Azorean Tales And Narratives

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  • Words: 16,882
  • Pages: 126
LENDAS E NARRATIVAS AÇORIANAS TEXTOS E EXERCÍCIOS

José Luís da Silva

Cendas e Narrat(vas 'A.c;orz'anas

'Texto

86

/

IND I

PAGINAS PREFACE

/

(PREFACIO)

1

/

MAPA - ARQUIPELAGO DOS ACORES. .

3

/

CAPITULO I

A PRIMElRA GENTE

'" MIGUEL) . (SAO

CAPITULO II

FLAMENGOS E PORTUGUESES CAPITULO III

COLOMBO E AS FLORES

. .

(FAIAL).

...

.

...

.

...

..

.

.

.

.

.

.

.

.

4

.

. 13

(FLORES)

.

. .

.

.

.

. .

.

. . . 21

CAPITULO IV

A LENDA DO CAVALEIRO (CORVO)

.

. .

. .

.

.

.

.

. .

. 27

E FIDALGUIA (GRACIOSA)

. .

. .

.

.

.

. 33

CAPiTULO V

AMOR,

HO~RA

CAPITULO VI

CORSARIOS! I

(SANTA MARIA) . . . . . . . . . . . . . . 42

CAP:(TULO VI I

A RAIVA DA TERRA (SAO JORGE) CAPITULO VIII

o TESOURO DE D. SEBASTIAO (TERCElRA) CAPITULO IX

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS BIBLIOGRAFIA

. . .

(PICO) .

. . .

. . .

.

.

.

.

. . . . . .

.

.

.

. 56

.

. 65

· 73 · 83

. .

ILUSTRA<;OES. INDICE

.

. . .

84

. ·

86

PREFACE This collection of azorean legends and narratives was prepared for the purpose of familiarizing secondary students in portuguese bilingual programs with the Azores and developing their language skills in Portuguese.

Specifically, this work

attempts to increase students' interest and knowledge of the Portuguese language and the culture of the Azores while stimu­ lating their imagination and developing their cognitive skills. The materials are divided into two parts - text and workbook. The text has nine chapters - one for each azorean island. The chapters are organized in chronological order of the legends and narratives. Each chapter starts with a map and a historical introduc­ tion to the story, followed by the text and vocabulary list, all of which are profusely illustrated.

The stories, which were

purposefully written for this collection, are based either on old azorean sources or modern works.

Each source is footnoted

in the text and listed in the bibliography section. due to the nature of the text

However,

(legends and narratives)

stories should not betaken as historical fact.

The

1

the

int~oduction

that precedes the stories covers some azorean historical topics which can be researched further by students if their warrants it.

I

inte~est

2

The workbook has two groups of exercises for each chapter­ vocabulary and questions/activities.

In addition, there are

vocabulary review chapters at appropriate intervals.

In order

to provide maximum development of cognitive skills, the questions/activities section was developed following the princi­ ples of Bloom's Taxonomy.

The large collection of illustrations

in the text can easily be used by the instructor to create new activities to supplement those in the workbook. While some teachers may wish to use all of the questions .and activities, others may find it more appropriate to choose a select few.

The questions and activities may sometimes be done

in written or oral form. or in groups.

Also, they may be used individually

In any case, they are not meant for independent,

non-teacher-directed activities. It is hoped that teachers who use these materials will

find them helpful in developing the much needed language and

think~ng

skills in today's students.

Jos~

Lu{s da Silva

ARQUIPELAGO DOS AC;ORES PCORVO

) IiLORES GRACIOSA

~ SAO JORGE



FAIAL~~~.!"·' " ..

OTERCElRA

~

PlCO

SAO MIGUEL

SANTAMARIA

~

~

·

.~:r: l"'~

1."

l~

~

,~,

,.

~

Lomba do Cavaleiro. A baia da Povoac;ao; a capela· de N. S. do Rosario [oi erigida no local onde se fixaram os primeiros povoadores da Hila

CAPITULO I

"A

PRIMEIRA GENTE"

SAO MIGUEL

---­

; ....

~

~

~

aJ

~

:::

Cl

:E Q t~

~


5

6

...;

I

INTRODU9AO HISTORICA Ern 1427, Diogo de Silves, sob a direccao do Infante D. I

Henrique, descobriu Santa Maria, a ilha dos A90res que est~ mais perto de Portugal.

Comecou,entao,·o ­Dovoamento dessa ilha. /

Em seguida, os portugueses avistaram e povoaram a ilha de Sao Miguel.*

0 povoamento dessas duas ilhas esteve a cargo de

Gonqalo Velho Cabral que trouxe principalmente gente das regioes portuguesas da Estremadura, Algarve e Alentejo.**

* Francisco Carreiro da Costa, Esbo90 Histdrico dos A90res, Ponta Delgada, Instituto Universitario dos A9ores, 1978, p. 49.

** Ibid., p. 59.

Infante Dom Henrique

7

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"

CARAVELA

REDONDA

A PRIMEIRA GENTE*

o

povoamento das ilhas dos Acores realizou-se num j

processo met6dico.

is da descoberta de uma ilha,

0

Infante

D. Henrique mandava l~ barcos para lanqar animais em terra (carneiros, cabras, vacas, porcos, burros, cavalos). tempo mais tarde,

0

I

nte enviava gente

Algum

a povoar essa

terra.

o

povoamento da ilha de S. Miguel, a segunda a ser desco­ Por~m,

berta, deu-se dessa mesma maneira.

segundo v~rias

lendas, quando a gente mandada

10 Infante chegou a Sao Miguel,

encontrou uma surpresa.

0

Vejamos

que nos conta uma dessas

lendas:

Os barcos mandados pelo Infante D. Henrique costeavam aquela nova ilha. -se Gons::a fam{l

.

\

-'

Na embarcacao que seguia a frente encontravaJ

Vaz, 0 Grande, que, com a sua mulher e outras

s, vinha povoar a ilha de Sao Miguel Arcanjo.

Dos bareos

via-se aquela costa coberta de verdura, com altos e baixos, cortada por ribeiras correndo para

0

mar.

Dobrando a ponta

sudeste da ilha, entre rochas e lombas, encontraram urn lugar coberto de arvores (louros, bastante f

til.

as, cedros), que

ometia ser /

Entre as arvores corria uma ribeira de agua

*Baseado no Livro Quarto das Saudades da Terra, Vol. I, do Doutor Gaspar Frutuoso. Ponta Delgada, Edi9ao do Instituto Cultural - Ponta Delgada, 1977, pp. 13-23.

8

9

clara e fresca. Descarr

Foi al que .Goncalo Vaz decidiu desembarcar.

"

aram as provis

s e utens{lios que traziam e

come9aram a construir umas toscas cabanas cobertas de feno. Pe

, urn grupo de mulheres, entre e

s a esposa do

Grande, afastaram-se urn pouco do acampamento e encontraram, estendido entre a erva, um homem morta. aos outros

que acharam e,

0

Foram a correr contar

is de observarem 0 cadaver,

voltaram todos para os barcos

passar a noite.

Os

povoadores portugueses tinham pensado que eram os primeiros a ir viver na i

Aquele achado surpreendeu-os e come9aram a

pensar que a ilha talvez fosse habitada por outra gente. No dia seguinte foram a terra outra vez e tracos humanos. ,

curaram pessoas ­

Acabaram por encontrar rastos

dois homens e, mais leves,

uma mulher.

Continuaram a dormir nos barcos.

Ao fim de quatro dias

saiu-lhes ao encontro urn homem com ar de" esfomeado que, ihterrogado sobre espantosa hi

0

ao ser

cadaver, acabou por confessar a sua

ia.

Vivia antes na vLzinha ilha

Santa Maria.

/

Al, Como

enamorou-se de uma m09a, filha de uma fam{lia importante. sabia que

0

pai

la nao ia permit

que se casasse com urn cas a

rapaz pobre como ele, combinou com a rapariga tiri-la e fugir com ela.

Nessa altura a il

de Sao Miguel j

a:

tinha

side descoberta e os portugueses tinham atd lan9ado l~ gado.

o rapaz decidiu .,,­

al, depois de c Foi ter com urn

ir com a em os povoadores

para aquela nova ilha e, Portugal, casar com ela .

o que tinha urn barco pequeno e p

lhe

10

Nas terras fert~ls da Povoa­ 9ao os pomares ao abrigo de de altas sebes produzem as frutas mais variadas

11

aj

Esse amigo, nao so se ofereceu a leva-los no seu barco,

como tambem decidiu que queria ficar naquela terra nova que ia ser povoada em pouco tempo. A./

-..I

Chegados a Sao Mi

1, que ainda nao estava habitada, os

tres construiram umas pequenas cabanas e

ssaram a alimentar-se

alguma fruta da serra, lapas, mariscos, pombos bravos e outros animais que iam apanhando. •

z

I

se por Clurnes

outro.

Era esse

Tempos depois, os dois rapazes rapariga e

0

namorado dela matou

que os povoadores

0

0

nham encontrado.

o jovem assassino contou aos povoadores que a rapariga, pelos montes e

cheia de vergonha e remorsos, andava escond nao se atrevia a aparecer. e acabaram por encontr

I

Gon9alo Vaz mandou gente procura-la Estava suja,

la perto de uma r

, com os pes inchados, pelas desgracas que passara. I is:ao, decidiu

Goncalo Vaz, 0 Grande, como chefe da I

fazer justisa. s

Reuniu os homens que vinham com ele, e estes,

s da culpa do outro, gritaram: - Enforcar, enforcar, e depois tirar inquiri"''J!

o

Grande decidiu ass /

mesmo, numa arvore. ao I

o

mandar enforcar

0

assassino ali

is, ordenou que se escrevesse uma carta

nte D. Henrique em que se contava

0

cue aconteceu e se

nomeavam testemunhas. Tempos depois,o Infante mandou-lhes resposta, aprovando que t

feito. Quanto

a

rapariga, voltou a sua famllia em Santa Maria.

0

12

Vocabulario

povoamento - processo de trazer povo para uma terra metoaico - em ordem enviava - mandava /

porem - mas, contudo lendas -historias tradicionais costeavam - andavam

a volta

da costa

embarca9ao - barco lombas f

montes

til - rica

toscas - simples feno - erva seca cadaver - corpo morto 'habitada - com gente

Caravela latina

tra90s - sinais rastos - pegadas remorsos - sentimentos de culpa pal ida - amarela inquiricao - interrogato~

, perguntas

)

testemunhas -

ssoas que viram 0 que aconteceu

aprovando - concordando com

FAIAL i;~~:J'-~~~~}~ "

,..l ,

"! ;,",

..... :':

;:.".

