecer pelas dicas e novidades. E, futuramente, pretendo trabalhar na área. Mila Coppola Estudante Santo André, SP
Rótulos da Belco Sobre a mensagem “Rótulos da Belco”, enviada por Roberto Brandão, da Propack, e publicada na seção Espaço Aberto da edição nº 91 (março de 2007), EMBALAGEMMARCA esclarece que o uso equivocado de imagem com produtos da Belco em reportagem sobre a aquisição da área de termoencolhíveis da ITW pela CCL Label (“Expansão em encolhíveis”, fevereiro de 2007, página 32) resultou de erro ocorrido durante o fechamento da edição. Ao longo da apuração da reportagem, a CCL Label informou à revista que fornecia somente os sleeves do Chopp Belco vendido em garrafas de 1,5 litro, e em nenhum momento sugeriu a publicação ou enviou a imagem com os rótulos da Propack que acabou sendo utilizada por engano na edição.
N. da R. Agradecemos a sugestão e aproveitamos para informar que estamos estudando a possibilidade de instituir a cobertura do setor de embalagens de forma abrangente e profunda na América Latina.
Parabéns ao site
O
site de EMBALAGEMMARCA está de parabéns. Hérica Florindo Cristóvão Shell Brasil Ltda Suporte Logístico Rio de Janeiro, RJ
Dicas e novidades
T
ermino em julho de 2007 o curso técnico de Design Gráfico (ETE – Paula Souza). Mesmo trabalhando na área educacional gosto muito e sempre me identifiquei com a área de design. O site de EMBALAGEMMARCA muito tem me ajudado nos trabalhos que tenho de
Cartas para EMBALAGEMMARCA Redação: Rua Arcílio Martins, 53 CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463
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Edição: Flávio Palhares
Chega o Coffee-Mate Embalagem é adaptada ao mercado local
Queijo sextavado Cartucho realça lançamento da Tirolez
Congraf (11) 3103-0300 www.congraf.com.br Ibema (42) 3220-7400 www.ibema.com.br Studio Troyano (11) 4137-9549
Em caixas hexagonais de cartão Ibema Supera 325 gramas, da Ibema, que abrigam um cilindro envolvido em papel-alumínio, chega ao mercado o novo lançamento da Tirolez: o queijo Bleu de Bresse. A marca apostou em uma embalagem diferenciada para atrair os consumidores: dobraduras na caixa remetem à aparência de uma pedra facetada e o fundo azul com detalhes pretos faz alusão às características internas do produto. As caixas são impressas pela Congraf, e quem assina o layout da embalagem é a Studio Troyano.
A Nestlé traz ao Brasil o Coffee-Mate, primeiro produto desenvolvido especialmente para dar sabor e proporcionar uma textura aveludada ao café. Alinhado à tendência de sofisticação do mercado de cafés no Brasil, o produto, que é sucesso de vendas em países como Estados Unidos, Canadá, Filipinas, Turquia e México, será vendido inicialmente nos Estados da região Sul, em três opções de sabores: French Vanilla, Canela e Macchiato. A embalagem, o rótulo e a tampa, produzidos pela American Fuji Seal, são importados. O layout foi adaptado para o mercado brasileiro pela Pande Design Solutions.
Choco Milk todo repaginado Batávia reformula embalagens de seu achocolatado A Batávia reformula a identidade visual da linha Choco Milk, com novos layouts de embalagem criados pela DBox Design. Para o Choco Milk Power, embalagem Tetra Prisma Aseptic de 200 mililitros da Tetra Pak. O achocolatado tem também a versão em garrafa de vidro de 200 mililitros da Owens-Illinois, com tampa da Amcor White Cap e rótulo em papel impresso pela Ingra, e em Caixa Combifit de 1 litro, da Sig Combibloc, com tampa CombiTwist. Já o Choco Milk Light é embalado em caixinhas Tetra Brik Aseptic. A linha fica completa com a sobremesa em potes de poliestireno de 200 gramas fornecidos pela Huhtamaki, com selos de alumínio produzidos pela Graffo. Amcor White Cap do Brasil (11) 5585-0723 www.amcorwcb.com.br
Gráfica Ingra (41) 392-2233 www.ingra.com.br
Huhtamaki (11) 5504-3500 www.huhtamaki.com.br
Sig Combibloc (11) 2107-6744 www.sig.biz/brasil
DBox Design (11) 3721-4509 www.dboxdesign.com.br
Graffo (47) 3028-2221 www.graffo.com.br
Owens-Illinois do Brasil (11) 6542-8000 www.oidobrasil.com.br
Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br
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American Fuji Seal www.afseal.com Pande (11) 3849-9099 www.pande.com.br
Edição: Flávio Palhares
Fiambre na lata Bertin lança mais um embutido O fiambre, embutido pronto para o consumo da Bertin Alimentos, é a mais recente aposta da empresa. O produto, comercializado com a marca Bonfiam, é acondicionado em latas de aço de 320 gramas com sistema de fácil abertura, produzidas na própria Bertin e decoradas com rótulos de papel couché impressos pela Teclito Gráfica. O layout foi desenvolvido pela Labcom Comunicação Integrada.
Labcom Comunicação Integrada (16) 3967-8009 www.labcom.ppg.br Teclito Gráfica (11) 6914-0842
Hidratante em PET Embalagem tem rótulo auto-adesivo Em embalagem exclusivo de PET desenvolvida em parceria com a Plasticase, a Korai lançou o hidratante e o body splash Scents Amore. Os frascos de 210 mililitros levam rótulos auto-adesivos da Asterisco e da Setprint e têm tampas disktop fornecidas pela Bral-Max. O layout das embalagens foi desenvolvido pela própria Korai.
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Asterisco (11) 2295-2200 www.etiquetasasterisco.com.br Bral-Max (24) 2242-8799 www.bral-max.com.br Plasticase (11) 3477-7748 www.plasticase.com.br Setprint (11) 2133-0007 www.setprint.com.br
Close up com bico dosador Gel dental ganha novo sabor Frascos de polipropileno (PP) da Globalpack acondicionam o Liquifresh Ice, novo sabor do gel dental Close up Liquifresh. A embalagem tem um bico dosador na tampa, também fornecida pela Globalpack, e recebeu rótulos auto-adesivos de polietileno (PE) impressos pela CCL Label. Quem assina o layout da embalagem é a Rex Design.
CCL Label (19) 3876-9311 www.ccllabel.com.br Globalpack (11) 5643-5333 www.globalpack.com.br Rex Design (11) 3862-5121 www.rexnet.com.br
Aposta no público infantil Gelatina ganha embalagem temática Em caixas de papel cartão duplex fornecidas pela Congraf, chega ao mercado a gelatina Gelky, novo produto da Brassuco. No interior do cartucho, um filme de polietileno de baixa densidade (PEBD) da Camada Embalagens acondiciona o produto. Com apelo ao público infantil, as caixinhas ganharam cores fortes e ilustração do personagem Gelkinho, um dinossauro, praticando atividades físicas. O layout é da Edu Rocha Design Studio.
Camada Embalagens (11) 3942-3944 www.camada.com.br Congraf (11) 3103-0300 www.congraf.com.br Edu Rocha Design Studio (19) 3242-6694
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EmbalagemMarca <<< 11
GAD’Branding & Design (51) 3326-2500 www.gad.com.br Indusgraf (51) 3748-5444 www.indusgraf.com.br
Fatiados em bandejas termoformadas Penasul aumenta mix de embutidos com a marca Pena Branca Sob a marca Pena Branca, a Penasul Alimentos lança sua linha de embutidos fatiados, com embalagens desenvolvidas pela GAD’ Branding & Design. Os produtos
são acondicionados em bandejas termoformadas de polietileno fornecidas pela Videplast. O berço é fechado com selo de BOPP impresso pela Indusgraf.
Videplast (49) 3566-9600 www.videplast.com.br
Sabores de inverno na caixinha AdeS tem edição limitada Em edição limitada e com novas embalagens chegam ao mercado os sabores de inverno da bebida AdeS: Shake de Morango e Vitamina de Banana. As novas versões estarão disponíveis em caixas de um litro da Tetra Pak, com layout assinado pela Usina Escritório de Desenho. O logotipo agora está na posição vertical e com nova tipologia.
Tetra Pak (11) 5501-3262 www.tetrapak.com.br Usina Escritório de Desenho (11) 5571-6788 www.usinadedesenho.com.br
Atis (11) 5084-2155 www.atisonline.com.br Damver (11) 6693-9527 www.damveradesivos. com.br Dil Brands (11) 4191-9711 www.dilbrands.com Packmold (11) 5685-4446 www.packmold.com.br Plásticos Cária (11) 3872-3122 www.caria.com.br
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Destaque para o rótulo Grande área na embalagem é ocupada por auto-adesivo Chegam ao mercado as novas embalagens dos xampus e condicionadores Sanol Dog, da Total Química. Os produtos são acondicionados em frascos de 500 mililitros de polietileno de alta densidade (PEAD) soprados pela Packmold. As tampas standard são fornecidas pela Plásticos Cária. A embalagem com formato anatômico, desenvolvida pela agência Dil Brands, tem como destaque a grande área de rotulagem. Rótulo e contrarótulo são auto-adesivos, impressos pela Damver, com design da Atis.
Meio dia de frescor Protex de ação prolongada surge em envelope
SóSoja tem novas embalagens Potes de PEAD acondicionam produtos A indústria de alimentos SóSoja apresenta as novas embalagens dos compostos alimentares em pó à base de soja Lactosoy e Soyamaltine. A criação da embalagem é da Speranzini Design. Os potes de polietileno de alta densidade e as tampas são fornecidos pela Real Plastic e os rótulos pela Gráfica Essência.
Empax (11) 5693-5400 www.empax.com.br
Prometendo uma proteção desodorante por doze horas, além de inibir o crescimento das bactérias causadoras do mau odor, o Protex Deo 12 é o mais novo sabonete anti-séptico em barra da Colgate-Palmolive. Ostentando design gráfico elaborado pela Colgate-Palmolive de Nova York, o envelope de papel laminado do produto é fabricado pela Empax.
Gráfica Essência (11) 6918-6464 www.graficaessencia. com.br Real Plastic (47) 3397-8300 www.realplastic.ind.br Speranzini Design (11) 5685-8555 www.speranzini.com.br
Mais opções para a limpeza doméstica Linha Brilhante, da Unilever, ganha duas novas variantes A Unilever amplia a família do limpador doméstico Brilhante com as versões Multi-Uso e Coquetel Plus. Os frascos de polietileno de alta densidade 500 mililitros de Brilhante Multi-Uso são fornecidos pela Brasalpla, com decoração em silk screen e tampas da Plásticos Cária. O layout é da Design Absoluto. O Brilhante Coquetel Plus, para limpeza pesada, tem frasco de polietileno de alta densidade produzido pela Igaratiba, com tampa da argentina Seaquist Engelmann. O rótulo auto-adesivo de papel couché é fornecido pela CCL Label. A agência Tácticah Design Büro, de Buenos Aires, foi a responsável pelo design das embalagens.
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Brasalpla (11) 2104-1400 www.alpla.com CCL Label (19) 3876-9300 www.prodesmaq.com.br Design Absoluto (11) 3071-0474 www.designabsoluto. com.br Igaratiba (19) 3821-8000 www.igaratiba.com.br Plásticos Cária (11) 3872-3122 www.caria.com.br Seaquist Engelmann (54 11) 4850-1350 www.grupobertoni.com Tácticah Design Büro (54 11) 4327-3206 www.tacticah.com
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EmbalagemMarca <<< 17
incentivo >>> premiação
Sem dúvida: todos podem
Perguntas e respostas esclarecedoras sobre como e por que inscrever cases no prêmio que será referência na área de embalagem
A
?
Se minha empresa inscrever um case do qual participaram outras empresas, quem ganha o Prêmio?
!
O objetivo do PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM é valorizar, em primeiro lugar, a indústria usuária de embalagens, que é quem toma a decisão de investir ou não num determinado sistema de embalagem. Como acreditamos na integração da cadeia, e na idéia de que uma boa embalagem depende da cooperação de todas as partes envolvidas no seu desenvolvimento, serão homenageadas também as empresas fornecedoras que participarem do processo (excluídas aquelas que se caracterizarem como potenciais patrocinadoras do Prêmio), desde que estejam mencionadas na ficha de inscrição.
? !
?
Se a minha empresa é fornecedora de uma embalagem diferenciada e que trouxe ganhos ao cliente, é mais indicado que eu faça a inscrição ou devo pedir a meu cliente que cuide disso?
!
O ideal seria que as empresas que participaram do projeto se unam para fazer uma única inscrição. Ninguém melhor que a empresa usuária para contar os benefícios gerados com uma embalagem. Por outro lado, cada fornecedor pode explicar com precisão qual a sua contribuição para o projeto.
pós o lançamento do Prêmio EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM, a revista passou a receber perguntas de várias pessoas interessadas querendo esclarecer dúvidas. Como parte dessas dúvidas se repete, são reproduzidas abaixo, seguidas de respostas destinadas a esclarecê-las. Uma das principais questões é se, nos cases vencedores, quem ganhará o prêmio será a empresa usuária ou a fornecedora que fizer a inscrição, na hipótese de ser dela a iniciativa. A resposta é que, quando indústrias usuárias têm suas embalagens premiadas, todos os agentes que contribuíram para isso também estão ganhando, na medida em que o cliente é a razão de ser da atividade de seus fornecedores. Por sermos adeptos dessa visão, no PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM os clientes, os provedores de embalagens, bem como os fornecedores de serviços e complementos, também serão premiados. Mas para isso é importante que estejam citados nas fichas de inscrição. Veja a seguir algumas das perguntas apresentadas e as respostas a elas – e não tenha dúvidas: inscreva seus cases. Uma empresa convertedora de embalagens pode inscrever cases no Prêmio? Sim. Podem inscrever cases todas as empresas transformadoras e convertedoras de embalagens, além das empresas usuárias e dos desenvolvedores do design. Só não podem inscrever cases os fornecedores de matériasprimas, insumos e equipamentos, pois esses são potenciais patrocinadores do Prêmio, o que poderia trazer conflitos éticos para as inscrições feitas por eles.
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ganhar “Não poderíamos estar ausentes” “Acompanhamos EMBALAGEMMARCA desde seu lançamento, há oito anos. A revista sempre foi para nós uma importante fonte de informações a respeito das inovações na área de embalagens. O foco que a publicação dá ao segmento é fator preponderante para seu sucesso, e a iniciativa de promover este Prêmio sem dúvida alguma irá marcar uma nova etapa e será um grande incentivo aos profissionais que se dedicam com ousadia e profissionalismo ao desenvolvimento do setor de embalagens no Brasil. A Greenfield, empresa dedicada ao setor, com importantes iniciativas regionais, como a Embala Minas e a Embala Nordeste, não poderia estar ausente e deixar de apoiar mais esta idéia inovadora.”
A partir da esquerda, André Mozetic, Jayme Wiss Jr., Luiz Fernando Pereira, diretores da Greenfield Business Promotion
maio 2007 <<<
EmbalagemMarca <<< 19
“Oportunidade de parceria” “O PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM é uma grande contribuição para o mercado de embalagens. Acredito que seja o primeiro prêmio a envolver a cadeia como um todo. Nele, a embalagem terá uma análise mais sistêmica, indo além da beleza plástica. A Suzano, como fornecedora de papel cartão para este segmento, não poderia estar de fora. Temos certeza de que, com este Prêmio, temos uma grande oportunidade de parceria com nossos usuários finais, agregando cada vez mais valor às suas embalagens.”
Ana Paula Pinheiro Baltazar Marketing, Suzano Papel e Celulose
PATROCÍNIO MASTER
? !
Essa resposta vale também para as embalagens standard?
? !
Existe um número máximo de cases que podem ser inscritos por uma mesma empresa?
? !
Se minha empresa inscrever um case, ganha automaticamente um convite para a cerimônia de premiação?
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Se eu quiser convidar meus principais clientes para ir à cerimônia, é possível comprar mesas fechadas para o jantar?
!
Sim, é possível. Mas como há uma limitação de 400 lugares no espaço em que será realizada a cerimônia, tudo dependerá da disponibilidade de vagas.
Sim. Da mesma forma, vale para sistemas de fechamento ou de aplicação do produto, desde que a embalagem (ou o sistema) tenha sido adotada por alguma empresa usuária. Em tais casos esta deve autorizar a inscrição, conforme descrito no Regulamento do Prêmio.
Não há limite para a inscrição de cases, mas é indicado que se observe que o julgamento será feito na estrutura de estudo de caso – ou seja, a descrição do cenário que estimulou o desenvolvimento, a solução escolhida e os resultados obtidos. Isso significa que vale considerar a hipótese de inscrever menos cases, contando com maior riqueza de detalhes a história da embalagem.
Não. Os convites para a cerimônia serão adquiridos à parte, dada a possibilidade de que haja mais inscrições do que lugares disponíveis na cerimônia de premiação. Mas o valor do convite se restringirá a cobrir os custos do coquetel e do jantar, do aluguel e da decoração dos espaços, não havendo espécie alguma de cobrança pelo eventual recebimento de troféus e pela divulgação.
Maiores informações sobre esses e outros assuntos relacionados ao PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM podem ser obtidas pelo e-mail
[email protected] PATROCÍNIO ESPECIAL
APOIO OPERACIONAL
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reportagem de capa >>> versões expandidas
Por que a indústria te
tamanhos g Na contramão das portion packs, fabricantes dos mais distintos produtos de consumo apostam em embalagens com volume superior ao padrão da categoria. Preços mais em conta ainda constituem o principal impulso a esse tipo de estratégia. Mas conveniência de consumo e perfis específicos de público-alvo também contam pontos a favor das versões “super size”, que nem sempre trazem o benefício da economia 22 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
P
ortabilidade.Fracionamento. Porções reduzidas. Não é difícil entender porque esses temas estão em evidência no mundo das embalagens. Fáceis de carregar e inseridas em situações de consumo fora do lar, as apresentações menores ainda permitem que marcas consagradas se aproximem da baixa renda, segmento até então esquecido por boa parte da indústria. A despeito do papel central conquistado pelas portion packs, uma tendência oposta a essa também tem demarcado seu espaço. Trata-se da multiplicação de lançamentos envolvendo embalagens com volumes maiores. É difícil encontrar dados que mensurem esse fenômeno. Mas um olhar mais atento nas gôndolas não deixa dúvidas. As chamadas versões big size podem ser vistas tanto em apresentações familiares quanto em estratégias em que o aumento do tamanho da embalagem não altera o foco no consumo individual. Seja como for, a pergunta é quase inevitável: com tantas atenções voltadas ao celebrado consumo “on-the go”, o que explica essa renovada atração por apresentações expandidas? Nos tempos de inflação galopante, a função básica das embalagens com volume superior ao padrão da categoria era ajudar a manter as despensas abastecidas até o final do mês. Com preços estabilizados, as apresentações big size deixaram de se limitar a esse antigo propósito. Ao agregar novos consumidores ao público-alvo de marcas consagradas, os tamanhos maiores passaram a simbolizar uma evolução dos fabricantes de produtos de consumo em detectar e atender perfis específicos de público e de situações de consumo.
m aderido aos
grandes “O sucesso dos tamanhos grandes mostra que considerar segmentos com necessidades diferentes é o caminho mais inteligente para aumentar a presença e a relevância dos produtos na vida dos consumidores”, constata Zilda Knoploch, antropóloga e professora de pesquisa de mercado do MBA Comunique-se. Para ela, a crescente importância da portabilidade no varejo mundial não impediu que as indústrias enxergassem as oportunidades que vicejam no outro lado do balcão. “Não se trata de um paradoxo, mas de uma ação muito inteligente”, avalia a professora, também sócia da Enfoque Pesquisa de Marketing, empresa que já fez pesquisa para a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) sobre a preferência dos consumidores por embalagens fracionadas.
+50% +62% conteúdo
preço
+8%
FOTOS: STUDIO AG - ANDRÉ GODOY
preço/ml
Na ponta do varejo, Chamyto Big, que entrega 120 gramas por unidade, pode custar proporcionalmente mais caro do que a versão tradicional, de 80 gramas. Diferença no preço por mililitro é de 8%, numa demonstração de que nem sempre o fator economia é responsável por atrair o consumidor para os tamanhos grandes
No atual panorama do varejo brasileiro não faltam exemplos demonstrando a atração exercida pelos tamanhos grandes. Na maioria deles, o que se vê são estratégias bem sucedidas contrariando padrões preexistentes. Essa é a história do Chamyto Big, versão do leite fermentado da Nestlé que vem alcançando sucesso em frascos plásticos com capacidade para 120 gramas. Os profissionais responsáveis pela marca perceberam que, dessa maneira, poderiam se diferenciar numa categoria composta apenas por embalagens de 65 gramas a 80 gramas. A inovadora capacidade ajudou a linha a arregimentar seguidores entre o público pré-adolescente, ampliando o foco original na faixa etária infantil. Para alguns analistas, a cartada contribuiu ainda para acirrar a disputa entre Nestlé e Yakult pela liderança do setor, que em 2005 movimentou cerca de 340 milhões de reais (mais de 45 000 toneladas), segundo dados da ACNilesen.