CAPiTULO II - "FLAMENGOS E PORTUGUESES" FAIAL

He

""'""do.,.....

I

Faial

/

-../

INTRODUGAO HISTORICA Depois de Santa Maria e Sao Miguel, a terce ira i descoberta foi a Terceira. guatro ilhas

a ser

A seguir, descobriram-se as outras

grupo central - Graciosa, Sao Jorge, pico e Faial. .

I

Assim, em 1439, Ja os portugueses tinham

scoberto sete das nove

ilhas dos Acores.* I

As ilhas Terceira e Graciosa £oram povoadas sob

a direc9ao

de Jacome de Bruges, natural de Flandres (hoje em dia parte da Belgica), que trouxe consigo principalmente gente do norte de

*Francisco Carreiro da Costa" Esbogo Histdrico dos Acores, Ponta Delgada, Instituto Universitario dos Acores, 19~ p: 50. J 14

15

Portugal. Para

0

Faial, foi urn grupo de flamengos, capitaneados por

Jos van Huerter (que deu

0

nome

a cidade

da Horta - Huerter).

Sao Jorge tambem recebeu muitos flamengos, chefiados por Guilherme van der Haghe (nome que deu em portugues da Silveira).

o Pico fol povoado primeiro por gente vinda da Terceira e, mais tarde, por flamengos que tinham estado no Faial.*

o elemento flamengo, que no principio foi muito forte em certas ilhas dos

A~ores,

acabou por ser absorvido

gueses que, continuamente, chegavam aos Acores. /

s portu­ Mesmo assim,

os flamengos deixaram a sua marca nos nomes de muitas fam{l

s:

Dutra, Terra, Brum, Goulart, Grotas, Bulc~o, Armao, Rosa, Anerquim, Silveira e Mun.**

*Francisco Carreiro da Costa, Esboco Historico dos Acores, Ponta Delgada, Instituto Universitario dos AjOres, 1978; p: 59. **Ibid., pp. 75,76.

FLAMENGOS Urn \'ale por oode se estabeleceram povoador. s, espccialmemc flamengos (Foto Javia/J

HORTA Porto Pim, local onde los Dutra fixou a sua Ilrimeira residenda .

.

(Foto de Jose Rodrigues. da Silva)

16

MOINHO DE TIPO FLAMENGO

Urn moinho rodando ao vento oeste dominante na planicie de Castelo Branco situado nao muito longe do aeroportO

FLAMENGOS E PORTUGUESES*

o

flamengo Jos van Huerter

(Jos Dutra), que recebeu do

Infante D. Fernando, filho de El-Rei D. Duarte, as

capi~anias

do Faial e do Pico, trouxe para as ilhas muitos parentes e amigos que tinha em Flandres.

Entre esses veio urn flamengo

destemido e forte, chamado Arnequim. Urn dia chegou ao F

al urn corregedor que, por mandado

do rei de Portugal, percorria cada ilha dos Agores por 30 dias, ouvindo queixas e fazendo justica em nome de El-Rei, I examinando a administracao da ilha, autorizando despesas, )

nem sempre contentando os flamengos. Conta-se que, acabados os 30 dias, Arnequim foi ter com o corregedor, acompanhado de urn grupo de flamengos. -se a ele no seu fraco portugues,

0

tens acabado teu tempo

Vai-te embora logo.

-v

indo­

robusto flamengo disse:

- Senhor corregedor, j~ tua me nas nossas ilhas do Faial.

Dir

Nao estejas

I

aqui mais, que nao te queremos cal

o cor reg

r, surpreendido pelo atrevimento do estrangeiro,

respondeu-lhe que nao podia ir-se ainda

que nao havia vento

que soprasse as velas dos barcos. "­

Os flamengos, sem se importar com a resposta do portugues,

*Baseado no Livro Sexto das Saudades da Terra do Doutor Gaspar Frutuoso. Ponta Delgada;-Segunda Edi9ao do Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1978, pp. 252-253.

17

18

insistiram que se fosse embora imediatamente. Irritado,

0

corregedor perguntou-lhes como ~ que eles

pensavam que ele podia partir se nao havia vento. Gerou-se entao uma grande algazarra entre os flamengos. Gritaram e

amea~aram 0

corregedor,

exclam~ndo

urn entre eles:

- Senhor corregedor, quer ventes, quer nao ventes, bicha mala fora de nossas terrasl

(Senhor corregedor, quer fa9a

vento ou nao, bicho mau fora das nossas terras!)

o

A

portugues apercebeu-se do perigo que corria e foi-se

trancar na casa onde estava hospedado.

I

.

Al, a medo, escreveu

uma carta ao rei de Portugal, contando-lhe

0

atrevimento

daqueles flamengos e apoiando as suas palavras em algumas testemunhas que conseguiu pela calada.

Mandou a carta para

"Lisboa e pos-se a andar do Faial antes que the acontecesse

alguma coisa pior.

o

rei, ao ler a carta do seu corregedor, ordenou que

o capitao Jos Dutra prendesse Arnequim e os outros flamengos e que os mandasse a"SUa corte.

o

capitao recebeu a carta e dispos-se a ir a cavalo

procurar os culpados.

Percorreu as terras deles sem os

encontrar e, cansado, aproximou-se de uma grota.

De repente,

do outro lado, levantou-se Arnequim, apontando-lhe uma besta (arma antiga que disparava setas), dizendo: _ Senhor capitao, vai-te embora, deixa-me, senao hei-de te matar com esta besta!

o

capitao, com medo do mau genio de Arnequim e sabendo

que outros flamengos estavam pelo seu lado, resolveu voltar-lhe

. 19

as costas e ir-se embora.

Ao chegar a casa, Jos Dutra escreveu

uma carta ao rei, contando

0

que se tinha passado.

Este, ao

le-la, mandou ordens ao capitao que nao prendesse os flamengos mas que simplesmente lhes dis~esse que queria v~-los na corte. Os rebeldes reuniram-se e satisfazer

0

desejo do monarca.

idiram que

melhor- era

0

sboa e foram

Partiram para Muito s~r

recebidos pelo rei na sua rica corte.



,

disse-lhes que nao se admirava de terem corrido com porque eles eram flamengos e

0 outr~

soberano

0

corregedor

A

era portugues e que, como

o que 0 surpreendia bastante

eram diferentes, nao se entendiam. era terem desobedecido e amea9ado

0

• .V

0

capltao Jos Dutra, flamengo

como eles, que os tinha trazido para

0

Faial.

Arnequim, que nao tinha papas na l{ngua, virou-se para o rei: Ques que te diga? (Queres que te diga?

Caes com raiva seus dono morda!

Caes com raiva seus donos mordem!)

o rei, que era de poucos risos, nao se pode aguentar com a explicayao atrevida de Arnequim e virou a cara para

0

outr~

lado, rindo-se com vontade da franqueza e gra9a do flamengo. Quando se conteve, voltou a encarar

0

grupo e ordenou que se

fossem embora em paz mas que nao voltassem a fazer coisa igual. Arneq.uim e os seus companheiros vol taram ao Faial satisfeitos com a sua coragem e sinceridade e

los bons modos

e compreensao do rei de Portugal, senhor das novas terras que cultivavam e desenvolviam.

20

/

VOCABULARIO flamengos - pessoas

FI,andres

c

s

itanias - territor

destemido - valente

robusto - forte

-se - aconteceu

a

azarra - barulho

exclamando - gritando

apercebeu-se - reparou

rcorreu - andou por grota- abertura na terra r I d e s - revoltados so

- rei

conteve - aguentou

HORTA

Sitia par code se espalharam

povoadares na segunda me lade do sec.

xv

p~r

onde corre

quando chove

tv

I-'

/

CAPITULO III

"COLOMBO E AS FLORES" FLO:RES

Flores Me

I STA. CIIUZ DAS Ft.OIl£S

-v

INTRODU9AO HISTo'RICA

As duas ilhas do grupo ocidental dos Acores - Flores e I

Corvo

foram

scobertas em 1452 por Diogo de Teive, trazido

22

23

da Madeira pelo flamengo Jacome de Bruges. l

Perdido no mar,

Teive navegou perto do que hoje ~ 0 Canad~ e, na volta, avistou as duas ilhas. Wilhelm van der Haagen (Guilherme da Silveira) 2

dirigiu

o povoamento das duas ilhas com uma mistura de gente flamenga e portuguesa. 3 A historia que vamos ler refere-se a Crist6vao Colombo. Lembremos Que Colombo, que nasceu em Italia, veio muito novo para Portugal onde tiabalhou, aprendeu a nossa l{ngua e costumes, estudou as artes de navega~ao dos portugueses, e casou-se com a filha do capitao do donatario da ilha do Porto Santo, de quem teve filhos.

Viveu muitos anos no arquipelago da Madeira antes

de oferecer os seus servicos ao rei de Portugal Que os recusou.

sd entao

e que

foi por-se ao servi90 d.e Espanha.

lFrancisco Carreiro da Costa, Esbogo Histdrico dos Acores, Ponta Delgada, Instituto Universitario dos Asores, , p: 71. 2 I b'l Q , . , p.

74.

3 I bid., p. 54.

FAJA GRA~DE (cum a PONTA DA FAJA)

SANTA CRUZ, a primeira pOV03~il.O levantada na ilha

COLOMBOE AS FLORES* Alguns epis6dios associados corn a ilha das Flores oarecem ter influenciado profundamente Crist6vao Colombo quando sonhava /'· / 1 an9ar-se na d esco b erta do caminho marltlmo para as Indias,

Como se sabe, ern 1492 Colombo falhou ern

indo pelo oeste.

encontrar tal caminho, mas acabou por descobrir terras da America. Conta-se que Colombo tinha urn vizinho em Palos, Espanha, chamado Pedro Velazco, que Ihe deu informayao muito importante que os portugueses possuiam.

Pedro Velazco tinha sido

h-

piloto

Parece que,

de Diogo de Teive, descobridor da ilha das Flores. quarenta anos antes de Colombo chegar

0

America, Diogo de Teive

e Pedro Velazco, partindo da ilha do Faial, perderam-se no mar alto e naveqaram cento e cinquenta leguas, emourrados pelo vento .

.

que soprava de sudoeste. continuando para

0

Passando a oeste da Irlanda e

norte, repararam oue

do oeste era muito forte mas que

0

0

vento que entao soprava

mar estava calmo.

provavelmente queria dizer que havia terra a oeste a proteger

0

mar.

Isso

(a America?)

Como sabiam aue a estacao fria se aproximava, ,;

decidiram voltar para tris. Foi nessa volta que, avistando urn

banda de passaros eguiando-se por e

s, descobriram a ilha

*Baseado no Arquivo dos Acores, Vol. IV, Ponta Delgada, Instituto universitario dos Acores, 1981 (Reproduqao fac-similada oela edicao de 1882) ,OP. 434-437. -

I

24

25

das Flores, a que esta mais a oeste de todas as ilhas dos Ac;ores. Enquanto viveu no arquip~lago da Madeira, Colombo teve a oportunidade de falar com varios ac;orianos que the contaram outros incidentes que the espica9aram a curiosidade de ir navegar para oeste.

Entre estes, conta-se

desconhecidas que arribaram as Flores. mais curiosa que the contaram foi

0

0

caso de duas canoas

Outro ca,so ainda

do aparecimento nas costas

florentinas de dois cadcl'veres de homens de rasa estranha, com caras mui to largas e feicoes 'diferentes (lndios?). /

COLOMBO

26

/

VOCABULARIO

.

,/.

.

lsodlOS - acontecimentos profundamente - bastante / . marltlmo - pelo mar possuiam - tinham aproximava-se - estava perto avistando - venda banda - grupo arquipelago - grupo de ilhas incidentes - casos espicacaram - aumentaram / arribaram - chegaram florentinas - da ilha das Flores

I

~

CRISTOVAO COLOMBO

27

CORVO

>\s escarpas basalticas da costa ocidental do Corvo evocam 0 mito do cavaleiro

fenicio indicando a rota

/

CAPITULO IV - "A LENDA DO CAVALEIRO" CORVO

Corvo Ne

i

.1

o :I 4 5 \. .....-======3......~1====~I.......IKm

,

INTRODUCAO HISTORICA {

is da aventura de D /

.

VarlOS

Entre -Real e

Teive no Atlan

co Norte,

tugueses dos A90res continuararn a explorar esse oceano. s exnedicoes, Dode-se jestacar a de Joao Vaz Corte­ _ , c Martins Hornern que, em 1472, partirarn da Terceira

29

e descobriram a Terra Nova dos Bacalhaus que hoje em dia e parte do Canada'.

o mar nessa altura era um misterio, com terras secretas por descobrir. novas para

0

v

Nao admira que os acorianos sonhassem com terras /

oeste.

Mapa de 1463 mostrando Portugal, parte da costa africana, e ilhas no 1 At..Lantlco. ~

1'\



A LENDA DO CAVALEIRO* Muitos anos depois da.descoberta das nove ilhas dos A~ores,

os portugueses ainda pensavam que havia mais ilhas no

Atlantico Norte por descobrir.

Envolvidos numa atmosfera

brumosa que os fazia sonhar em terras mais ao longe, os a9orianos aproveitavam

I

lquer indlcio (como urn tronco

arvore

estranha que arribasse h costa) para insistir na e dessas ilhas suspeitas.

Ainda nos f

historiador a90riano Gaspar

st~ncia

do seculo XVI, 0

Frutuoso considerava Que tais

ilhas eram "provaveis", e descrevia as suas posslveis localidades, nomeando-as como ilha do Born Jesu, ilha de Santo Antonio e ilha de Santa Cruz.

E

em relayao a outra ilha, chamada da Garya, que se criou

a seguinte lenda na ilha mais ao norte do arquipelago

s A9ores,

o Corvo. Segundo algunscorvinos, a ilha da Gar9a podia ser, avistada, em certos dias, olhando na direccao do noroeste. i

Para confirmar

a localizacao dessa ilha estava, numa rocha ~ beira-mar, sobre , uma lajem, uma antiqu{ssima imagem em pedra de urn homem a cavalo.

o

cavaleiro, vestido e sem barrete,

arrava

0

cavalo corn uma

mao e, com 0 brayo direito estendido, apontava a ilha da Gar9a

com

0

dedo indicador.

*Baseado no Livro Sexto das Saudades da Terra, do Doutor Gaspar Frutuoso. Ponta De 9 Inst Cultural de Ponta Delgada, 1978, . 347-360.

31

Segundo Damiao de Go/is, historiador portugues do seculo XVI, a ilha do Corvo era conhecida entre os navegadores por ilha do Marco porque a usavam para nortear-se e poroue l~ estava a tal estatua. Existe, na realidade, uma forma9~o de pedra-na costa da ilha que, com muita boa vontade, esfor90 e imagina9ao, se pode, talvez, parecer a urn cavaleiro montado apontando para lugares distantes.

Forma~oes

CORVO -

Ponto. do Marco

CORVO

ro<:hosas do (parte superior)

e do .Marco. (parte inferior)

32

I

VOCABULARIO envolvidos - cobertos brumosa - de nevoeiro indIcio - sinal locaiidades - lugares nomeando - dando nome corvinos - gente do Corvo

lajern - pedra chata antiqu{ssirna - muito antiga

/

~,

-:;:?/ /

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/

w

w

CAPITULO V -

"AMOR, HONRA E FIDALGUIA" GRACIOSA

I He

I' "'" :::.." ,,,''OS, 8.1.. .. BoU ..

U9r>I ('J

~

._ ' { 1I1lev a.a PU:if (

/'

.

PRAIA IS. M......I

Graciosa

.....

I

INTRODUGAO HISTORICA Os

rtugueses, quando vieram para os A90res, trouxeram

consigo 0 seu sistema social medieval. J



maXlma autoridade 0 rei, s abaixo, estava a classe media das classes baixas que tr

Esse sistema tinha por

dos nobres e

clero.

Mais

(comerciantes, artifices), seguida lhavam na terra que, geralmente,

pertencia aos senhores. Os nobres davam muita importancia

a

sua honra.

Ter honra

significava manter boa fama, born nome, aos olhos dos outros.

35

'Assim, negar a fidalguia a um nobre era tirar~lhe a fama, nome.

I

manchar-lhe

0

vamos ler.

Note-se que, nessa lenda, os pais de Dona Branca

E essa a causa do conflito da lenda que

sao cunhados de Cristovao Colombo.

Fidalgo portugu~s do seculo xv o

A it;, recorta-se ern rnultiplas enseadas

Na

fOI1),

a baia cia Barra (Santa Cruz)

povoarnento. na Graciosa. fa;. dcsdc

0

j~,cia. disperso

W 0'1

AMOR,

HONR~

E FIDALGUIA*

Nos primeiros ~empos do seu povoamento a ilha Graciosa ece ter sido

admi~istrada

por dois

Um deles chamava-se Pero Correia Iseu Perestrelo, fil il

itaes do donatario.

da Cunha, casado com Dona

do primeiro capi

do donatario da

do Porto Santo, arquipelago da Madeira.

o outro capi

Vasco Gil SOdrd, oriundo de Montemor-o-Velho, Portugal, era casado com Dona Beatriz Goncalves de Bectarorte, natural do I

castelo de Bectarorte, Inglaterra. Conta-se que urn filho de Vasco Gil, Diogo Vaz Sodr , enamorou-se de uma

s tres filhas de Pero Correia J que t

o belo nome de Dona Branca e que havia chegado de Portugal dois ou tres anos antes. Dona Branca v

os olhares apaixonados de D. Diogo e

tambem se sentiu atra

por ele.

jovem falava sempre com

0

Porem, com medo do

rapaz em

i, a

Urn dia, sem ninguem

saber, Diogo e Branca prometeram-se urn ao outro em casamento. Desconhecendo Pero Correia

dec

0

que se passava entre a filha e D

iu casa-la com urn r

algo de Portugal.

lita, Dona Branca chamou Diogo Vaz a casa Dara falar com i

dela.

Quando

come car a jantar. /

0

0

jovem chegou a casa do capitao, este ia

Diogo confessou-

e os dois se tinham

*Baseado no Livro Sexto das Saudades da Terra do Doutor Gaspar Frutuoso. a Delgada, nstituto Cultural de Ponta Delgada, 1978, pp. 307-312.

38

prometido as' escondidas e que, para que tudo se resolvesse em paz, vinha em pessoa pedir ao capitao a mao de Dona Branca e a sua ben9ao

pai para 0 casamento. respondeu­

Zangado e fazendo tr09a de Diogo Vaz, 0 capi -lhe que 0 que Briolanja

e

e queria era a mao da sua escrava africana

que, se ela consentisse, podia casar com ela.

Diogo sent

se fortemente of endido e retorquiu que sd

~

nao se atirava a ele porque the tinha respeito de pai. Os dois trocaram entao palavras col acabou por dizer

e Diogo nem se devia atrever a pensar na

filha porque nao era nobre como ele. cabeca, I

icas e 0 capitao

Diogo Vaz, per~endo a

is puxar da espada mas, olhando para Dona Branca que

estava sentada num estrado a chorar, teve do del a e saiu pela porta fora. Dona Branca

nha urn irmao chamado Duarte.

Como a

familia dela desconfiava que Diogo continuava a vir falar com ela, Duarte correia

reuniu alguns homens

sua casa que, bern

ar~ados, comecaram a fazer esperas a Diogo para mata-lo.

Este,

J

sabedor do que 1

pensavam fazer, passou a andar sempre em

companhia de seu irmao Fernao Vaz SodrJ e de alguns criados, todos eles bern preparados para a luta.

Uma noite, os dois

bandos enco~traram-se e nao se pouparam na v

lencia, tendo

muitos deles saldo feridos. A luta entre os dois grupos sd veio complicar mais a situacao.

A rixa e as queixas que muitos feridos fizeram

/

Justica vieram separar ainda mais as duas familias.

a

39

Diogo analizou a sua situacao, juntamente com

0

J

e

~mbos

cap

decidiram que

0

seu era urn problema de honra.

0

ao Pero Correia da Cunha tinha of endido a honra da familia

de ambos, negando-

ca:pitao.

Dec

/

ra-las

am entao part

.

~

A unlca solucao era procurar

a nobreza.

provas da sua fidalguia e

onde

seu irmao,

a

car a do orgulhoso

para Portugal e, na terra de

pai era natural, procurar as tais provas.

0

de Diogo, mandou­

Quando Dona Branca

-lhe dizer que a levasse de noite da casa de seus pais para ir com ele a Portugal ou, pelo menos, ir viver noutra casa. 'V

que nao queria criar mais problemas com mandou-lhe dizer que quem ia a Portugal era

0

0

0

pai da fidalga,

seu irmao e que

seria urn desatino tira-la agora da casa paterna. /

Porem, as

ten90es de Diogo nao tinham mudado - ia a

'" Planeou a sua partida e, urn dia, pos-se a cava

Portugall

com uma lanca nas maos e foi para

0

pequeno porto da Barra.