+50% conteúdo
+33% preço
-11%
preço/ml
No caso da Coca-Cola vendida em garrafa de PET de 3 litros, embalagem maior proporciona economia de 11% no preço por mililitro, na comparação com versão tradicional de 2 litros
Giro Rápido Outro conhecido fator por trás da disseminação das versões big size é a economia oferecida ao consumidor. Ao entregar maior quantidade de produto por embalagem, as indústrias têm condições de trabalhar com preços proporcionalmente menores, compensando quedas nas margens com giro rápido na linha de produção. Veja-se o caso da Coca-Cola em garrafas PET de 3 litros. Com aspecto “super size”, pegando emprestada a expressão que designa os lanches gigantes típicos das cadeias de fast food americanas, essa garrafa oferece preço médio por litro de 1,20 real, contra 1,35 real calculado na
Hypermarcas aderiu a embalagens de vidro de meio quilo para recémlançada linha Salsaretti Especial. Para aliar qualidade premium a preço competitivo, capacidade é quase 50% superior aos tradicionais 340 gramas das latas de aço e potes de vidro standard usados na categoria de molhos de tomate
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apresentação tradicional de 2 litros. Outro exemplo em que apresentações maiores permitem oferecer preço mais atraente pode ser visto no mercado de atomatados. Dona da marca Etti, a Hypermarcas acaba de lançar no setor o Salsaretti Especial em embalagem de vidro de 500 gramas fornecida pela OwensIllinois do Brasil. Buscando disponibilizar um produto com qualidade similar à dos molhos importados, a empresa optou por um volume quase 50% maior que os tradicionais 340 gramas das latas de aço e potes de vidros standard usados na categoria. “Com embalagens ideais para uma refeição familiar, esse produto alia qualidade premium a um preço muito atrativo”, ressalta Gabriela Garcia, diretora da unidade de negócios de alimentos da Hypermarcas. Com formato ligeiramente sinuoso, os potes da linha Salsaretti Especial também chamam atenção pelo uso de rótulos termoencolhíveis produzidos pela Zanniello e dotados de amplas janelas de visualização. Metálicas e de rosca, as tampas do produto são da Rojek. Porém, num paradoxo ao senso comum sobre porções maiores, as versões big size nem sempre oferecem economia ao consumidor. Nos exemplos coletados pela reportagem de EMBALAGEMMARCA em suas pesquisas de campo por supermercados de São Paulo, percebeu-se que muitas vezes o custo de uma versão grande acaba sendo equivalente ao da apresentação tradicional. No próprio caso do leite fermen-
tado Chamyto, 40 gramas do produto chegam a custar mais caro na versão Big (31 centavos) do que a mesma quantidade vendida no tamanho convencional de 80 gramas (29 centavos). O cálculo foi feito com base no preço de cada uma das versões (5,64 reais e 3,52 reais) praticado numa das lojas do hipermercado Extra para a bandeja de seis unidades. A ausência do benefício da economia indica que o fator conveniência pode estar se sobrepondo em muitas das estratégias envolvendo grandes volumes. Ou seja, o consumidor nem sempre procura uma embalagem maior para pagar menos, mas por que ela de fato atende uma ou mais necessidades específicas. Essa é a pedra de toque que não deveria passar em brancas nuvens para quem considera lançar um produto em apresentação com volume maior. Afinal, ao mostrar valor pela via das embalagens expandidas, os fabricantes de bens de consumo são duplamente beneficiados. Primeiro porque conseguem vender mais. Depois porque podem fazê-lo sem diminuir suas margens de lucro. Essa atraente equação aos poucos é conquistada pela Ferrero do Brasil, que lançou seu tradicional creme de avelãs com cacau Nutella em embalagem de 350 gramas. Trata-se de quase o dobro da capacidade de 180 gramas que caracteriza as embalagens convencionais lançadas em 2005, quando a subsidiária da empresa italiana decidiu passar a fabricar o produto para o mercado brasileiro em sua indústria em Poços de Caldas (MG). Para isso, desenvolveu à época, em conjunto com a vidraria Nadir Figueiredo,
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preço/g
preço
Na pesquisa feita por EMBALAGEMMARCA, preço por grama do creme de avelã e cacau Nutella é 8% mais alto no copo maior, de 340 gramas
um copo diferenciado, que após o consumo faz boa presença nas mesas dos consumidores para outros usos. Dotado de tampa branca de polietileno de baixa densidade (PEBD) selada com lacre termoencolhível de PVC, o copo conta com rótulo auto-adesivo impresso em quatro cores em papel couché, ocupando a metade superior da embalagem, que é lisa, enquanto a parte de baixo tem ornamentos. Essa embalagem fez estrondoso sucesso na ocasião de seu lançamento, com pilhas de Nutella desaparecendo dos supermercados de um dia para o outro. Ao estendê-la a uma versão maior, também fornecida pela Nadir Figueiredo, a empresa busca repetir tal desempenho. Na ponta do varejo, percebe-se que o preço do copo de 350 gramas (9,30 reais) acaba equivalendo-se ao da versão de 180 gramas (4,50 reais), em mais um indicativo de que as apresentações maiores nem sempre exploram o apelo do preço. “Acredito que a relação custo x benefício ainda seja o principal motivo para a escolha desse tipo de embalagem”, diz Mário Narita, fundador da Narita Design, grande agência de design de embalagem. “Mas o fator conveniência também vem sendo levado em consideração em diferentes categorias. Comprando em maior quantidade você não precisa freqüentar o supermercado tantas vezes”, conta, citando os exemplos de papel higiênico e fraldas descartáveis. Por outro lado, há segmentos em que é difícil entender os motivos que levam o consumidor a preferir tamanhos maiores. Veja-se o exemplo do mercado de cervejas. Quem recebe amigos em casa provavelmente conhece esse script de cor. Na hora de recolher as latinhas, nota-se que boa parte delas foi abandonada pela metade. Apesar disso, é difícil encontrar nas prateleiras da categoria embalagens menores, em teoria capazes de minimizar esse tipo de desperdício. Pelo contrário. Quem está ganhando fatias no setor é a lata de alumínio de 473ml. O “latão”, como foi apelidado pelos apreciadores de Skol, primeira cerveja a adotá-lo no Brasil, foi nos últimos meses inserido no mix de embalagens de outras marcas, entre elas Brahma, Crystal e Itaipava. Tampouco nesse caso o benefício oferecido ao consumidor é o da economia. A Itaipava 473ml, por exemplo, custa nos supermercados cerca de 1,50 real, contra valor médio de 1,05 real da versão de 350ml. Fazendo-se os cálculos, chega-se à conclusão de que os preços são proporcionais. 26 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
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preço/ml Novas marcas de cerveja aderem ao “latão” de 473ml. Para o consumidor, benefício não vem da economia, mas de uma apresentação apropriada a ocasiões específicas de consumo
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Skol adere a multipacks de 18 unidades, explorando graficamente o menor custo por lata. Abaixo, cartucho de sabão em pó Ariel ao lado de pacote econômico: economia de 10% no preço por quilo
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Em tempos de preocupações ambientais crescentes, produtos maiores também podem ser bem avaliados pelos consumidores à medida que ajudam a reduzir o consumo de materiais de acondicionamento, oferecendo mais quantidade acondicionada por unidade. Estaria aí outro fator favorável às versões big size, embora apenas pequena parcela dos brasileiros esteja disposta a pagar mais por produtos ambientalmente sustentáveis. Numa outra linha de interpretação, também contam pontos a favor das versões big size a cultura brasileira de abundância. Para alguns, a fartura à mesa contrabalanceia a falta de perspectiva de segmentos sociais de menor renda, que vêem na opulência a possibilidade de uma compensação momentânea. Afora os motivos, para a indústria de embalagem a proliferação de volumes maiores é sem dúvida mais uma tendência do varejo com bom potencial de geração de negócios. E mesmo que esse movimento não seja tão celebrado quanto o da portabilidade e o das porções reduzidas, é aconselhável acompanhá-lo de perto, com grandes doses de atenção. (LH)
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No segmento de cereais matinais, Kellogg’s aposta em diversificação de volumes. Conforme tamanhos aumentam, preço por grama cai
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materiais >>> cartonadas
Quebra de paradigma DIVULGAÇÃO
Coniexpress lança no país a primeira linha de vegetais sólidos em caixinha
S
inônimo de embalagem para líquidos e cremes, as caixinhas longa vida finalmente chegam ao mercado brasileiro de alimentos sólidos. Cerca de um ano depois de apresentadas ao mercado local pela Tetra Pak, as embalagens Tetra Recart passam a acondicionar vegetais produzidos por aqui. A novidade chega com os produtos da Quero, marca da fabricante de alimentos Coniexpress. A Tetra Recart é uma embalagem cartonada asséptica retortable, ou seja, é capaz de suportar, após seu enchimento, a esterilização do conteúdo por autoclave, sob altas temperaturas. As paredes da caixa são compostas por nove camadas intercaladas de papel cartão, folha de alumínio e polietileno. Esse tipo de recipiente garante vida de prateleira de até dois anos ao seu conteúdo. É uma quebra de paradigma: anteriormente, só vidros e latas podiam ser autoclavados. “Atualmente, poucas empresas no mundo dispõem desta tecnologia”, diz Gilson Luiz Brunelli dos Santos, Superintendente da Coniexpress. “Nossa marca é hoje a única no hemisfério Sul que, além das latas e dos vidros, pode oferecer ao consumidor esta nova embalagem.”
Abre-fácil Outro diferencial da embalagem é a facilidade de abertura, pois a caixinha possui um semicorte a laser que permite ao consumidor abri-la sem necessidade de objetos cortantes, como faca ou 28 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
PROTEÇÃO Parede com nove camadas intercaladas permite autoclave e garante maior vida de prateleira
PUXOU, ABRIU Semicorte a laser permite abertura da caixinha sem uso de utensílios
Seragini Farné (11) 2101-4300 www.seraginifarne.com Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br
tesoura. Essa novidade é devidamente explorada na comunicação da Coniexpress, que apelidou a embalagem de “Caixinha Puxou, Abriu!”, mote também utilizado nas campanhas publicitárias. O visual da linha foi desenvolvido pela Seragini Farné. As caixinhas com 200 gramas acondicionam ervilha, milho, seleta de legumes e ervilha e milho. A Coniexpress acredita que com este lançamento a participação da marca Quero crescerá no mercado, mas não faz estimativas de volumes. A Tetra Recart é importada pela Tetra Pak, e por enquanto não há previsão para que a produção seja feita por aqui. A tecnologia Tetra Recart só está disponível em mais quatro países do mundo: França, México, Espanha e Tailândia (FP).
Edição: Guilherme Kamio
Novelis comemora vendas... A Novelis do Brasil (antiga divisão de laminados de alumínio da Alcan) fechou 2006 com vendas totais de US$ 863 milhões, resultado 37% superior ao registrado no ano anterior (US$ 630 milhões). Um dos fatores que impulsionou o aumento das vendas foi o crescimento de cerca de 10% do mercado brasileiro de latas de alumínio. ...e aniversário de fábrica Por falar na Novelis, a fábrica da empresa em Pindamonhangaba (SP) completou em abril trinta anos. O complexo, que fabrica chapas e bobinas de alumínio e abriga um centro de reciclagem, é uma das mais avançadas unidades da empresa no mundo. Papelão em alta As vendas de papelão ondulado foram de 199 100 toneladas em março, crescimento de 6,2 % em relação ao mesmo mês de 2006 (187 500 toneladas). O setor acumula vendas de 543 50 toneladas no primeiro trimestre, volume 3,3 % superior ao do mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Ouviu-se da Ipiranga O Conselho de Administração da Ipiranga Petroquímica elegeu Roberto Lopes Pontes Simões como presidente do Conselho e Maurício Roberto Carvalho Ferro como vice-presidente. O Conselho nomeou Roberto Bischoff novo diretor superintendente da Ipiranga Petroquímica, em substituição a Alfredo Tellechea, que foi designado para a superintendência da Copesul. Associada caçula A Henkel, fornecedora de adesivos, selantes e produtos para tratamento de superfície para os fabricantes brasileiros de latas de alumínio, é a mais nova associada da Abralatas. A empresa de origem alemã está no Brasil desde 1955 e conta com 680 funcionários, atuando em instalações industriais em Jacareí, Diadema e Itapevi, no Estado de São Paulo.
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Entre tapas e beijos Resina de milho é alvo de protestos, mas mantém alta lá fora Já adotado pelas embalagens de diversas indústrias mundo afora, o ácido polilactídeo (PLA), alternativa aos plásticos convencionais derivada do milho, transformou-se em inimigo figadal das empresas americanas de triagem e reciclagem. Elas vêem o material, compostável e de rápida degradação, como ameaça ao seu negócio. Alegam também que garrafas da resina ecológica, descartadas como embalagens comuns, têm comprometido processos de reciclagem de PET. Coalizões de recicladores teriam até chegado a exigir da NatureWorks
Garrafas de PLA: Estorvo para recicladores
LLC, a fabricante do PLA, a interrupção do fornecimento do material. Segundo publicações americanas, a NatureWorks, por sua vez, teria garantido incentivar a coleta específica do produto pós-consumo e uma campanha sugerindo a criação de garrafas com formatos distintos daqueles comumente usados pelo PET. Em que pese tal capítulo, que evidencia como ainda não há solução rápida para políticas sustentáveis de embalagem, resinas derivadas do milho continuam em alta nos Estados Unidos. Joint-venture entre a especializada em biociência Metabolix e a Archer Daniels Midland (ADM), da área de biocombustível, a Telles anunciou em abril que lançará sua própria família de bioplásticos de milho, o Mirel. A produção começará em 2008, com 50 000 toneladas anuais. O Mirel pode originar peças injetadas e termoformadas e filmes por extrusão cast ou blown.
Catecismo sobre FIBCs Afipol lança manual sobre contentores flexíveis A Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol) lançou a primeira edição de seu Manual de Segurança de Contentores Flexíveis. “A proposta é garantir aos fabricantes e usuários de FIBC (flexible intermediate bulk containers), mais conhecidos no Brasil como contentores flexíveis ou big bags, uma literatura de apoio para o dia-a-dia”, diz Noritaka Yano, empresário e diretor da entidade. O Manual conta a história e descreve o FIBC, abordando vantagens, tipos, dicas para a escolha e recomendações
de uso. Um capítulo mostra dezoito fabricantes brasileiros de FIBC e as onze empresas produtoras dos tecidos para a sua fabricação. Em 2006 foram produzidas 8,8 milhões dessas embalagens no país, um aumento de 8% em relação a 2005. Não-associados da Afipol que se interessarem pelo Manual devem contatar a entidade, pelo fone (11) 3253-7232 ou pelo e-mail afipol@afipol. com.br. Em tempo: Eli Kattan, da Zaraplast, foi reeleito presidente da Afipol e comandará a entidade até 2009. Manual: para usuários e fabricantes
Índia pode ser espelho para Brasil Consultor dá dicas de como adequar produtos à baixa renda Brasil e Índia são economias emerlagens – sachês, refis e portion packs gentes que, apesar da pouca ligação em geral. É o que já notou a Unilever, histórica e cultural, abrigam empresas onde Sengupta trabalhou por mais de com o comum desafio de espargir vinte anos. Na Índia, a multinacional já vendas entre uma majoritária poputem produtos, de alimentos a xampus lação de baixa renda – e podem e sabão em pó, em pequenos envolenfrentá-lo com tórios. A palestra, estratégias pareciporém, não se limitou das. É essa a opinião às estratégias para de Arup Kumar fisgar o consumidor Sengupta, consultor de poucas benesindiano ligado ao ITC ses. O consultor (International Trade apresentou também Centre), ao UNCTAD embalagens indianas (United Nations Con- Segupta: portion packs são efetivas com apelo premium, ference on Trade and Development) e lembrando que as classes mais ricas ao WTO (World Trade Organization), na Índia equivalem a um Brasil, com que palestrou num evento realizado 200 milhões de pessoas. em abril pela Associação Brasileira de “Aliar qualidade japonesa com preço Embalagem (Abre). indiano”, segundo o guru, é o mantra Para o guru, empresas têm nas em voga na Índia quando se fala em embalagens plásticas flexíveis aliadas tendências em embalagem. “Com valorosas para difundir vendas na cha- criatividade é possível modificar equimada base da pirâmide social, espepamentos, adaptar conceitos e tecnocialmente pela facilidade de produção logias e desenvolver embalagens efide volumes reduzidos dessas embacazes e econômicas”, disse Sengupta.