/

Quando chegou la, encontrou urn grupo de homens da Jus junt~'1'.ente

s:a que,

com gente do pai de Dona Branca, queriam prend

por ter causado ferimentos na luta que teve.

10

Valente, Diogo

conseguia aguentar-se contra aquele grupo, recuando devagar cavalo a

ao fim do porto, e saltando entao para uma barca que Essa barca levou-o a uma car ave

porto,

0

0

que, longe do

recolheu e transportou a Portugal.

Tempos depois, Diogo voltou

a

Trazia

ilha Graciosa.

consigo urn brasao achado em Montemor-o-Velho que provava a nobreza da fam{lia do pai e urn documento em que muita~ pessoas juravam saber Que uma avO dele se tinha casado com Castelo de Becta

teo

0

Conde do

40

Corn essas orovas da nobreza da sua famIlia, Diogo apresentou-se ao soberbo pai de Dona Branca.

Este, venda

0

seu engano, deu a benyao ao casamento dos dois jovens e perdoou­ -os por se terem prometido ern segredo.

Quanto aos noivos, sabe-se que viveram muitos anos e que tiveram muitos filhos.

CALDEIRA

Sftio escolhido por Vasco Gil Soon: para a sua fixa,iio na ilha

SANTA CRUZ

Lugar fundado por Peru Currew da C,ml1a

41

I

VOCABULARIO

fidalguia - nobreza capitaes de

donatario

- pessoas encarregadas de administrar urn territorio

oriundo - natural desconhecendo - sem saber consentimento - aprova9ao retorquiu - respondeu colericas - zangadas estrado - plataforma de madeira rixa - luta ambos - os dois desatino - loucura paterna - dos pais caravela - barco

~

vela

brasao - escudo com urn desenho que distinguia uma famllia nobre

SANTA CRUZ

Vila instituida por D. Joao II no ano de 1486

(Foro Madeira)

SANTA MARIA·

.t:. N

,

/

CAPiTULO VI -

~CORSARIOS!~

SANTA MARIA

Ne

p .. dI

I

lDbilQ

Santa Maria

/

INTRODUCAO HISTORICA , Os A90res, lugares de descanso no meio do Atlantico, foram

alva de inumeros

s de piratas estrangeiros.

Os barcos portugueses que vinham das Indias, Africa e Brasil, paravam nos A90res.

No mar alto, os p

tas esperavam-nos.para ,

ataci-los e roubar as riquezas que traziam. ilhas, atacavam as

As vezes, iam

s

povoa~oes,

matavam, tomavam prisioneiros, , as casas e igrejas. roubavam 0 que podiam, e deitavam Os ataques

s piratas agravaram-se entre os anos de

1580-1640, quando Portugal ficou sob 0 podel espanhol.

43

Ingleses,

44

franceses e holandeses, inimigos de Espanha, passaram a atacar, com a ben~ao dos seus governos, as ilhas dos Aqores. l Em 1587 cinco navios piratas ingleses atacaram a ilha das Flores. 2

Dois anos mais tarde, outros corsarios ingleses foram

a terra em Santa Maria. 3 piratas em 1597 quando

0

A ilha do Faial sofreu a viol~ncia dos ingles Sir Walter Raleig'h mandou incendiar

a Horta, queimando casas e quatro igrejas. 4

No mesmo ano,

0

pirata ingles Sir Richard Greenville, navegando no seu barco Revenge perto das Flores, foi atacado e feito prisioneiro por uma armada espanhola. 5 A narrativa que vamos ler refere-se a urn ataque de piratas franceses a Santa Maria.

lJames H. Guill, A History of the Azores Islands, Menlo Park; California, n.p.,-1972, p. 117-.-­ 2Gaspar Frutuoso, Livro Sexto das Saudades da Terra, Ponta

Delqada, Edicao do Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1978,

p. 346. /

~

3Gaspar Frutuoso, Livro Terceiro das Saudades da Terra, Ponta Delgada, Edi~ao do Instituto cultural de Ponta Delgada, 1971, pp .

18 3 - 18 7 .

4 T . Bentley Duncan, Atlantic Islands: Madeira, the Az~res. and the Cape Verdes in Seventeenth-Century Commerce and Navlgatlon, cago, The University of Chicago Press, 1972, p.13 . VILA DO PORTO

SGuill, p. 118,119.

Capels. de Nossa Senhora da Concei~ao

;

CORSARIOS!*

I

o 1576.

Alarme Td~s

Domingo, 5 de Agosto.

mocos

caravela

I

do comerciante micaelense Jos~ Goncalves levantaram-se cedo /

para ir apanhar caranguejos.

Perto da sua carave

outra que tinha chegado do Algarve. Vila do Porto, ilha dormindo.

Santa Maria,

Na ermi

Noite calma.

Na sonolenta

povo trabalhador descansava,

0

de Nossa Senhora de Conceicao os dois /

v

ias que velavam

adormeceram can

la vila, observando

mar, tambem

0

s do trabalho do campo.

Todos os navios que tinham arribado

a

Nao havia perigo.

la traziam notlcias de

que nao se avistavam sinais de barcos piratas. Meia hora antes do nascer do Sol, os' tr~s tinham remado ate a~

. ; azes J a

squeiro da Malamerenda (hoje em dia

chamado Malmerendo) , a urn quarto de 1

da vila.

i, nas

costeiras e no ilheu que esta ao lado, iam apanhar os saborosos caranguejos. se

De repente, ouviram

.

I

los corsar

remar junto

som de remos que

Olharam com atencao e viram uma lancha que

roximavam.

vinha remando para terra. usada

0

a costa,

s!

.

Era uma zabra, uma lancha ernorme,

Os rapazes,

na direccao do

armados, come

a

to, dando gritos,

Terceiro das Saudades da Terra do Doutor *Baseado no nstituto-Cultural Gaspar Frutuoso. Ponta Delgada:, Edi de Delgada, 1971, pp. 147 -1 7 8 .

46

chegar a tempo de avisar a tripulacao das duas

e

/

~

caravelas que I i estavam

s. Florenca de Seixas, tinha-se

Caterina Gaspar, filha

I

a ribeira.

/

levantado cedo para ir buscar rapazes remando e a gritar, e ia a c

Ao ver passar os

ervando a lancha pirata

nho de terra, a rapariga foi acordar

pescador

0

a

com for~a

Belchior Lourenco, gritando e I

sua porta.

Este, venda tambem a lancha, lancou-se a correr, alertando I

o

Ao ouvir os gritos

corria

Belch

, a gente, estremunhada,

dele, levando as poucas armas aue tinha.

II

o

Atague servaram que a tripul

Quando chegaram ao porto,

muitos marinheiros se

caravelas navegava para terra e

atiravam j i ao mar para nao serem apanhados.

ios

iam apanhar as caravel as

vinham na lancha

e, por isso, nao resistiu

o povo, que se

os sessenta cors

juntava a ver a persegui9ao, pensava franceses

s

ao

sembargue deles..

ao

So 0

e

p

Pero de Frielas, com tres ou quatro homens, apontou uma pe

prot

s pela rocha, viram

0

tiro

lancaram-se ao ataaue pela terra ­

s,

Os cors

uma rocha.

de artilharia que estava par c

ssar-lhes por cima e . --'

ntro.

Com

\

0

capltao a

/

frente, os piratas meteram-se a no porto e ouviram urn mariense a

a ladeira que come9ava itar, zangado:

,) ha' aqui fogo para atirar-lhes! Satisfeito,

0

capitao ordenou em frances:

47

- Arriba, canalha, que nao tern fogo! La em cima, so urn punhado de gente, chefiada pelo tenente Bras Soares de Sousa, filho do capitao-mor de Vila do Porto, resistia aos bandidos do mar, lancando-lhes oedras. J

­

Com ele

estava urn grupo de valentes formado por gente diversa: escrivao Antonio Fernandes,

0

0

vigario Baltazar de Paiva,

Padre Pero de Frielas, Belchior Homem,

0

sapateiros Antonio e Cristovao Fernandes,

0

criado Joao Anes, os 0

alfaiate Manuel

Fernandes, e uma mulher que ia juntando pedras e atirando tambe'm.

Os franceses, espantados, recuaram e mandaram 20 ou /

I

30 arcabuzeiros para uma lomba que esta ao lado para, de la, Entretanto, outro grupo de corscirios

atirarem no grupo. \

lan9ou-se de novo a vila, matando quem apanhava fugir os pac

icos moradores.

e pondo a

Urn tal Manuel de Sousa, soldado

experimentado que tinha feito campanha na Italia, fez frente ao inimigo.

Ao ver que os marienses fugiam, agarrou tr~s

deles e gritou:

- Ta,

nao fuj aisl nem se val daqui ningue'm!

Mas os homens escaparam, deixando-o sozinho.

Lancou-se j

entao contra os franceses com a sua espada, gritando: _ Ah, duns perros, caes, que aqui vos hei-de comer os f{gados! Urn tiro de escopeta,

a

queima-roupa, deixou-o morto.

Nesse dia morreram tambem Frutuoso Fernandes, trabalhador, I

Aires Goncalves, alfaiate, Nicolau Alvares, pescador, e

0

I

cirurgiao Simao Alvares, al~m dos mui tos que receberam fer idas graves.

1 1 1

1

1

1

48 1

GALEAO

" INGLES

(c.1580)

1

1

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

1

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I

49

III Terror As mulheres, entretanto,

nham fugido com velhos e

crian9as para fora da vila logo que ouviram Muitas delas estavam ainda em camisa era justificado.

I



0

grito de alarme.

dormir.

o seu medo

I

,

Os corsarlOS, alem da espada que levavam a

cinta para matar os homens, traziam tamb~m urn cordel para I

amarrarem as mulheres.

So a coragem dos poucos que lutaram

e/que deu tempo aos restantes para escaparem. Destrulda a resistencia dos locais, os franceses lancaram-se I

la vila fora, roubando

0

melhor que viam,

perseguindo quem escapava e matando quem apanhavam.

Entre as

vltimas so' nao tentaram.fugir dois ou tres velhos, urn. cego, duas mulheres muito velhas e duas netinhas destas. Nao satisfeitos com corsarios franceses

0

que roubavam nas casas, os

(acompanhados tambem de urn ingles) entraram I

.

nas igrejas, roubaram calices, ornamentos, cruzes de prata, e profanaram os templos.