Não foi bom, mas vai melhorar Após um ano nublado, setor de aço mantém otimismo Balanços consolidados, o ano de 2006 não foi florido para as embalagens de aço. Este ano promete ser melhor, segundo Elio Ceppolina, vice-presidente da Associação Brasileira da Embalagem de Aço (Abeaço). Cepollina fala do desempenho do exercício passado e das expectativas para 2007, em entrevista condensada da original recém-publicada no informativo Abeaço Notícias. Como foi 2006 para o mercado nacional de embalagens de aço? Se considerarmos o volume de matériaprima expedido e ponderando que no período houve geral redução de espessura, podemos inferir que o ano acompanhou o crescimento do PIB nacional.
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Em quais mercados o aço ganhou espaço em 2006? Os gêneros alimentícios representaram cerca de 70% do consumo de laminado para embalagens, sendo os restantes 30% para produtos químicos (tintas, vernizes e solventes), aerossóis e tampas para vidro (cerveja, refrigerante e conservas). Que novidades de mercado podem ser esperadas para o próximo ano? Há novos grandes investimentos destinados à produção de latas com formatos diferentes dos atuais, aumento de velocidade na produção e novos processos litográficos. Encaramos 2007 com confiança.
Estréia consolidada Embala Minas começa bem A Embala Minas, primeira feira de embalagens realizada no Estado de Minas Gerais, de 10 a 12 de abril último, foi encerrada com saldo positivo em vários sentidos: segundo o coordenador do evento, André José Mozetic, da empresa organizadora, a Greenfield, a projeção para o volume de negócios gerados, de 350 milhões de reais, foi superada em 5%, e 7 200 pessoas visitaram os 160 estandes montados no Expominas, em Belo Horizonte, durante os três dias de funcionamento da feira. Esses números de certa forma indicam que a Embala Minas já nasce consolidada. Porém, mais do que eles em si, é significativo o reforço que trazem ao argumento de especialistas segundo os quais a regionalização é o caminho para as feiras especializadas. Como observa Mozetic, 60% dos visitantes e dos expositores da Embala Minas eram oriundos da região metropolitana de Belo Horizonte, 20% do interior do Estado e 10% de São Paulo, sendo o restante de outros Estados. O fato é que, embora talvez não venham a se destacar pelo lançamento de grandes novidades na área de embalagem, papel em geral reservado para as feiras de grande porte nacionais e estrangeiras, os eventos localizados têm a vantagem de atrair e aproximar empresas regionais que não têm porte para expor em eventos maiores ou mesmo para visitá-los se estão distantes e implicam despesas significativas. De resto, a dimensão do êxito da Embala Minas é dada por uma informação liberada por Luís Fernando Pereira, diretor da Greenfield: para a próxima edição a empresa já reservou espaço de um pavilhão adicional ao utilizado nesta primeira vez.
fechamentos >>> águas
Esportivas e econômicas Lindoya estréia uma tampa que facilita uso e outra que poupa material
A
Lindoya Verão versão sport-bottle estréia no Brasil o uso da tampa esportiva Thumb’Up, da Bericap do Brasil. Lançado concomitantemente na Europa e nos Estados Unidos há dois anos, esse modelo foi especialmente desenhado para o consumo “on-the-go”, permitindo ao usuário abrir e fechar a tampa com apenas uma das mãos. A Thumb’Up tem desenho ergonômico e a sobretampa permanece unida ao corpo da tampa após a abertura. Assim, nenhuma parte da embalagem é descartada (por isso a tampa é também chamada de “ecológica” pelo fabricante). O sistema de fechamento dispensa selo de alumínio, pois conta com duplo sistema de lacre junto ao anel da pré-forma, além de lacre na sobretampa. O fluxo da bebida através do orifício foi otimizado, não sendo necessário que o usuário sugue o líquido de dentro da garrafa. Outra novidade nas garrafas de Lindoya Verão é a tampa Bericap Hexacap 26,7 milímetros. O sistema proporciona economia de 1,7 grama de resina PET no gargalo da pré-forma em comparação ao gargalo PCO 28 milímetros, utilizado anteriormente. A tampa oferece mecanismo anti-sabotagem: o ângulo de rompimento do lacre externo é menor que o ângulo de perda de selagem, e uma possível manipulação da água é facilmente detectável pelo consumidor. (FP)
PRATICIDADE Nova tampa da Lindoya pode ser aberta com apenas uma das mãos e sobretampa não é descartada
Bericap do Brasil (15) 3235 4500 www.bericap.com
FOTOS:DIVULGAÇÃO
ECONOMIA Redução do gargalo resulta em economia de resina
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entrevista >>> Gilmar Vaccas
Estratégica nas vendas e também nas compras
M
otor de vendas e poderosa mídia de divulgação para as marcas de bens não-duráveis, a embalagem passa a receber tratamento vip em número cada vez maior de indústrias. Com isso, vai ficando para trás o tempo em que se delegava sua administração, como insumo, a meros fiscais de preços. Embora o custo seja um componente fundamental, o responsável pela aquisição de embalagens nas empresas deixa de ser comprador para se tornar analista de suprimentos – um profissional mais versátil e de cabeça aberta, que, sem se bitolar em planilhas e na HP, acompanha o mercado do fornecedor, monitora a macroeconomia e conhece tecnologias produtivas dos insumos que adquire. Titã em alimentos e bebidas, a Pepsico é uma das fiadoras dessa mudança no perfil do comprador. As crescentes importações de embalagens flexíveis feitas pela empresa, para o acondicionamento de salgadinhos e pescados, entre outros itens, são exemplos de como o trabalho dos analistas vem causando impacto na empresa. Responsável na Pepsico pelas aquisições de embalagens e de alguns outros insumos, como aromas, Gilmar Vaccas aborda nesta entrevista as transformações do gerenciamento de suprimentos, com a autoridade de quem está no ramo (e na mesma empresa) há quase trinta anos, e do mercado fornecedor, que enfrenta turbulências e o desafio de se adaptar à realidade da globalização. Na Pepsico, o senhor não somente cuida de aquisições de embalagens, mas também de outros insumos produtivos, como aromas, e provavelmente tem intimidade com a administração de outros tipos de suprimentos fabris.
O gerenciamento de embalagens difere muito daqueles de outros insumos? Não. Basicamente a rotina, os métodos e os desafios são os mesmos. Gerenciar a aquisição de commodities ou de embalagens envolve atenção e é uma função estratégica para a empresa. Presente em diversos mercados, possuindo um vasto portfólio, a Pepsico acondiciona produtos de diversas formas. É possível listar todos os tipos de embalagens consumidos pela empresa no Brasil? Utilizamos um vasto sortimento de embalagens na Pepsico. Consumimos cartuchos de papel cartão para linha de aveia, sacos de papel do tipo SOS para as linhas Milharina e Polentina e cartonadas assépticas da Tetra Pak para o acondicionamento dos nossos achocolatados. Há as embalagens de aço para pescados. Utilizamos também embalagens plásticas sopradas e injetadas. Nosso maior consumo, porém, é de embalagens plásticas flexíveis. Nesse campo, se não estou enganado, 95% das embalagens são de BOPP/BOPP. Somos consumidores de outras estruturas, como as dos retortable pouches, embalagens de BOPP/PP, mas não saímos muito desse perfil. Isso tudo sem falar nas embalagens secundárias de papelão ondulado. A Pepsico é uma das empresas que vêm adquirindo no exterior determinadas embalagens, especialmente plásticas flexíveis, para comercializar produtos no Brasil. As importações devem-se exclusivamente a questões de custo ou aspectos tecnológicos e de oferta dos fornecedores locais também vêm pesando? O Brasil tem um parque fabril de embalagens de pri-
Maior competitividade, globalização e turbulências no na administração das embalagens como insumo. Gerente de suprimentos da Pepsico explica por quê 38 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
DIVULGAÇÃO
fornecimento exigem das indústrias atenção extrema
entrevista >>> Gilmar Vaccas meiro mundo, capacitado a produzir qualquer coisa. Os fornecedores locais dominam tecnologias de ponta, têm investido em maquinário e realizam trabalhos que são verdadeiras obras de arte. Só que, em função do real supervalorizado, muitos deles deixaram de ser competitivos dentro de seu próprio país. É uma situação delicada – e vale lembrar que já há quem diga que o dólar deverá atingir taxas ainda mais baixas... O motivo das importações de embalagens é o custo. No caso das embalagens plásticas flexíveis, a Pepsico, como grande consumidora, não pode ignorar oportunidades de preço. Insuficiência de oferta ou de tecnologia só ocorre em casos pontuais. No ano passado começamos a importar o retortable pouch (embalagem flexível de alta barreira, capaz de suportar esterilização em autoclave e propícia para alimentos sensíveis e de alta acidez) para pescados. Essa embalagem ainda não deslanchou no Brasil mais por desinteresse da indústria, e nem tanto por falta de capacidade dos fornecedores.
com preços mais baixos que os praticados internamente – os quais embutiriam o ônus da proteção à resina nacional –, não acaba tirando a competitividade de todos os elos da cadeia? Olhando de forma isenta, apenas narrando o que vejo, sem carregar a bandeira dos convertedores, com quem tenho mais contato, é claro que o favorecimento às exportações de matéria-prima em detrimento do mercado interno cria uma distorção. A prática de preços diferenciados lá fora acaba resultando numa dificuldade de competitividade aqui. Se o custo produtivo de uma determinada embalagem plástica é composto por, digamos, 60% de material e 40% de mão-de-obra, e esses 60% estão engessados, o convertedor só pode cortar da mão-de-obra. Pode-se abrir caminho para um círculo nada virtuoso com mais desemprego e queda de consumo, o que é ruim em sentido amplo.
“O motivo das nossas
importações de embala-
gens é o custo. Os forne-
cedores brasileiros estão capacitados a produzir
qualquer tipo de embala-
gem, mas deixaram de ser competitivos em função
Nos possíveis casos em que as embalagens são adquiridas lá fora devido ao preço, é possível dar exemplos de diferenças de preços entre embalagens de fornecedores estrangeiros e suas alternativas nacionais? Em média, o mercado externo leva uma vantagem em torno de 15% a 20% frente ao mercado local. E olha que, dependendo da situação, essa estimativa pode ser até conservadora. As bases de cálculo desses ganhos potenciais são os fornecedores do Mercosul, dos países andinos, porque ainda não calculamos sobre preços europeus ou americanos. Uma coisa importante a ser ressaltada é que, devido ao patamar cambial e às políticas de impostos, o contrário também pode acontecer. Se fabricantes brasileiros de embalagens plásticas decidirem exportar, importando matéria-prima com o câmbio atual e o drawback (regime aduaneiro especial que suspende ou elimina a tributação sobre insumos importados para utilização em produtos de exportação), eles poderão praticar preços atraentes.
Pelo que o senhor acompanha do mercado, há soluções viáveis para essa distorção? Claro que a promoção de condições mais iguais seria uma maneira de minimizar a distorção. Para ser franco, porém, ao mesmo tempo não sei se a situação é justificável sob o ponto de vista da globalização econômica. Pergunto: se os fabricantes de embalagens tivessem a oportunidade de importar matéria-prima com sólidas vantagens competitivas, eles não o fariam? O momento que eles atravessam é difícil, mas confio neles e acredito que serão encontradas saídas para manter a atratividade de seus mercados. Veja o que acaba de acontecer, com o governo se sensibilizando e intervindo para estimular os mercados de calçados e de confecção. Penso que todo mundo ainda está tentando se acostumar a lidar com a realidade da globalização econômica. Mas não há dúvida de uma coisa: insumos com custos mais baixos favorecem produtos mais competitivos, que atraem consumidores. Mais consumo gera ganhos de escala com custos mais baixos e assim, em encadeamento, cria-se um cenário bom para todos.
Numa pergunta que resume algumas queixas que temos ouvido de fornecedores de embalagens plásticas flexíveis, a política de exportar resinas a preços mundiais,
A Pepsico inaugurou no ano passado uma fábrica de salgadinhos no Nordeste, e lá utiliza as mesmas embalagens de suas fábricas do Sudeste, fornecidas pelos
do real supervalorizado. O mercado externo nos
oferece vantagens de 15% a 20% em preços”
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entrevista >>> Gilmar Vaccas mesmos convertedores. Essa estratégia não afeta a competitividade dos produtos? Não. A fábrica de Recife é focada somente em salgadinhos extrusados, aqueles fritos, como Cheetos e Fandangos, e ainda tem baixo volume de produção. O ganho de escala, ou, como costumamos dizer, o ganho com alavancagem de volume que obtemos nas compras no Sudeste viabiliza o uso das mesmas embalagens no Nordeste. A Pepsico possui frota própria de transporte, e isso facilita o abastecimento da unidade pernambucana. Claro que, dependendo da conjuntura futura, essa política pode se alterar. Estamos atentos aos movimentos do mercado. O Porto de Suape, próximo da nossa fábrica nordestina, pode ser uma boa opção de importação, seja de produto acabado ou de matériaprima. Além disso, há um investimento crescente de fornecedores de embalagens naquela região. Um importante fornecedor, inclusive, é nosso vizinho. Isso nos leva a imaginar que Suape também possa ser utilizado por essas empresas como vantagem competitiva, na obtenção de insumos importados de embalagens.
mento estratégico com todos os departamentos, nas quais discutimos as mais variadas questões. As decisões são compartilhadas e cada departamento fica a par das necessidades e das iniciativas dos outros. Alguns anos atrás eram ruidosos os vaticínios de que modalidades como o e-procurement e os leilões reversos transformariam a gerência de suprimentos das indústrias, abalando significativamente ou até extinguindo os modelos tradicionais de negócio. As previsões se confirmaram? Aliás, que impactos a internet trouxe ao trabalho do gerente de suprimentos, especialmente nas compras de embalagens? O e-procurement, os leilões reversos e outras formas de operação se difundiram de forma positiva e têm ajudado o profissional de suprimentos, mas para nós elas funcionam como ferramentas complementares, não afastam as negociações tradicionais. Houve expectativas exageradas sobre a adoção dessas ferramentas, assim como houve exagero nas previsões sobre muita coisa atrelada à internet. A internet nos ajuda muito, da mesma forma que vem facilitando a comunicação e o acesso a informações para qualquer profissional. É raro haver fornecedores de embalagens, por exemplo, que ofereçam sistemas de tracking (rastreamento de pedidos). A meu ver, todas as ferramentas devem ser utilizadas de maneira inteligente, de acordo com a estratégia da empresa, e sem exagero. Em itens estratégicos, como embalagens, costumamos operar com muita atenção e cuidado. Já insumos não-estratégicos podem ser obtidos via leilão reverso, tranqüilamente. Há um barulho exagerado sobre tendências de negócio, e não acredito em empresas que a elas aderem por modismo.
“A figura do comprador de embalagens está dando lugar ao do analista de
suprimentos preparado,
que entende a conjuntura econômica, as cadeias
de valor e a produção do insumo do qual é res-
ponsável. Ele tem que se antecipar aos movimentos e às tendências do
Não é raro ouvirmos casos em que compradores são taxados por profissionais de marketing como barreiras, inibindo inovações em favor do balanço orçamentário da empresa, e casos em que compradores vêem homens de marketing como delirantes, idealizadores de projetos fantásticos na teoria, porém inexeqüíveis. Dá para conciliar os interesses das duas partes em projetos de embalagens? Balancear os interesses de todos é fundamental para se atingir o interesse maior, que é o resultado da empresa. Não deveria haver conflitos em indústrias com visão abrangente, mas é claro que isso é uma situação ideal. Nem sempre a harmonia acontece, mas não se podem priorizar resultados compartimentados em detrimento dos resultados comuns. Creio que o compartilhamento de conhecimentos, de expertises, pode ajudar a evitar a formação de ilhas de excelência e contribuir para o resultado sistêmico. Temos, na Pepsico, um departamento de Inovação bastante atuante, que facilita a integração entre Marketing e Suprimentos nos projetos. Costumamos realizar reuniões trimestrais de planeja-
mercado ”
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Soubemos que o departamento de suprimentos da Pepsico passou por uma modernização há cerca de dois anos. O que mudou? Contratamos uma consultoria, e ela redesenhou toda a área de suprimentos, nos ajudando a definir uma metodologia de trabalho eficiente ao máximo. Adotamos novos esquemas de supply chain, e algumas barreiras departamentais foram quebradas. A partir desse programa, oportunidades de melhoria foram levantadas, segregamos funções e
decidimos que os analistas da área passariam a trabalhar de forma sistêmica. Também investimos em treinamento. Hoje atuamos de modo mais otimizado, focando sempre os ganhos de produtividade. Com a implantação desse programa obtivemos, já no primeiro ano, ganhos significativos de produtividade e em processos. Na área de embalagens, por exemplo, conseguimos obter uma economia de 5% na aquisição de embalagens de papelão. A Pepsico possui um programa nacional de certificação de fornecedores de embalagens? Essa pergunta ocorre num momento interessante, pois estamos desenhando agora um programa de certificação e qualificação de fornecedores. O programa é amplo e não se atém aos fornecedores de embalagens. Busca atingir outros insumos também. Já começamos a promover reuniões regionais para a apresentação do programa. De modo geral o profissional de suprimentos tem procurado se qualificar, para conseguir entender como funciona a cadeia e os produtos com os quais trabalha, e não se limitar a ser um comparador de preços? Sim, e esse é um tema sobre o qual gosto de falar. A figura do comprador não existe mais na Pepsico e numa série de empresas. O comprador está dando lugar ao analista de suprimentos, o que não é mero eufemismo. Foi-se o tempo em que o profissional de compras era uma pessoa de confiança do presidente da empresa, um amigo ou parente. O analista de suprimentos que o mercado progressivamente passa a requisitar tem de entender a conjuntura econômica, as cadeias de valor e a produção do insumo do qual é responsável. Os analistas de suprimentos da Pepsico, por exemplo, têm como rotina diária a busca de dados em internet, jornais, revistas e outros meios de informação. Buscamos nos antecipar aos movimentos e às tendências de mercado. Uma coisa que constato é que a informação, por si só, dificilmente pode ser transformada em vantagem competitiva. O que faz toda a diferença é a análise das informações. O senhor pode dar um exemplo? Lembra-se da crise da vaca louca? Naquela época, quando estourou o noticiário sobre a crise, apenas algumas poucas pessoas sacaram que a epidemia causaria uma alta no preço do milho. Muitos não entenderam aquela previsão. Mas o raciocínio é claro. Acontece que, sem carne vermelha, há um maior consumo de frango. O milho é alimento básico do frango, e a lei de oferta e procura naturalmente inflaria o preço do milho. É esse tipo de ilação que o analista de suprimentos deve fazer para estar sempre um passo adiante, para ser estratégico para a empresa. No fim das contas, uma empresa que não compra bem não pode vender bem. (GK) maio 2007 <<<
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De locais a globais Fábricas brasileiras de bases para auto-adesivos se instalarão no exterior
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e olho nos mercados emergentes da América Latina, principalmente do Mercosul, os produtores brasileiros de bases para rótulos auto-adesivos têm planos de expandir seus negócios. Flexcoat, Colacril, Braga e Gumtac movimentamse, de um lado, para lançar cabeças de ponte em países vizinhos, de outro para fortalecer sua infra-estrutura na retaguarda brasileira, de onde pretendem exportar cada vez mais.
O fato é que o Brasil se situa geograficamente numa área de economia de certa forma estagnada, mas com potencial promissor. Há segmentos na região que se destacam por terem percentuais projetados de crescimento próximos a duas casas decimais em futuro distante. Para o futuro imediato, o Brasil destoa, ao lado do Chile e um pouco atrás do Peru, do quadro de desaceleração de crescimento esperado para 2007. O Fundo Monetário Internacional prevê que o país crescerá 4,4% este ano, acima da média de 4,1% entre 2004 e 2006. Dado o passo medíocre do último decênio, o número já seria bom para o conjunto da economia, mas é especialmente animador no caso do setor de rótulos auto-adesivos: diferentes estimativas apontam para aumentos de nada menos de 15% ao ano para esse sistema de decoração de embalagens na região. Assim, mesmo com todos os problemas políticos e sociais sofridos pelos países da América Latina, o consumo 44 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
em geral vem se sofisticando, e os consumidores, com a abertura dos mercados e a possibilidade de comparar produtos, tornam-se mais exigentes. O câmbio desfavorável às exportações possivelmente contribui de alguma forma para a postura dos fornecedores de bases de investir externamente. Para os convertedores de rótulos, especializar-se para atender à demanda de gosto mais apurado é, mais do que uma necessidade, uma ótima oportunidade de crescer – e ninguém perde tempo. Veja a seguir os principais movimentos de fabricantes de bases com vistas ao promissor crescimento do mercado de auto-adesivos.
Flexcoat já começou Diretores da Flexcoat ProdutosAdesivos, companhia de capital 100% nacional com sede em Louveira (SP), foram à Argentina em abril e anunciaram a instalação de uma planta para a produção de substratos laminados auto-adesivos naquele país. Foi assinada a escritura de compra de um terreno de 24 000 metros quadrados e, “numa primeira fase”, o contrato de construção de uma fábrica de 5 000 metros quadrados. A empresa, que deverá chamar-se Flexcoat Argentina, ficará estrategicamente situada em Campana, cidade portuária do Rio da Prata a 70 quilômetros de Buenos Aires, e em plena Rota Panamericana. O investimento total na Argentina será de 20 milhões de dólares, dos quais parte substancial será destina-
da à aquisição de uma laminadora com boca de saída superior a 2 metros de largura. A largura desse coater é a principal diferença do instalado na fábrica de Louveira, um moderno BMB suíço-alemão com capacidade de produção de 72 milhões de metros quadrados de bases auto-adesivas por ano. A fábrica deve entrar em operação já em 2008. Focada na produção para o mercado de sinalização, a nova planta deverá complementar a linha de bases para etiquetas e rótulos auto-adesivos da fábrica brasileira. Isso dará maior flexibilidade de atendimento à empresa e boas perspectivas de vendas, na medida em que, segundo seus executivos, oferecerá um leque de especialidades cuja demanda não é plenamente atendida na região. Conforme os diretores da Flexcoat, “a expertise da empresa na produção de laminados foi adquirida em trinta anos no mercado como convertedora de rótulos auto-adesivos”. Eles se referem à atuação como proprietários da Prodesmaq, vendida à canadense CCL Label há dois anos, pouco antes da fundação da Flexcoat. Esta, segundo seus executivos, “parte para um patamar internacional, depois de se consolidar como provededora de laminados no Brasil”.
Colacril: “maior da região” De capital totalmente brasileiro, a Colacril – Auto-adesivos Paraná, planeja investir cerca de 30 milhões de dóla-
res para ampliar sua capacidade produtiva e sua abrangência de atuação. A partir de sua fábrica em Campo Mourão (PR) e de um centro de distribuição em São Paulo, a empresa já opera em todo o Brasil e em trinta outros países, da Europa e das Américas. Mas, segundo seu diretor presidente, Valdir Arjona Gaspar, quer ir muito além. Enquanto vai inaugurando distribuidoras lá fora, a empresa programou investir ainda este ano cerca de 10 milhões de dólares em equipamentos, dentre os quais se destaca uma nova laminadora, de origem européia, semelhante à Bachofer + BMeier Ag Bülach instalada em Campo Mourão. Naquele valor não está incluída a construção do novo prédio, que abrigará também máquinas de acabamento. A previsão é de que a nova unidade da Colacril estará em condições operacionais ainda no final de 2007 ou no início de 2008. Outro investimento, maior que o programado para o Brasil, será feito em curto prazo num país da América Latina a ser definido por estudos que estão sob responsabilidade de um grupo de consultores. A aplicação, estimada entre 15 e 20 milhões de dólares (somando portanto 25 ou 30 milhões), inclui a aquisição de um coater, também europeu, para fornecer bases auto-adesivas para países da América do Sul, da América Central
e de “um pedaço da América do Norte”, nas palavras de Valdir A. Gaspar. O empresário destaca que, além de vir a ser “a maior laminadora em operação na região, com 2,10m de boca de saída, a nova laminadora terá algumas características que diferenciarão os produtos”. Ele cita especificamente a possibilidade de aplicação de primer e topcoating em linha, ou seja, de revestimento duplo do papel ou do filme, de modo a dar melhor ancoragem da tinta na impressão do substrato.