IV

Resistencia

Tudo isso se dera em muito pouco tempo. e as oito horas da manha do mesmo d

junto

Entre as sete

, os moradores estavam

da errnida de Santo Antao, fora da vila. Quando chegou

o capitao Pero Soares de Sousa, que se encontrava fora da vila nessa noite, decidirarn atacar os corsirios que estavarn ern

50

Vila do Porto, antes cue os

·~utros

oiratas -

cue ,....

esperavam ao ...

largo num galeao e numa nau, entrassem tambem pelo porto. Divididos em dois grupos desorganizados e mal armados, os locais, que eram cerca de ce~, lan9aram-se ~ vila, exclamando: - A eles, a eles, que ji fogem!

o

capitao-mor, velho, gordo, doente, tamb~m nao quis

ficar atras e atacou com a sea espada. Os corsarios recuaram a princlpio, mas, disparando os arcabuzes, puseram em fuga os marienses, matando tr~s deles. Com a vila totalmente nas suas maos,

leaD e a nau

0

ancoraram no porto, trazendo mais 400 soldados bern armados. Nesse mesmo dia

capitao mandou

0

de Bae9a, num barco, pedir socorro

a

0

seu cunhado Rodrigo

ilha de S

Chegando a Ponta Delgada as duas horas Rodrigo i na volta homem.

Miguel.

tarde do dia seguinte,

ormou as autoridades locais que mandaram imediatamente 0

sargento-mor Simao

Quental·com

0

seu filho e outro

Levavam armas e municoes para organizar os marienses I

ate' que chegasse mais ajuda de Sao Miguel. Entretanto, em Santa Maria, os corsarios tinham exigido ao capitao que lhes mandasse 50 vacas, 20 porcos, 30 carneiros e algumas mulheres para amassar que, se nao recebessem casas e as igrejas. que

0

DaO

e fazer biscoito, dizendo

que tinham pedido, lan9avam fogo as

o capitao, para empatar tempo, mandou dizer

podia mandar 30 vacas e que as iam juntar. Simao de Quental

sembarcou em Santa Maria na terya-feira,

meia-hora antes do amanhecer, a uma legua de Vila do Porto.

/

,

Encontrcu uns pescadores, armou-os e caminharam todos ate a

51

ermida

Santo Ant

onde

0

capitao-mor the deu

0

comando de

toda a gente. Enquanto Simao tentava organizar os seus homens, urn africano, escravo em Santa Mar cor

ios 0 que 0

sarge~to-mor

chegar mais ajuda de S

, fugiu e

i contar aos

estava a fazer e que devia

Miguel.

Sabedores dessas not{cias, os piratas decidiram colocar vigias em pontos estrategicos, mas os portugueses foram-lhes ao encontro e fizeram-nos retroceder. Durante varias lutas que se seguiram, os corsarios mataram dez marienses e feriram onze. -mor

Nessas lutas 0 sargento­

distinguiu-se pela sua bravura. Ao avistar urn navio que vinha da Madeira, e sabendo que

a ajuda de Sao Miguel estava a chegar, os corsarios partiram finalmente,

levando os seus barcos e as duas caravelas

portugueses, e tomando 0 tal

io.

Deixaram atr~s uma populayao aterrorizada, em estado f

de choque, alem dos

ios mortos e feridos que causaram.

~ vila em si,

tinha sido completamente vandalizada.

roubaram tudo

0

toda a

povoa~ao

Quanto

Os corsarios

que era de valor e nao deixaram animal vivo em - nem

inha, nem

.-'

10, nem cao.

Na quarta-feira de manha desembarcaram na baia de

ao

Louren90 200 nobres e soldados, sob 0 comando de Francisco de Arruda da Costa, vindos de Sao Miguel para socorrer os seus compatriotas marienses.

Foram por terra

S

I

leguas

surpreender os corsarios e chegaram a Vila do Porto ja quando

52

estes tinham partido. protegendo a

povoa9~o

Permaneceram na vila dez dias, e nove navios portugueses vindos da

Madeira que, entretanto, tinham aportado a Santa Maria e que ali esperavam, receosos do ataque dos piratas no mar alto.

VILA DO PORTO l:m a..~pecto da rua principal (Foto Pepe)

VILA DO PORTO Igreja matr-jz de Nossa Sel' horn. Ida, ;\'sRunr;?lO (Foto de Carlos AJn<:lo Borges)

IGREJA DE SANTO ANTJiO (Vila do Porto)

Ul

W

54

VOCABULARIO

I

cor

ios - piratas

comerc

nte - pessoa que compra e vende

micaelense -

Sao Miguel

sonolenta - com sono ermida - igreja pequena velavam - vigiavam pesqueiro - lugar onde se encontra muito peixe tripulacrao -

pessoas

que trabalham num barco

ancorada - com as ancoras no fundo do mar alert~ndo

- chamando a

estremunhada - ai

atenc~o j

de

com sono II

navegava -

rigia

segui9ao - ir at

0

barco pelo mar de algu

artilharia - arma de fogo pesada galgar - subir mariense - pessoa

Santa Maria

vigario - padre que subsitui

0

paroco de uma freguesia

recuaram - andaram para tras arcabuzeiros - pessoas que di

ravam uma espingarda antiga e

curta de boca pequena (arcabuz) cificos - que vivem em paz escopeta - antiga esping

a curta

55

I

VOCABULARIO III

ices - copos finos ornamentos - roupas e decora

s

profanaram - maltrataram

IV galeao - antigo navio de vela pesado que transportava carga nau - antigo barco grande de vela usado na guerra ou para carga locais - daquele lugar muni

s - artigos para se usarem com armas de fogo chumbo

I

etc.)

exigido - ordenado, pedido escravo - pessoa que

e propriedade

"\

colocar - por I

retroceder - vo

r para tras

distinguiu-se

tornou-se famoso

bravura - coragem aterrorizada - cheia de medo '" - lugar onde mora gente povoacao j

socorrer - ajudar compatriotas -

ssoas do mesmo pa

aportado - chegado ao porto receosos - com medo

de outra

(polvora,

sAO JORGE •.f.:' ,

U1 0\

;

CAPITULO VII -

n

A RAIVA DA TERRA"

<..J

SAO JORGE

Sao Jorge

;

~

INTRODU9AO HISTORICA As ilhas dos A9ores, de origem vulcanica, desde 0 come90 de seu povoamento afligiram os seus habitantes com repetidos abalos

terra, terramotos e erup~oes vulcan

s.

A apreensao

causada por esses desastres naturais criou no acoriano uma tendencia fatalista, uma inclina~ao a deixar ca crer que 0 destino nao est

a

nas suas maos.

57

os bracos e ;

Vejamos a 10nga 1ista crono1ogica de tais incidentes: Se'cu10 XV Secu10 XVI

- S. Miguel - 1444 (Sete Cidades) - Terramoto de Vila Franca do Campo (Sao Miguel) - 1522 - EruP9ao da i1ha do Pico - 1562 - EruP9ao da Lagoa do Fogo - Pico do Saoateiro (Sao Miguel) - 1563 - Erupc;::ao S. Jorge (interior) - 1580 Secu10 XVII - Terramoto da Praia da vi ia (Terceira) - 1614 - EruP9ao das Furnas (S Miguel) - 1630 - Erupc;::ao submarina - S. Miguel - 1638 - Erupc;::ao do Faia1 - 1672 - Erupcao submarina entre S. Miguel e Terceira 1682' Secu10 XVIII - Aba s e eruP90es - S. Miguel - 1713 e 1755 - Erupcao do Pico - 1718-1720 EruP9ao submarina entre Terceira e Sao Miguel 1720 - EruP9ao da Terceira (interior) - 1762 Secu10 XIX - Erupcao submarina a SSW da Terceira - 1800 - Erup~50 de S. Jorge (interior) - 1808 - EruP90es submarinas oerto de S. Miguel - i1ha Sabrina - 1811 - EruP9 perto da Terce a em Junho de 1867 Secu10 XX - Erupcao entre pico e Terceira - 1902 Erup~oes submarinas perto de S. Miguel - 1907 e 1911 - Erupc;::ao submarina dos Cape1inhos (Faia1) - 1957*

Mais recentemente registaram-se mais actividades vu1c~nicas nos Acores. /'

ser

Em 1964 a i1ha de Sao Jorge foi v

de aba10s de terra.

No

ima de uma tremenda

imeiro de Janeiro de 1980 urn

mota assustador devastou a i1ha Terce

t~rra-

, atingindo tambem Sao

Jorge. A narrativa

e aba

vamos ler refere-se as eruP90es vu1canicas

s de terra que ocorreram no interior da ilha de Sao Jorge

em 1580.

*Francisco Carreiro da Costa, Esboyo Ponta De1gada, Instituto universitario dos 58

Acores, 21,22.

, pp.

U1 \..j)

A RAIVA DA TERRA* Era

0

povo dormia. tremer,

dia 28 de Abril de 1580.

Urn barulho rouco, a cama,

cora9~0 a bater de susto!

0

'V

Ilha

Sao Jo

o

e.

chao, as paredes a

0

Aquela tira de terra

calma e lenta, estendida no Atlantico, acordava, despertando nos seus moradores 0 medo e a agonia da mar. sa

Gritos, rezas, crian9as a chorar!

a no meio do

o

pov~

estremunhado

o

das casas, fugindo das paredes de pedra semi-solta.

tremor foi abatendo e parou.

assim, pela noite fora, a terra rugiu 30 vezes. mas 0 terror continuou.

E,

De repente, recomesou.

Nasceu 0 sol,

Durante aquele dia e noite a ilha

tremeu mais 50 vezes e 0 mesmo no terceiro dia. Nesse dia, na Faja de Estgvao Silve

, a menos de meia

legua da Vila das Velas, a terra explodi"u em dois luqares, se perdiam

lancando fogo e pedras depois a cair no mar.

vista no ar, voltando

Com os abalos, abriam-se fendas na

,

terra, calam valados, e casas desmoronavam-se.

s

De uma

explosoes vulcanicas sa{u urn jorro de lava vermelha Que, durante metade do dia, foi correndo como urn rio ate c

gar

to do porto da vila onde, em contacto com 0 mar, arrefecia e se tornava em

entre nuvens de fume e vapor de agua.

o povo da vila, aterrorizado, come90u a

*Baseado no Livro Gaspar Frutuoso. Ponta de Ponta Delgada, 1978, up.

, 245-248.

60

ir, ou pelas

do Doutor Cultural

61

terras dentro, ou escondendo-se nas igrejas onde se rezava em voz alta e se cantava musica relig procissoes em que homens, mulhe

sa.