Investimentos locais Enquanto algumas empresas edificam filiais além fronteiras, dois outros fabricantes brasileiros, a Braga Produtos Adesivos, de Hortolândia (SP), e a Gumtac, do Rio de Janeiro, investem no aumento da produção internamente e na melhora da qualidade de seus laminados. Embora não tenham planos imediatos de implantação de fábricas fora do país, em suas estratégias procuram também atingir mercados no exterior. A Braga tinha programado para o início de maio o começo de operação de um novo coater de 1,5 metro de saída e de um novo laboratório, ambos resultado de investimentos iniciados há um ano e meio. “O objetivo é atender os mercados nacional, da América do Sul e da América Central, onde
já temos uma boa participação”, diz Fábio Braga, gerente de marketing da empresa. Segundo ele, “mesmo com a situação cambial desfavorável, a companhia mantém os clientes que já vêm comprando e se mantêm fiéis, apostando no futuro. Com isso, muitos novos negócios têm aparecido, devido a essa boa repercussão do produto lá fora”. A Gumtac, que integra com a Pimaco um dos grupos mais tradicionais no campo de auto-adesivos no Brasil e recentemente adquirida pela francesa BIC, não tem previsão de investimentos fora do Brasil. Mas, segundo Vicente Avellar, gerente de operações da empresa, em breve iniciará o envio de produtos para convertedores que fornecem à BIC no exterior. Para isso, está em processo de adaptação dos materiais auto-adesivos às especificações dos franceses. De acordo com Avellar, a Gumtac oferece “custos melhores do que os de materiais lá fora, e naturalmente a BIC tem interesse em identificar o que lhe é favorável nesse campo e em ganho de produtividade”. Para o executivo, isso abre campo para a exportação de produtos a um grande número de países. A Avery Dennison, uma das principais indústrias de materiais auto-adesivos do Brasil, embora tenha projetos de investimentos na América Latina, prefere não divulgá-los. (FP, WP)
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Edição: Leandro Haberli
A Klabin anunciou reajuste de até 40 euros por tonelada para suas linhas de papel kraftliner usado para fabricar embalagens de papelão ondulado. Segundo o diretor-geral da empresa, Miguel Sampol, não estão previstos novos aumentos para este ano. No começo de 2007 os preços internacionais do kraftliner chegaram a 500 euros por tonelada, uma redução de aproximadamente 15 euros dos valores alcançados no final de 2006.
Sonho de consumo digital A Wacom, fabricante de mesas gráficas, participou da Fotografar’07, realizada em abril último, em São Paulo. A empresa demonstrou no evento a mesa digitalizadora Cintiq, voltada a designers, ilustradores e artistas digitais, e que conta com caneta especial com até 1024 níveis de sensibilidade à pressão.
Nilpeter vende mais uma O aumento dos pedidos envolvendo impressão flexográfica de alta qualidade fez a Beau Label Corporation, tradicional convertedor de rótulos dos Estados Unidos, adquirir uma nova Nilpeter FB-330-S dotada de tecnologia servo. Multissubstrato, o equipamento será usado para impressão não só de filmes auto-adesivos, mas também de material de ponto-de-venda.
Perfis de cores... Fabricante de impressoras para sinalização visual, a Roland DG disponibilizou em seu site mais de quinhentos perfis de cores para download e impressão em diversos tipos de mídias. Com a ação, a empresa quer firmar-se no mercado nacional como única fornecedora com laboratório de cores interno capaz de desenvolver perfis exclusivos para seus equipamentos.
...exclusivos O laboratório conta com área isolada dedicada somente ao desenvolvimento de perfis para mídias. Todos os perfis desenvolvidos pela Roland DG são conferidos com prova de cor de padrão internacional Altona – um dos mais respeitados no mundo todo. Mais informações: http://www.rolanddg.com. br/downloads/perfil/inst_perfil_versa_ works.pdf.
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Cartilha ensina a imprimir em PP Suzano Petroquímica quer capacitar convertedores de embalagem para trabalhos com chapas de polipropileno Cartonagens e gráficas de conversão de embalagem têm uma oportunidade de se aprofundar nas técnicas de impressão sobre chapas de polipropileno (PP). Foi lançado pela Suzano Petroquímica, principal indústria de PP da América Latina, o Guia Prático: Impressão Off Set em Substrato de Polipropileno. O objetivo é aumentar a participação da empresa no mercado de embalagens. Hoje, 200 toneladas de PP da Suzano Petroquímica são destinadas mensalmente à indústria de embalagem. “Mas o potencial é estimado em até 500 toneladas por mês”, vislumbra o
gerente de marketing da empresa, Sinclair Fittipaldi. A capacitação de convertedores para atuar com chapas de PP não é a primeira ação da empresa junto ao mercado de embalagem. Em 2005 foi lançada uma coleção destinada a mostrar as possibilidades desse tipo de resina como material de embalagem para a indústria de calçados. Com a cartilha, a idéia é aumentar a presença do material não apenas no mercado de calçados. Também fazem parte dos planos da empresa as indústrias de vestuário e de cosméticos. Suzano Petroquímica (11) 3583.5917 www.suzanopetroquimica.com.br
Stora Enso quer substituir o glassine Empresa apresentou papel alternativo para auto-adesivos Investindo em alternativas ao glassine utilizado na produção de papel base de auto-adesivos, a Stora Enso Speciality Papers lança seu LumiSil LO durante o Label Summit Latin America, evento que ocorre nos dias 15 e 16 de maio, em São Paulo. Com superfície lisa e brilhante, o produto oferece, segundo a empresa, cobertura uniforme e contínua do revestimento de silicone, mesmo em baixas gramaturas. Desenvolvido para retenção do silicone, o LumiSil LO é compatível com revestimentos com ou sem base solvente, emulsão de silicone ou cura através de radiação. Segundo Ed Buehler, vice-presidente da divisão de papéis técnicos da Stora Enso, os convertedores de auto-adesivos têm agora uma excelente alternativa para o glassine. O LumiSil LO está disponível nas gramaturas 58 g/m² (espessura
de 53 microns) e 67 g/m² (espessura de 64 microns). Trazido da fábrica de Kimberly, em Wisconsin, Estados Unidos, o produto está sendo distribuído no Brasil por sua subsidiária local. Stora Enso No Brasil: (11) 3065-5200 www.storaenso.com LISO E BRILHANTE LumiSil LO foi lançado durtante Label Summit Latin America
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Kraftliner inflacionado
Ápice divulga nova Lithrone
Mais uma fusão no horizonte
Convertedora adquiriu modelo LS 640+C fabricado pela Komori
A Avery Dennison anunciou a compra da Paxar Corporation, uma de suas maiores concorrentes na área de identificação e rastreamento de produtos, com sede em Nova York, por cerca de 1,34 bilhão de dólares. Segundo comunicado, a aquisição melhora a capacidade combinada da Avery de atender aos clientes da Europa, América Latina, Oriente Médio e Ásia. A transação deverá ser concluída até o final do ano e ainda está sujeita à
No setor de rastreamento, Avery anuncia compra da Paxar
Há 30 anos no mercado de embalagens e rótulos, a Ápice Artes Gráficas passou a operar com um novo equipamento, a impressora Lithrone LS 640+C. Com seis cores mais verniz, a máquina é fabricada pela Komori, mas foi vendida pela Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos Ltda. Com o investimento, a empresa espera aumentar sua produtividade em 20%, informa Reinaldo Wosniak, diretor-proprietário. “Optamos pela Lithrone LS 640 + C por se tratar de um equipamento robusto e de alta performance”, ele explica. Em operação desde abril último, a máquina imprime no formato 72 cm x 103 cm, em gramaturas que variam de 50 g/m² a 600 g/m². Outro destaque é o sistema KHS, que prepara o perfil de tinta antes de iniciar o trabalho, simultaneamente ao acerto de registro. A impressora ainda permite fazer a leitura online ou offline da folha impressa pelo sistema densitométrico ou espectofotométrico, garantindo alta qualidade da primeira à última folha do serviço. Ápice (11) 4221-7000 www.apice.ind.br
Presentes e escolares reforçados Klabin fornece papel cartão no mercado de papelaria Fabricante de materiais escolares e caixas para presentes, a VMP está entre os novos usuários da linha de papel cartão da Klabin. O mix de produtos da empresa passou a contar com a linha Duplex XP, produzida com fibras curtas (eucalipto) e longas (pínus). Segundo a Klabin, tal característica confere resistência mecânica e impressão homogênea à embalagem. Entre outros produtos, o Duplex XP da Klabin é utilizado pela VMP na confecção de pastas e caixas para presentes. Com mais de 28 anos no mercado, a VMP fabrica mais de dois
mil itens, e pretende apresentar em 2007 cerca de duzentos novos produtos no setor de papelaria. VMP (11) 6405-1444 www.vmppapeis.com.br CURTAS E LONGAS Linha Duplex XP mistura diferentes tipos de fibra
Agito em papéis especiais VCP e Ahlstrom podem formar joint venture
FOTOS: DIVULGAÇÃO
ALTA PERFORMANCE Máquina foi negociada pela Gutenberg
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aprovação dos acionistas da Paxar, bem como a aprovações das agências reguladoras nos Estados Unidos e na União Européia. A fusão promete agitar a unidade de Serviços de Informações de Varejo (RIS) da Avery Dennison, que atua com identificação de marca e soluções de gerenciamento de cadeia de suprimento. Avery Dennison (19) 3876-7600 www.averydennison.com.br
A Votorantim Celulose e Papel (VCP), do grupo Votorantim, e a finlandesa Ahlstrom podem formar uma joint venture para atuar no mercado de papéis especiais para produção de rótulos auto-adesivo e de embalagens. Ainda em andamento e sem data para término, as negociações envolvem os papéis produzidos na unidade de Jacareí (SP) da VCP, que produz 105 000 toneladas por ano de papéis não-revestidos, com possibilidade de
revestimento de até 80 000 toneladas por ano. A VCP afirmou que a negociação é consistente com as estratégias das duas empresas. Já a Ahlstrom terá a chance de alcançar sua meta de expansão fora da Europa. Ahlstrom No Brasil (19) 3878-9200 www.ahlstrom.com VCP (11) 2138-4000 www.vcp.com.br
celulósicas >>> transporte
Cama versátil Klabin oferece nova opção em palete de papelão ondulado
T
endência aquecida pelas crescentes exportações (veja EMBALAGEMMARCA nº85, setembro de 2006), o uso de paletes de papelão ondulado, em detrimento aos triviais de madeira, ganha uma contribuição da Klabin. Uma nova versão de estrado, mais leve e alegadamente com maior resistência, está sendo lançada pela empresa. O novo palete de papelão consiste na nacionalização de um modelo patenteado pela Unipal, divisão da austríaca Mondi Packaging, que “está entre os projetos mais eficientes do mercado mundial”, segundo Robson Alberoni, gerente de planejamento de mercado da área de embalagens da Klabin. Segundo Alberoni, o principal diferencial do novo palete é sua estrutura de construção, que garante maior leveza em relação aos similares do mercado. O menor peso garante redução no custo do frete. A confecção com papel kraftliner (fibra virgem) e rigorosos controles de processo afasta a ameaça de proliferação de pragas e dispensa a necessidade de fumigação do palete nas exportações, gerando outra vantagem de custo. O produto também é 100% reciclável e seu descarte é facilitado pelo valor residual da apara de papelão ondulado. “Por ser material de fibra virgem, é de excelente qualidade e possui grande procura”, afirma Alberoni.
DESENHO Estrutura do novo palete, derivada de um modelo da Unipal, suporta até 1,5 tonelada
Fácil suspensão
Klabin (11) 3046-5800 www.klabin.com.br
Mondi Packaging +43 (01) 795-290 www.mondipackaging.com
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FOTOS: DANIEL PINHEIRO
No tocante à operação do novo estrado, a Klabin garante que ele pode ser manuseado por empilhadeiras sem risco de deformação, permitindo acesso pelos quatro lados. O palete suporta até 1,5 tonelada, possui resistência ao empilhamento vertical e pode ser convenientemente estocado em racks (prateleiras). Mas e o preço da novidade? Alberoni sustenta que o produto tem custo “compatível com o dos paletes de mercado, considerando-se os custos totais da cadeia logística”. Embora não cite valores, o executivo da Klabin garante vantagens financeiras para o cliente por uma lógica singela: a de que, num cenário de enérgicos enxugamentos de custos nas indústrias, como o atual, não faria sentido o lançamento de um palete mais oneroso. Seria um peso que, invariavelmente, o mercado não suportaria. (GK)
SUSPENSÃO – Empilhadeira pode levantar o palete pelos quatro lados
marketing >>> promoção
Pizza e diversão Caixas viram quebra-cabeças
O
destino de embalagens de pizza para viagens é invariavelmente o lixo. Para mudar essa máxima, a publicitária Claudia Kostakis criou uma forma divertida de segundo uso para as caixas das redondas. A idéia surgiu há cerca de um ano. “Quando pedi uma pizza em casa, o vale-brinde da pizzaria estava impresso na tampa da caixa, e era preciso recortá-lo”, conta a publicitária. “Fiquei pensando se não haveria um jeito mais fácil de tirar aquele cupom da caixa.” Depois de nove meses de estudos de viabilidade técnica, finalmente o projeto ficou pronto. As tampas das caixas de papelão podem se transformar em quebra-cabeças, jogos infantis, porta-copos e enfeites, entre outros usos. O papelão da tampa é picotado. O cliente da pizzaria só tem o trabalho de destacar, montar e se divertir. Batizado de Packostakis Pizza, o projeto foi patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. (FP) Kostakis (11) 3873-8449 www.kostakis.com.br
SEGUNDO USO Porta-copos e quebracabeças são opções oferecidas pela Kostakis
plásticas >>> higiene pessoal e beleza
Período fértil Com vendas em alta, e transitando de fármaco a cosmético, sabonete líquido ginecológico abre um flanco promissor para projetos apurados de embalagens
H
PASSAGEM – Pioneiro, Dermacyd aposta em modernização da marca
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Mais nova disputante da categoria, a Kimberly-Clark decidiu aproveitar sua marca Intimus, fortíssima em absorventes e protetores diários femininos, em seu sabonete só para mulheres. Contando com um aporte de 20 milhões de reais para marketing de apoio ao lançamento, o lançamento contou com um meticuloso projeto de embalagem. “Fizemos uma série de pesquisas para chegar ao formato anatômico do frasco, pensando sempre no manuseio prático pela consumidora”, detalha Aron, aludindo à silhueta sinuosa da novidade. Fabricado em polipropileno translúcido pela Frascomar, o recipiente do sabonete líquido Intimus é decorado com rótulos auto-adesivos despojadamente elegantes da Uniflexo, produzidos em filme fosco de polipropileno biorientado (BOPP).
Estimuladora de vendas
PRATICIDADE Intimus contou com pesquisas para a criação de sua embalagem
Os casos do Dermacyd e do Intimus escancaram o embate por consumidoras que tem transformado o perfil das embalagens da categoria. Com o emergente entendimento pelas brasileiras de que o sabonete líquido íntimo não é supérfluo e que seu uso regular é benéfico (ficha que já caiu para centenas de milhões de americanas e européias), o produto vem se alastrando no grande varejo e, como é praxe nessa transição, reforçando o papel da embalagem como alavanca de vendas. “A embalagem adquire importância cada vez maior para transmitir a identidade e o conceito da marca e do produto”, afirma Fernanda Juzenas, do departamento de marketing da fabricante de cosméticos Therny, desde 1998 no mercado de sabonetes líquidos ginecológicos com o Intimamente Íntimo, que conta com um componente natural, o PROPRIEDADE – Therny agora tem embalagem com molde exclusivo
FOTOS: DIVULGAÇÃO
á mais ou menos cinco anos, depois de sustentar por quase duas décadas seus equities de medicamento, o sabonete líquido ginecológico Dermacyd, do laboratório Sanofi-Aventis, adotou embalagens despojadas da Mega Plast, com visual similar ao de cosméticos, e incorporou ao seu nome o posposto “Femina”. Em novembro do ano passado, o produto, bandeirante da categoria no Brasil, ganhou uma perfumada extensão de linha, a Delicata, com notas de jasmim, violeta, gerânio e bergamota. De dois meses para cá, a marca está sendo amparada por uma campanha publicitária de 10 milhões de reais, estrelada pelo casal de atores globais Adriana Esteves e Vladimir Brichta. Com fórmula suave, adequada ao asseio vaginal, e ação anti-séptica, o Dermacyd poderia tranqüilamente ser enquadrado como cosmecêutico, ou seja, um cosmético inclinado a medicamento. No entanto, como fica patente pelas mudanças que vem sofrendo, é possível inverter a análise para afirmar que o produto está mais para “farmético”. Para o Dermacyd, ficaram para trás os sisudos traços de medicamento. O precursor reflete a situação vivida pela categoria, que tem se tornado mais concorrida e que, gradualmente, vem tendo seus canais de venda diversificados, depois de passar anos a fio cativa das farmácias. A diáspora se deve em grande parte às investidas no negócio por indústrias de cosméticos e de itens de personal care. “É um mercado promissor, que cresce mais de 30% por ano e já movimenta 100 milhões de reais no Brasil”, comenta Eduardo Aron, diretor de Cuidados Pessoais da Kimberly-Clark.
O remédio contra-ataca Esmeradas, as embalagens de sabonetes ginecológicos projetadas pelas marcas de cosméticos cutucaram não apenas a Sanofi-Aventis e seu tradicional Dermacyd. Outros laboratórios vêm redobrando a atenção quanto às apresentações de seus produtos, recorrendo aos mesmos artifícios levados a cabo pelas concorrentes para as quais, em tese, se poderia atribuir maior familiaridade com os atributos de marketing da embalagem e com os ardis para torná-la vendedora. O laboratório Farmasa, por exemplo, acaba de reformular sua linha de sabonetes íntimos Lucretin com o apoio de uma renomada projetista de embalagens, a M JOVIAL – Lucretin é outra marca de laboratório recém-reformulada
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extrato de melaleuca, como agente anti-séptico. O Intimamente Íntimo também passou por uma reformulação de embalagem no ano passado, quando estreou as novas fragrâncias de morango e maçã verde, ganhando um frasco com molde exclusivo e próprio. “O design anatômico oferece praticidade e conveniência à mulher”, Fernanda ressalta. O visual da embalagem do sabonete íntimo da Therny é prata da casa: foi elaborado pela sócia-proprietária Janaina Accyoli Gonçalves. A exigência quanto ao desempenho da embalagem também marcou o lançamento do sabonete líquido Intimos, lançado em julho de 2005 após um pré-marketing com 300 consumidoras e desde então comercializado através de vendas diretas pela cosmética paranaense Racco. “O desenvolvimento e a escolha da embalagem envolveram estudos ergonômicos, o que resultou numa pega firme, evitando que a mesma escorregue durante o banho”, conta Anderson Portes, gerente de marketing da Racco, a respeito do frasco moldado pela Mundibras. “A tampa flip-top faz com que o produto possa ser segurado com apenas uma das mãos e a simetria da embalagem também permite que o frasco seja virado de cabeça para baixo para a utilização do conteúdo até o final”.
ZELO Frasco do Intimos, da Racco, teve ergonomia estudada
Alcan Packaging (11) 4075-6521 www.alcan.com.br AB Plast (47) 3451-9103 www.abplast.com.br Frascomar (11) 4786-5466 www.frascomar.com.br M Design (11) 3839-0969 www.mdesign.art.br Mega Plast (11) 3621-4599 www.megaplast.com.br Mundibras (41) 3668-7995 www.mundibras.com.br Prakolar (11) 6291 6033 www.prakolar.com.br Uniflexo (11) 4789-5946 www.uniflexo.com.br
Design. Os produtos da linha – Lucretin Mulher, Lucreteen (para adolescentes) e Lucretin Infantil – ganharam um frasco com ondulações, mais ergonômico, e uma programação visual que, sem jogar para escanteio os benefícios fármacos, busca transmiti-los numa linguagem amigável. “A idéia foi aliar os atributos farmacêuticos a uma roupagem cosmética próxima da consumidora”, sustenta Tadeu Matsumoto, diretor de criação da agência. As definições do projeto ganharam corpo em um frasco de polietileno de alta densidade, da Alcan, com tampa flip-top de polipropileno da Mega Plast e rótulo autoadesivo, em filme plástico com impressão flexográfica, produzido pela Prakolar. Por sua vez, o laboratório gaúcho Kley Hertz, antecipando o ciclo virtuoso pelo qual o sabonete líquido íntimo passaria, decidiu lançar mão de uma embalagem com personalidade até agora singular entre aquelas trabalhadas pela concorrência. O Neutrogerm Íntimo estreou no mercado há três anos apresentado numa embalagem com orientação upside down, com a tampa funcionando como base. Convertido pela catariPIRUETA nense AB Plast, o frasco, Kley busca dar visibilidade do ornado com serigrafia, é Neutrogerm com também menor: acondidisposição visual invertida ciona 120 mililitros em vez dos 200 mililitros usuais do mercado. “A consumidora, vaidosa, tem produtos diferentes para cada parte do corpo e cada vez menos espaço para guardá-los”, argumenta Leandro Bignardi Rosa, coordenador de marketing da Kley Hertz. “É justo que pensemos em oferecer um produto com dimensões menores, que ela possa carregar facilmente quando viaja”. O profissional enche o peito e faz questão de ressaltar uma pesquisa, realizada pelo laboratório em dezembro do ano passado, com 840 mulheres. “Nossa embalagem foi apontada como mais moderna, prática e eficiente que as utilizadas pelos concorrentes”. (GK)
Osso fácil de roer Uma engenhosa embalagem flexível dá vida a àgua para cães em passeio
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rande incubadora de produtos voltados ao consumo nômade, realizado em movimento, os Estados Unidos acabam de acolher o lançamento de uma nova água mineral on-thego, cuja embalagem facilita a ingestão em trânsito. Nenhuma novidade até aí, não fossem água e embalagem desenvolvidas para deslocamentos de... cães. Enriquecida com vitaminas, a água Wetbone, da Wetbone Company, estreou em abril no mercado americano numa inovadora bolsa plástica, que funciona como vasilha portátil nos passeios com o cachorro. Em formato estilizado de osso, o invólucro é dotado de dois compartimentos: um reservatório, na parte inferior, e um receptáculo no topo que funciona como uma tigela, para a bebericação direta pelo animal. Uma membrana de polietileno, selada a quente nas paredes internas da embalagem, separa os compartimentos. Quatro pequenos furos na selagem criam um canal de vazão, permitindo o transbordo da água para a tigela. Para oferecer o produto ao animal, deve-se rasgar uma tira micro-serrilhada e abrir o zíper integrado ao topo da embalagem. O acompanhante do cão aperta o reservatório com uma mão, fazendo a água passar à tigela, e comprime o topo da bolsa com a outra, formando uma abertura para o animal inserir o focinho (veja a foto e o infográfico na pág. ao lado). As “comportas” da selagem permitem o refluxo da água, caso o animal não sorva todo o líquido da tigela. Fechando-se o zíper, a bolsa pode ser transportada para novos refrescamentos do totó. Estruturada em poliéster/alumínio/ polietileno de baixa densidade linear,
TUTANO E PELE – Água é enriquecida com vitaminas; pouch tem formato de osso e fica em pé
a embalagem é produzida pela Ampac Flexibles com volume para 16 onças líquidas (cerca de 475 mililitros). A Ampac realizou uma série de estudos e criou diversos protótipos até chegar a uma solução adequada, que atendesse com custo viável à idéia dos donos da Wetbone, Sue Tyska e Tony Tropea. “Foi um conceito de difícil execução”, comenta Steve Herlehy, da área de vendas da Ampac.