Os padres organizavam

e crian9as a chor

levando andores e cruzes, dando gritos e pedindo misericordia a Deus. Diz-se que antes desse terrivel acontec desacordos na Vila das Velas. tinha apresentado queixas pretextos.

nto havia muitos

Muita gente nao se dava bern e

a Justica,

muitas vezes sob falsos

Nos pulpitos das igrejas os padres come9aram a par

as culpas dos abalos de terra e erupcoes vUlcanicas nos pecados ..



e desacordos do povo. Justica acusar-se.

I

e.

Aqueles que se sent

culpados iam

a

Os que tinham apresentado queixas corriam

a casa do escrivao e rompiam os documentos de acusa9ao. /

A situaqao dos jorgenses agravou-se, porem.

As explosoes

vulcanicas continuaram, uma sobre as vinhas das Queimadas e outra na

beira do Nabo.

cala sobre a ilha.

A cinza que sa{a das bocas vulcanicas

Depois de tres dias ja nao podiam abrir as

portas das casas, devido

a altura

da cinza.

ava no ar e no chao

de sair das igrejas porque a cinza cue sufocava-o.

Alem

sso, a cinza cobria a

0

etacao, matando

Vacas, carneiros, cabras, e outros animais,

vinhas e pastagens. morriam por todo

o povo tinha me do

lado.

o povo, cheio em barcos e indo para

terror, tentava fugir da ilha, metendo-se 0

pico e Faial.

Porem, na Vila das Velas,

as autoridades nao deixavam ninguem partir, na esperan9a de que a act

idade vulcanica parasse.

62

Conta-se que 15 homens meteram-se num barco para ir buscar algumas coisas que tinham deixado numa casa, entre a I

vinha, perto do mar.

a

Quando chegaram a terra foram alguns ate

casa, enquanto aue outros ficaram no barco.

Urn deles saiu

da casa, trazendo algumas coisas consigo, e viu uma nuvem escura

r cima da

cabe~a.

Lan~ou-se

a correr para

0

barco,

mas a nuvem cobriu-o, deixando-o com a pele toda aueimada. Mesmo ass

, conseguiu chegar ao barco e salvar-se (se bern

que a pele veio a cair-lhe toda mais tar cobr

)

.

A nuvem vulcanica

a casa e incendiou-a, matando os homens que estavam la

dentro. Quando essas nuvens se comecaram a espalhar pela ilha, I

o povo ja nao podia com mais desgra9as e acabou por, finalmente, embarcar quase todo para as ilhas vizinhas, so'voltando quando, quatro meses depois do

imeiro abalo de terra, a crise

vUlcanica terminou.

VELAS (FOIO Jope)

Uma vila com ares citadinos

I3RASAO (Foro cedida pe/a Camara Mllnicipal de V elas)

63

Depois que os pescadores alaram seus barcos por sobre a costa dificiL instala-se de novo a calma em Urzelina

64

,

VOCABULARIO despertando - acordando semi-solta

- meia sol

iu - fez barulho fendas - aberturas valados - terra levant ada

desmoronavam-se

a volta

de urn bocado de terra

- calam "

jorro - esguicho desacordos - brigas pretextos - razoes pulpi tos - lugares onde os padres

Dregam nas igrej as

escrivao - pessoa que escreve documentos jorgenses - pessoas de

ao Jorge

IGREJA DE SAO JORGE IMalriz das Velas)

(Folo Jape)

RIBEIRA DO NABO (t:nelina)

01 Ul

I

CAPITULO VIII

"0 TESOURO DE D. SEBASTIAO"

TERCEIRA

He

I

Monlt BraSil

Terceira

;)

I

r......I

,

l

~





J......t ....

"" INTRODUCAO HISTORICA /

A ilha Terceira, que a

1836 foi

0

centro administrativo

s A9ores, viveu momentos importantes da histdria Quando, em 1578,

0

Portugal.

rei portugues D. Sebastiao desapareceu

numa batalha no Norte de ~frica sem de encontrou-se numa situa9ao desastrosa.

r descendentes, Portugal

o tio do rei,

0

velho

Cardeal D. Henrique, reinou por dois anos, ao fim dos quais

0

" rei Filipe II de Espanha declarou-se rei de Portugal por razoes

parentesco com a

llia real portuguesa.

66

67

Muitos portugueses nao queriam urn rei estrangeiro.

Por

isso, alguns apoiaram D. Antonio, Prior do Crato, descendente ileg

imo da fam{lia real Entretanto, todas as il

Portugal. s dos A90res apo

espanhol, com excepcao da ilha Terceira.

o rei

, em 1581, teve

I

lugar a batalha da Salga em que 2.000 soldados espanh6is foram derrotados por partidirios de D. Antonio, com a ajuda da famosa Brianda Pereira que lan90u gada bravo aue correu com os espanhdis da ba

fora.* is de ser vencido por uma esquadra espanhola numa

batalha naval em frente da ilha de Sao Miguel, D. Antonio desem­ barcou na Terc

a onde foi recebido como rei.

Por~m,

desiludido

derrotado, partiu para a Fran9a onde morreu.** Ate/ 1640 Portugal Esteve sob 0 poder dos espanhois. portugueses,

Muitos

ritados com 0 dom{nio de estrangeiros no seu pa{s,

pensavam em D. Sebastiao, 0 jovem rei que tinha desaparecido no Norte de Africa, e sonhavam que talvez nao t

sse morrido, que

talvez ainda voltasse .

*Francisco Carre da Costa, Esb090 st6rico dos Acores, Ponta Delgada, Instituto Universitario dos A90res, 1978, p. 132. **Ibid., pp. 138-141.

BArA DA SALGA

SALGA (Mem6ria comemorativa da bata!ha)

t

68

EL-REI SEBASTIAO o DESEJADO

O. Sebastiiio

D. SebastiDo aos 1 anos de idiJde

D.

D. Henrique, 0 Cardeal-Rei (1512·15801, irm<'!o de O. Joao III a tio de D. Sebastiao. Foi regante de Portugal durante a menoridade do Desejado, a quem sucedeu.

4o.WIlIO l'nor 40 t:.raUJ

O. Antonio, prior do Crato 11531·15951. Filho natural de urn irmao de D. Joao III, chegou a $Sr aclamado rei apos a morte do Car­ deal O. Henrique. Por varios modos tentou, inutilmente, impe(jir 0 acesso de Filipa II ao trona de Portugal.

Filipe II de Espanha (1527.1598l. Foi 0 primeiro dos Filipes a reinar em Portugal, cuja coroa cingiu a p6s a morte do Cardeal.Rei.

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II

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,

1

-v

o TESOURO DE D. SEBASTIAO* H~

certos momentos na histdria de um povo que 0 deixa

marcado por

s~culos.

Na historia de Portugal um desses

momentos aconteceu durante a batalha de Alcacer Quibir, no Norte de

, em que os portugueses, chefiados pelo rei D. Sebastiao,

r

de 24 anos de idade, lutavam contra os mouros. cito

grupo

dido, 0 rei portugues lanyou-se com um

de cavaleiros contra 0 centro das

e

Ao ver 0 seu

for~as

mouras, empunhando a

a e gritando "Morrer, mas devagar!", e

Em "Desej

rei

o povo come90u a sonhar com a volta n

Passaram-se anos, passaram-se

~s continuou a crer que,

po

eu para

los, e 0 povo ia voltar

um dia, D. Sebast

Portugal num grande imperio outra vez.

para trans

Nos fins do mes de Fevereiro de 1841, na ilha Terceira, dois

s trabalhavarn numa terra do lugar das ROyas, arrancando

cepos de faias.

Ao voltar um grande tronco c

terra um saco podre cheio de moedas. d

idiram-nas entre si.

de pondo

em

do

t

acharam na

Recolheram as moedas e

Coube a cada um 50

a erarn tantas que nao as contaram, limi s de quatro moedas no quinhao de um e

s de ouro.

se a irem outro.

em "0 Caso das Moedas da Qu das

s Velhos de Joao Afonso, Coleccao Ga

~~--e~cretar a Regional da Educayao'e Cultura,

70

As

71

i vender a sua parte por dinheiro

Quando cada urn deles

corrente, a not{cia do seu achado espalhou-se rapidamente. -v'

povo terceirense, na sua rica imagina9ao, cornesou a cr origem lendaria para aquele pequeno tesouro.

0

r uma

Correu de boca em

boca a lenda de que tinha sido EI-Rei D. Sebastiao quem mandara enterrar

0

dinheiro para, quando voltasse, da-loa pessoa Que

mais acreditasse nele. Ainda recentemente,

0

povo do luqar das Rocas cria que I

esplrito do jovem rei andava por aquela terra e que, urn dia, D. Sebast

issem e

ia voltar glorioso, fazendo bern a todos Que 0

.

/.

ajudassem a estabelecer urn novo lmperlO.

PORTO DAS PIPAS (Angra do HeroiS4l1o) (Folo Lilaz)

CASTELO DE SAO JOAO BAPTISTA lAngrll du Hero.s:mo)

0

0

72

/

VOCABULARIO

/

secu

s - per{odos de cern anos

chefiados - cornandados rnouros - rnussulmanos do Norte de Africa cepos - partes de arvore que ficarn depois de ser cortada faias - arvores quinhao - parte lendaria - de lenda cria - acreditava

A~GRA

BUSTO DE D. ANTONIO, PRIOR DO CRATO (Angra do HeroiSllDo)

DO HERO(Sl'.lO (Monte Brasil)

JI~

R"'-j \

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W

I

CAPITULO IX - "JOHN PORTUGUESE PHILLIPS" PICO

",

I

l

CII.~,,-H[T A.

OE Nt.SQUIM

Pico

w

...........

I

INTRODUgAO HISTORICA

. os prlnclplos do seu povoamento, foram ;'.

Os A9ores, de

urn ponto de paragem no meio do mar.

Ii

Nas naus portuguesas que

paravam partiam muitos a9orianos para a india, Africa e Brasil. A segunda.onda de emigra9ao foi criada pelas baleeiras qu~

aportavam aos A9 0res .

Sabe-se que, em 1780, 200 baleeiras

ancoraram nos A9 0res , embarcando nelas homens do Faial, Pico, Sao Jorge, Flores e Corvo.

Muitos dos homens que trabalharam em

eeiras acabaram por ficar nas costas americanas da Nova Ingla­ terra e da California.