Pulo-do-gato: modificação Entre os desafios estava o de encontrar uma estrutura que fosse rígida o suficiente para permitir à bolsa ficar em pé e suportar testes de quedas. O pulo-do-gato, porém, se deu na modificação da estação de selagem a quente, para a criação dos canais de vazão com o tamanho apropriado. Engenheiros da Ampac tiveram de modificar lâminas de selagem para se certificarem do emprego de uma
temperatura exata, para que os furos não se fechassem com a migração de calor dos pontos de contato. A criação dos canais em um ângulo que não comprometesse o envase da embalagem foi outro ponto crítico do projeto. “Levamos, no total, dois anos nesse trabalho”, diz Herlehy. A inclusão da membrana interna num ponto exato, definindo o tamanho da tigela, também demandou atenção. “Cães bebem com a língua e queríamos oferecer um recipiente que não fosse muito fundo nem muito raso para eles”, explica Sue Tyska. “Optamos por um tamanho médio, e por isso acreditamos que o conceito funcionará com cães de todos os portes”. O projeto gráfico da embalagem foi concebido pelo diretor Tony Tropea, e é impresso em rotogravura em cinco cores. “A decoração, aliada à metalização do alumínio, cria uma forte presença em gôndola e destaca nossa marca”, enten-
Ampac Flexibles www.ampaconline.com
Que nem maré Como funciona a “bolsa-represa” da Wetbone HIDRATAÇÃO Ajuda do dono forma a tigela com água
1
Micro-serrilha a laser
2
Zíper para consumo parcelado do produto
3
Sistema de alimentação da água (membrana com canais de vazão)
4
Água com vitaminas
maio 2007 <<<
EmbalagemMarca <<< 59
FONTE:AMPAC
de Sue. O preço de varejo da água é de 1,99 dólar. A associação americana de fabricantes de produtos para animais de estimação calcula que existam 73,9 milhões de cães nos Estados Unidos, que fizeram girar 38 bilhões de dólares em rações e artigos diversos em 2006. “Mais de 70% dos donos passeiam e viajam com seus cães e a hidratação é essencial para a saúde canina”, alardeia a sócia-proprietária da Wetbone. “Com merecimento, o animal agora pode desfrutar de uma embalagem como a das águas para humanos: portátil, leve, resselável e de fácil uso.” O mesmo conceito de embalagem, em patenteamento, será utilizado em novas bebidas para cães da Wetbone – uma água com ação dentifrícia e um energético, para cães atletas, prometem ser lançados nos próximos meses. (GK)
Onda da “Ka-shah-sah” Cachaças de alta nobreza começam a se tornar hit de consumo nos Estados Unidos – mas com marcas e embalagens que não são brasileiras
O
60 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
uma espécie de estratégia consensual de marketing, voltada a envolver a cachaça e a caipirinha (respectivamente “ka-shah-sah” e “kie-peereen-yah”, na didática da pronúncia anglófona divulgada pelas campanhas publicitárias dos produtos) em destilado e coquetel da moda, cheios de glamour. As empresas por trás das “cachaças imigrantes” têm investido alto em mídia e em badaladas festas de divulgação nas principais metrópoles americanas. “Cachaça é consumida nos Estados Unidos principalmente em caipirinhas, e o público de coquetéis tem em geral de 25 a 40 anos e bom nível sócio-econômico”, diz Márcio Silveira, diretor de operações da Leblon, cachaça originária de alambiques de Minas Gerais e engarrafada na França (e que, numa via inversa, deverá começar a ser comercializada no Brasil a partir de julho). “Por isso, promovemos nossa bebida como produto de luxo e imagem, e a embalagem tem a função primordial de transmitir as idéias de beleza e classe.”
Peça decorativa
FOTOS: DIVULGAÇÃO
s Estados Unidos não são um auspicioso mercado para o etanol brasileiro somente na forma de combustível para automóveis – ou seja, como commodity. Frutos, em geral, de parcerias costuradas por empresários americanos e brasileiros radicados lá fora com alambiques mineiros e paulistas, certas cachaças de luxo vêm ganhando destaque no país de George Bush, sinalizando uma oportunidade de ouro para o derivado etílico da cana-de-açúcar nacional. Curiosamente, as cachaças em voga por lá são de marcas alienígenas aos entusiastas das branquinhas de cá. Leblon, Água Luca, Cabana e Beleza Pura são algumas delas. Essas grifes de cachaça for export apresentam ainda um outro aspecto em comum. Suas garrafas são de vidro extracristalino, com bases proeminentes e rótulos em serigrafia de alta nobreza, todas elas fabricadas pela francesa Saverglass. Tais características, segundo o português Bruno Paes de Botton, que na Saverglass responde pela gerência da divisão ibérica, geralmente encarregada dos projetos de embalagens para bebidas brasileiras, “são hoje praticamente exigências do mercado americano de destilados brancos de alta nobreza”. “Basta verificar que todas as boas vodcas premium vendidas nos Estados Unidos são acondicionadas assim”, aponta o executivo. Mas as garrafas da vidraria francesa, de alta sofisticação, não têm apenas cumprido a tarefa de adequar as cachaças ao perfil de apresentação dos white spirits americanos. O capricho na embalagem apóia
STATUS – Oriunda de Minas Gerais, Leblon é posicionada como bebida “de luxo e imagem”
“Cachaça e caipirinha estão hoje na moda como a tequila e a margarita estiveram há dez anos”, entende o americano Joseph Bowman, sóciodiretor da Água Luca, outra cachaça premium que faz sucesso nos Estados Unidos. Bowman se empolgou com a bebida após conhecê-la através de amigos brasileiros, viajou para o Brasil atrás de fornecedores e resolveu acondicionar seu produto numa embalagem “singular, que se tornasse símbolo da marca.” Com o auxílio de uma consultoria, que dispunha de uma rede global de
especialistas em design, marketing, moda, filosofia, semântica e antropologia, a garrafa da Água Luca foi concebida para se destacar nas prateleiras dos bares de restaurantes e boates, especialmente quando iluminada por trás ou pela base. “O resultado superou as expectativas”, conta Bowman. “Para se ter idéia, recebemos telefonemas e e-mails o tempo inteiro com pedidos de embalagens por pessoas que querem usá-las como elementos decorativos em suas casas.” Em contraste com as garrafas da Leblon e da Água Luca, que usam e abusam das cores icônicas no Brasil, a embalagem de outra cachaça ascendente no mercado americano, a Cabana,
ostenta um visual mais despojado. “Vejo o Brasil não só como um país exótico e sensual, mas também luxuoso e sofisticado”, comenta o americano Matti Anttila, fundador e presidente da Cabana Cachaça. “Por essa razão, pedimos a Andrew Wolf, o designer da nossa embalagem, para não se prender aos verdes e amarelos carregados das embalagens concorrentes. Quanto à garrafa,” esclarece Anttila, “foi preconizado um formato funcional, prático para os bartenders.” Também diferentemente da Leblon e da Água Luca, a Cabana é engarrafada no Brasil – a cachaça é maturada nos alambiques da família Cestari, em Jaguariúna (SP). “O envase na origem é muito importante para nós, pois reforça o apelo da marca e do produto”, diz Anttila.
Perspectiva animadora
JET-SET – Garrafa cheia de estilo participa da “glamourização” da Água Luca, apoiada por eventos de promoção (abaixo)
62 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
Lançada em junho de 2006, a Cabana teve seu volume de produção quadruplicado desde então e recentemente ganhou o mercado europeu. Anttila se esquiva de divulgar o volume de produção de sua bebida, mas calcula que hoje são vendidas 150 000 caixas de cachaça por ano nos Estados Unidos (1,8 milhão de garrafas). “Deverão ser 750 000 caixas já em 2010”, prevê o empresário. EMBALAGEMMARCA tentou contatar os proprietários de outras exitosas marcas de brazilian rum, a designação de apoio comercial das “cachaças americanas”. No entanto, muitas requisições emperraram quando estes souberam que a reportagem seria veiculada no Brasil. A atitude leva à suposição de que se teme a divulgação de um pote de ouro ainda pouco explorado pelas destilarias brasileiras – ao que vale lembrar que, do 1,3 bilhão de litros de cachaça produzidos por ano no Brasil, somente 1% é exportado, segundo a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe). “Cerveja e uísque estão em queda nos Estados Unidos, e cachaça é a grande novidade aqui”, assegura
DIFERENTE – Garrafa da Cabana Cachaça se abstém do verde-amarelo
Silveira, da cachaça Leblon. Aos empreendedores que decidirem tentar a sorte na América com cachaça, uma coisa é certa: até pela evidência das marcas como a Leblon, a Água Luca e a Cabana, o visual do produto deverá ser pensado com cuidado. “Sem embalagem especial a cachaça não passará de mais um produto alcoólico com dificuldade de afirmação de personalidade no acirrado mercado americano”, entende Bruno de Botton, da Saverglass, emendando uma boutade alusiva à competitividade acirrada do mercado americano de bebidas. “Não se pode entrar numa corrida de Fórmula 1 com um automóvel popular.” (GK) Saverglass +351 (21) 924-8060 www.saverglass.com
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64 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
Sempre que recebo meu exemplar de EmbalagemMarca, não deixo para ler depois. Leio do começo ao fim, não só por ter uma apresentação atraente e limpa, ser bem impressa e de leitura agradável. A revista é uma rica fonte de informações, com reportagens, artigos e entrevistas consistentes, novidades e tendências de mercado no Brasil e lá fora, apresentados de forma equilibrada, sem bajulações e sem cair na tecnicidade exagerada. Para um profissional de design, um aspecto fundamental numa publicação, além da boa diagramação, é que tenha indicações de fornecedores e como encontrá-los facilmente – e também isso EmbalagemMarca oferece. Tenho a coleção completa da revista, uma fonte permanente de consulta que indico sempre a clientes e a alunos quando ministro aulas.
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Almanaque Personagem adiante de seu tempo
O conde e elas
Em 1972, o governo militar iniciou uma campanha educativa para incentivar a higiene e manter limpas as cidades brasileiras. A estrela dos comerciais do Ministério da Saúde era o personagem Sujismundo, um cidadão muito simpático, mas que andava sempre sujo e jogava na rua as embalagens do que consumia. Vivia doente. A idéia da campanha, que tinha o slogan “Povo desenvolvido é povo limpo”, era que Sujismundo fosse um exemplo de mau comportamento. O personagem foi criado por Ruy Perotti (1936-2005), protagonizou campanhas por alguns anos e chegou a ter sua própria revista em quadrinhos. Com a conscientização ambiental à toda, hoje Sujismundo certamente teria muito mais espaço do que em seu tempo.
Embalagens tiveram papel marcante na vida do italiano Francesco Matarazzo (1854-1937), figura célebre na industrialização brasileira. Considerada um divisor de águas para a construção daquele que viria a se tornar em poucos anos o maior conglomerado industrial latino-americano, a abertura de um moinho em São Paulo, no início do século 20, levou o conde Matarazzo a adquirir máquinas de tecelagem para ensacar farinha. A capacidade ociosa da sacaria revertia em tecidos diversos, que eram vendidos a entrepostos têxteis. Por sua vez, as sementes do algodão consumido pela tecelagem viraram matérias-primas de uma refinaria. O “pé”, um subproduto do óleo de algodão usado na fabricação de sabão, inspirou o mergulho no ramo de sabões. Precisando de caixotes e latas para o negócio, o conde investiu em serrarias e numa metalúrgica. Dessas iniciativas em cascata, a fabricação de embalagens metálicas alçou vôo próprio e se fortificou. No fim dos anos 90, a Metalúrgica Matarazzo contava com doze unidades industriais. Foi quando se fundiu com a Rimet, dando origem à atual Companhia Brasileira de Latas (CBL).
Bingo vendia Coca-Cola e gibis Em 1977, a Coca-Cola e a Editora Abril lançaram uma promoção para conquistar jovens consumidores de refrigerantes (e de gibis): a Bingola Disney, um must entre a garotada. Era um jogo de bingo, onde as peças numeradas traziam personagens de Walt Disney impressas na parte interna das tampinhas de Coca-Cola e Fanta. As cartelas vinham nos gibis da Disney, editados pela Abril. Na época, os refrigerantes eram vendidos apenas em garrafas de vidro retornáveis (a primeira Coca-Cola em lata de aço só apareceu em 1981).
Helvetica completa 50 anos Dia 6 de abril último, uma das fontes tipográficas mais utilizadas no mundo completou 50 anos. A primeira versão, criada por Max Miedinger e Edouard Hoffmann para a tipografia suíça Haas’sche Schriftgiesserei, foi apresentada ao público em 1957, na Feira Graphic, realizada em Lausanne, na Suíça. Na época, foi batizada de Haas Grotesk. Em 1961, a fundição alemã D. Stempel AG com-
66 >>> EmbalagemMarca >>> maio 2007
prou os direitos da fonte e renomeou-a como Helvetica, derivação de Helvetia, o nome latino da Suíça. Neste meio século, a Helvetica tornou-se uma das fontes mais utilizadas no design gráfico e inúmeras outras famílias tipográficas surgiram baseadas nela. A mais conhecida é a Arial, adotada pela Microsoft como uma das fontes básicas do Windows e uma das mais utilizadas na internet.