Mais tarde, a

74

tir de

181~

quando a

75

caca /

a

baleia se espalhou as ilhas do Havai, muitos acorianos ­

ficaram por la tambem.* Da caya ~ baleia, muitos ayorianos radicados fora da sua terra, lanyaram-se ou

a

pesca do atum ou

actividade a que estavam acostumados.

a

agricultura, a outra

Outros dedicaram-se ao

comercio e industria. A ri1tima onda de emigra9ao acoriana ocorreu depois do vu1cao dos Capelinhos: Faial, em 1957-58: e foi na direc9ao dos Estados Unidos, Canada e Bermuda. A aarrativa que vamos ler refere-se a urn picoense que, partindo numa baleeira no secu10 XIX, se transformou em verda­ deiro heroi em terras distantes.

*August Mark Vaz, The Portuguese in California, Oakland, I.D.E.S. Supreme Counci1~965, p. 40.

76

Sao Francisco, California, ern 1847

industria da ba1eia na California ern 1877.

A

77

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS* Muitas das figuras lendirias dos Acores foram indiv{duos I

que, nascidos nas ilhas, ganharam fama fora da sua terra. i

0

Tal

caso do picoense Manuel Filipe que nasceu em 1826 no lugar

das Terras, Lajes do Pico. Diz-se que, entre os anos de 1840-42,

0

jovem Manuel Filipe,

tendo entre 14 a 16 anos, embarcou as escondidas numa ba1eeira americana, juntamente com urn parente mais velho que escapava ao

. . ... . serVlCO mllltar portugues. /\

,

A baleeira seguiu para e voltou para

0

0

A viagem foi comprida e cansativa.

suI, dobrou a ponta da America do Sul

norte, perseguindo baleias, cayando-as e der­

retendo a gordura para transforma-la em oleo. viagem diflcil Manuel Filipe perdeu

0

Durante essa

seu parente que desapareceu.

Manuel mostrou-se sempre muito corajoso, ganhando a estima da

Quando a baleeira tinha os poroes ja cheios de oleo, Manuel Filipe desembarcou na costa do Pacifico da America do Norte.

I

Dal,

foi com urn grupo deimigrantes procurar ouro nas Montanhas Rochosas.

o corajoso picoense e os seus companheiros decidiram depois continuar

0

seu percurso e acabaram por acampar na margem esquerda

do rio Green, perto do Forte Bridger, no sudoeste de Wyoming. Foi nesse estado que

0

nosso aventureiro se tornou famoso durante

*Baseado em "John Portuguese Phillips - Nome de Guerra de

Manuel Filioe, 0 Terror dos Peles Vermelhas", de Joao Soares de

Lacerda, Boletim do Nucleo cultural da Horta, Vol. 3, N~l, 1962,

pp. 25-34. 77

78

MANUEL FILIPE I I.

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS

79

~

o perlodo de 1846-67. Na outra margem do rio Green havia urn acampamento de {ndios que capturavam brancos, torturavam-nos e acabavam por mat~-los e escalpa-los.

Manuel Filioe, ouvindo os gritos de dor dos Montava no seu lindo e r~pido

prisioneiros, nao podia conter-se. cavalo branco, atravessava

0

rio e entrava no acampamento,

itando:

- Hello, John!

Hello, John!

Esse grito assustava os {ndios (a tal ponto que Manuel era

0

pensarem

deus da vingan9a dos brancos) e dava coragem

aos prisioneiros.

o

coense entao cortava-lhes as cordas, dava

corridas pelo acampamento, e atravessava

0

rio j~ com os

prisioneiros a salvo. Tempos depois, Manuel Filipe e

0

seu grupo foram acampar

numa plan{cie no norte de Wyoming, perto do Forte phil Kearney. No

a 21 de Dezembro de 1866 Manuel Filipe andava abastecendo

o forte.

Nessa manhg

forte com

0

0

Coronel Fetterman, que tinha sa{do do

seu destacamento de cavalaria, foi massacrado

juntamente com os seus homens.

No forte sd ficaram velhos,

mulheres, criancas e poucos soldados. !

Os {ndios cercaram-nos I

e preparavam-se para

0

massacre.

Era preciso aue alguem

conseg~isse escapar e fosse atd ao Forte Laramie, a 236 mil

s,

para trazer ajuda. Manuel Filipe ofereceu-se.

Durante uma tempestade terr{vel

conseguiu escapar noutro cavalo para nao ser identificado pelos {ndios. Cavalgou na neve de dia e de noite, salvou-se de embos­ cadas e, finalmente, chegou ao Forte Laramie na noite de Natal.

80

o seu estado era grave e perdeu imediatamente os sentidos.

0

cavalo que 0 tinha trazido ca{u morto ao chegar ao forte. Mandaram imediatamente refor90s ao Forte Kearney que foi salvo.

Quanto ao heroi do Pico, recusou todas as recompensas

que 1

quiseram dar. Em 1875 Manuel Filipe quis ir de visita

governo amer

a sua

terra.

0

ana mandou, de proposito, um barco para levar 0

herdi e 0 famoso cavalo branco aos Acores. /

foi recebido pelo consul americano. origem, celebrou

a grande

Na cidade da Horta

Nas Terras, seu lugar de

as Festas do Esp{rito Santo.

Comprou

um boi gordo e, com a fam{lia e amigos, regalou-se com as famosas "sopas".

h

Aos domingos e dias santos ia

Em vez de ir e vir pelo

Lajes, montado no seu cavalo branco. I

10 mar, com a agua a

caminho, cavalgava cava

missana igreja Matriz das

aos joelhos do

, porque este estava habituado a andar nos rios de Wyoming. Depois de algum tempo, 0 governo americano mandou

outr~

barco buscar 0 her6i e 0 seu cavalo. Diz-se nas ilhas que, quando morreu em 1883, 0 governo dos Estados Unidos ordenou luto nacional por 30 dias. Manuel Filipe ficou conhecido entre os americanos por John Portuguese Phill John

e

s.

Phillips e~ claro, uma adapta9ao de Filipe.

/ d' uma referehcia ao seu grito medonho entre os In lOS:

- Hello, John!

81

LAJES Sitio da Marc, onde desembarcou

0

pri!!,eiro habitante do Pico

PICD, wna das nove ilhas do arquipfHago a~oriano. Em primeiro plano, a cidade da Horta (llha do Faial)

LAJES

IGREJA DA SANTtSSIMA TRINDADE

Cuos[i[uida vila par alvara de 14 de Maio de 1501

Matriz d.a vila das Lajcs

82

/

VOCABULARIO

figuras - pessoas indiv{duos - pessoas picoense - pessoa do Pico baleeira - barco que caca baleias estima - amizade poroes - espaqos nos navios onde se poe carga percurso - caminho, distancia margem - lado do rio capturavam - apanhavam escalpa-los - cortar-lhes a

Ie da cabeca ,

planicie - terra vasta elisa abastecendo - procurando provisoes destacamento - grupo militar massacrado - morto rodearam-nos

cercaram-nos

i

emboscada - espera para apanhar alguem re£orsos - ajuda I



recompensas - premlOS

Baleeiras dobrando a Donta da America do SuI

83

BIBLIOGRAFIA so, Joao. "0 Caso das Moedas da Quinta das Rocas", s em Novos P is ve1h~ (Coleccao Gaivota(, ). Angra Heroismo:--~e-c-r~etaria Regional da Educasao e Cultura, 1980. dos Aqores, Vol. I. 1878; reproducao fac-similada. Ponta 19ada: Instituto Universitar dos A90res, 1980. Arquivo dos Acores, Vol. II. 1880; reDroducao fac-similada. PontR Delgada: Instituto Universi 10 dos Acores, 1980. ___ s A90res, Vol. III. 1881; reproducao fac-similada. Ponta 19ada: Instituto Universitar dos A9ores, 1981. ~_____ s,

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Mark. The ~P~o_r~__.~_____ . LD.E.S. Supreme

Augus~

2nd ed. New York:

lifornia. Oakland, California:

84

ILUSTRACOES J

Acores: Guia Turlstico. 2~ ed. Ponta Delgada: Insular de Publicidade, Lda., 1981. Texto: pp. 5, 14,22,28,34,43,57,66,74. Castlereagh, Duncan. The Great Age of Exploration (Encyclopedia of Discovery and Exploration; Vol". 3). London: Aldus Books, Limited, 1971. Texto: pp. 29, 35. Cooke, Alistair. Alistair Cooke's America. ---Knopf, 1973.

New York: Alfred A.

Texto: p. 25. Heinzelmann, Willy. Acores/Azores. Basle, Switzerland: Heinzelmann, 1980.

Willy

Texto: capa, pp. 3, 4, 10, 13, 16, 21, 27,33, 36, 42, 53, 56,

59,

63, 65,

73

Humble, Richard. The Explorers (The Seafarersi Vol. 3). Alexandria, Virginia: Time-Life Books, 1978. Texto: pp. 26, 32 Kemp, Peter. The

H~i~s~~L

of Ships. London: Orbis Publishing, 1978.

Texto: pp. 6, 7, 12, 48. Lacerda, Joao Soares de. "John Portuguese Phillips - nome de

guerra de Manuel Filipe 0 Terror dos Peles Vermelhas",

Boletim do Nricleo cultural da Hort~, Vol. 3, N£l, 1962.

Texto: p. 78. Monterev, Guido de. Faial: uma ilha de encantar. 2E- ed. Porto: Edic~o do Autor, 1980-.­ I

Texto: pp. 15, 20. Monterey, Guido de. Flores e Corvo: as ilhas do ocidente. Porto: Edi9ao do Autor, 1980.

Texto: pp. 23, 31.

2~ ed.

85

Monterey, Guido de. Graciosa e Sao Jorge: duas ilhas no centro do arquip~lago. 2~ ed. Porto: Edi9ao do-Autor, Texto: pp. 35, 40, 41,62,64. Caderno: pp. 13, 26. Monterey, Guido do. Ilha do Pico: majestade dos Acores. Porto: Edi9ao do Autor~80.

3~

ed.

Texto: p. 81. Monterey, Guido de. Santa Maria e Sao Miguel: as duas ilhas do oriente. Porto: Edicao do Au ,1982.

Texto: pp. 44, 52.

Caderno: p. 21.

Monterey, Guido de. Terceira: a ilha de Jesus Edi9ao do Autor, 1981.

isto.

Porto,

Texto: pp. 67, 71, 72.

Caderno: p. 29.

Peres, Damiao. Os Descobrimentos portugueses, 2~ ed., Lisboa: Verbo Juvenil, 1974. Texto: pp. 6, 20. Portuguese Tribune, San Jose, California, 1983. Texto: p. 78. Revista 25 de Abril - Comunidades Portugueses. Texto: p. 68. Smith, Bradley. Spain: a History in Art. New York: Doubleday & Company, Inc., 1966. Texto:

p. 69.

Whipple, Addison Beecher Colvin. The Whalers (The Seafarers; Vol. 8). Alexandria, Virgin : T e Books, 1979. Texto: pp. 75, 76, 82.

Caderno: p. 33.

Wood, R. Coke, The California Story. 3rd ed. Belmont, Californ

Fearon Publishers, 1962.

Texto: p. 76.

Cencfas e 1Jarratz'vas 7lc:-on'anas

Caderno

Jose.} Luts do Silva

1

CAPITULO I A PRIMEIRA GENTE /

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espayos com palavras da lista de vocabul~rio: 1.

o meu

pai fez umas casas muito

no quintal

A 1 a/ coelhos. para por

2.

A minha avo foi do pico para

0

Faial numa

3. A casa ao lado da nossa n~o est~

--------------------

- nao vive

/ la" nlnguem. a9orianas.

4. Os meus pais contaram-me algumas 5.

Ela viu

0

acidente e ficou muito

6. Os portugueses foram urn grupo muito importante no

da Cal ifornia.

e

muito

7.

A terra do nosso qui

8.

o director da escola mandou chamar as

da

briga no recre 9.

o meu

primo

cc~c~ 0

bolo todo e depo

ficou cheio de

10. 0 meu avo chamou a pollcia e mostrou os

do

ladrao na terra do quintal.

II Encontra os antonimos das palavras segu 1. corada­ 2. pobre­ 3. discordando­ 4. desorganizado­ 5. deserta­

s na lista de vocabulario:

2 I

I

EXERCICIOS DE VOCABULARIO -

A PRIMEIRq GENTE

III

Encontra as 20 palavras do vocabular

e escreve-as em baixo

quando as encontrares:

0 L F GE I I R S I A U T Q E N S I N T S

A

M E N P V C T 0 A V E R A H 0 D N A V 0 R P

.

B R T 0 S C A S 0 0

S E N V I A \7 A A P

A V R 0 P 0 R E M R

S,­ A S A M C T C F E N D M E ~

S R 0 M A C A D L Q U S E N T 0 N T E M D 6 T E, A R F A S T E A tv A C; A C H A B I T T S E T A

0 D 0 M D I S 0 0

E R C, A T I I

A N

M D V R A T

L R 0 B 0 A A A D I

A P L I T I ~ R T A A R, M C; E C 0 F M S L B M E A R T B A H

3

A PRIMEIRA GENTE PERGUNTAS E ACTIVIDADES

.1. De onde eram as tres pessoas que os povoadores encontraram? 2.

Descreve

lugar onde os por

0

3. Porque

ses desembarcaram.

s que os povoadores esco

da ilha

aquele

de Sao Miguel? I

palavras, explica porque vieram os tr@s

4. Pelas tuas propr

jovens para Sao Miguel. as

5. Se fosses Gon9alo Vaz, 0 Grande, que

assassino?

0

jovem

?

6. Escreve um di£logo em

~s 0

assassino e tentas convencer carem.

Gonc;alo Vaz e os povoadores a nao te

ssante?

ia consideras a mais

parte da hi

7•

ito com

I

I

8. Ha uma parte da leitura que e uma

Porqu~?

storia dentro da histo~ia.

/ Qual e ? .-'\

~

9. Escreve tres t

~~~Erentes

para

0

I 10. Imagina que es a mulher de Gonsalo Vaz.

descrevendo

0

que te aconteceu nos

texto. Escreve um dia~io iros dias em Sao Miguel.

11. Com que personagem desta lenda gostavas de ter uma conversa?

12. Querias ir na expedi 1ao de Gonsalo Vaz, se pudesses? ,.J



razoes prlnc

s.

DC: as

tuas

4 I

CAPITULO II FLAMENGOS E PORTUGUESES I

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espacos corn palavras da lista de vocabulario: ) 1. A Helena

de que

e urn

2. 0 Joao

0

Manuel gostava dela. que con segue

rapaz tao

levantar a televisao sd corn uma mao.

3. Rosa Mota

mais de 26 milhas para ganhar

a medalha de bronze na maratona ol{mpica.

4. Ontem

a noite

na minha

ouvi uma grande

rua.

5. Ele nao se

e chorou de alegria. ..v

e! tao

6. 0 meu irmao

que nao tern medo de nada.

7. No fim do jogo

uma grande confu "Viva

8. 0 povo saiu para as ruas,

0

Benfica!"

.1.1.

Poe as palavras da lista de vocabul

I

-I

I

\1

I

I

i

I

I

I

IE

I I

I ! I ~""-+----r--r---t

I

io no lugar certo:

Ri I

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I

IT !

I I

. .

I

tl

I

IJ

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p fu-r -0

I I

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-+-P+-!--'-----lJ

E-'---I

U

~!_1<---,-1----"---11]

5

FLAMENGOS E PORTUGUESES PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1. Quem

a personagem principal da narrativa?

2. Que origem tinham os primeiros povoadores da ilha do Faial? 3. Desenha uma das aC90es principais do texto. 4. Diz

que se passou quando Jos Dutra foi prender os rebeldes.

0

5. Imagina que ~s

0

corregedor mas que procedeste de um modo

diferente, ~ tua maneira.

Escreve uma pequena carta ~ tua

mulher ou a urn amigo, contando

0

que se passou contigo e corn

os povoadores do Faial. 6. Se

0

rei de Portugal que aparece na narrativa vie sse

a tua

aula de Portugues, que tres perguntas Ihe fazias? 7•

Encontra no texto dois sino'nimos para a oalavra "rei".

8. Divide

A

/

texto ern, pelo menos, tres partes, dando urn tltulo a

0

cada parte.

9. Di urn fim diferente ~ narr?t 10. Imagina que vais fazer uma pe9a sobre "Flamengos e Portugueses". Que alunos desta aula pensas, seriamente, que representariam bem os papeis de 1) Arnequim

4)

0

2)

0

corregedor

3) Jos Dutra

rei

11. Compara

0

corregedor corn

0

rei.

Diz qual deles, na tua opiniao,

"" e I melhor pessoa e porque.

12. Escreve uma nota ao autor da narrativa, dizendo-lhe se valeu a pena ou nao ler do texto, ou

0

0

texto e porque.

Menc iona ou

gostavas de ter aprendido.

0

que aprendeste

6

I

CAPITULO III COLOMBO E AS FLORES EXERC{CIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabulario: 1.

o

dos A90res tern nove ilhas.

2. Quando chegou 0 mes de Agosto eu sabia que 0 tempo de voltar A

para a escola 3. A minha tia nunca perde os 4. Eu enxotei urn

da telenovela. melros que estava na

nossa figueira. 5. 0 meu primo e eu subimos os cabe90s oara estarmos

a chegada dos barcos. 6. Tern havido muitos

de pneumonia na nossa

escola. 7.

Os meus vizinhos

uma casa e 20 algueires

de terra em Portugal. II Organiza as seguintes palav ras da lista de vocabulario: 1.

t n a d v a i

2.

i

3.

t m

4.

c d n e i

0

s

r b a a r a m r 1.

a m r 0

1.'"

e s i

n t

5. s u s i 0 a m p 6.

1 0 n f

r a e

7.

s a p i

c r e c a a m

8.

0 e r m f

9.

r a q 9 a 1 u p

10. i

s s e

1.

n s t

)

n u t

r'

0

0

n p d e a 0

p d i

i e

".

7

COLOMBO E AS FLORES PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1.

'"" Que rela9ao haf entre Cris I

Colombo e Diogo de Te

?



2. Em que ano e que DlOgO de Teive descobriu a ilha das Flores? •

f

I

3. DlZ, pelas tuas propr

s palavras, como e que Diogo de Te

navegou perto de terras do continente americano. 4. Usando urn mapa do Atlantico Norte como refer£nc

e seguindo

a informayao no texto sobre a viagem de Diogo de Teive, desenha urn mapa daquela parte do mundo e marca a trajectoria dessa viagem. rafos.

5. A narrativa que leste tern fo, d~ uma pequena

se que condense

Para cada que cada

0

urn conb3m. 6. Imagina e descreve urn inc

F

f

{cio relacionado com as

es que podia ter dado a Colombo prova segura de que havia

terra para oeste. A

7. Aehas que os tres ineidentes relacionados corn as Flores viagem de Teive

2. as canoas

I

3. os eadaveres)

(1. a

tiveram alguma

importancia na decisao de Colombo de viajar para oeste? Iiea-te, referindo-te aos tre

incidentes.

8. Escreve uma carta a uma revista, criticando e tomando a posiyao de que os •

bas

S

I.

ern factos hlstorlCOS, mas

0

texto que leste

identes nao estao sao opiniao do autor.

8

/

CAPITULOS I, II, III

o

REVISAO DE I

Encontra os antonimos das oalavras segu 1.

pac{ficos

2.

cobarde

3.

partiram

4.

fraco

5.

largou

6.

silencio

s nas listas de vocabul

II Encontra a palavra que nao pertence ao grupo: s, caravela, galeao

1.

embarca9ao, f 1

2.

aprovando ___________ avistando, exclamando, eSDicacaram, )

3.

testemunhas, lombas, montes, cabe90

4.

fEfrtil, toscas,

5.

remorsos, tra90s, rastos, pegadas

6.

grotas, feno, r

7.

pilida, amarela, habitada, descorada

8.

florentinas, micaelenses, faialenses, lisboetas

9.

arquipelago, soberano, bando, grupu

ida, oercorreu

s, rios

io:

9

I

CAPITULO IV A LENDA DO CAVALEIRO I

I

EXERCICIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espaqos corn palavras da lista de vocabulario: /

.

1.

A minha avo tern uma lmagem

2.

A Rosa conhece Quase todas as

no seu Quarto. da sua

ilha. 3. A

'1.

de teres estado por ali.

Eu nao vi nenhum

corn 1

Os sofc{s estao

S

/V

para nao se

estragarem. 5.

0 cunhado do meu tio val sempre pescar I

ao pe do mar.

6.

todas as plantas que

0 avo da Teresa foi tinha no quintal. II

7

ZADAS :::c;!:"izontais 2

ri 3

dando nome a chata s 4. sinal 5. muito do Corvo 6.

l.

2. 3.

Ver

cais

.c. •

7. cobertas 8. de nevoeiro

I'" \_'--'--.l--+---~~~~

10

A LENDA DO CAVALEIRO PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1. Como se chama esta lenda?

2.

0

livro ern Que 0 autor se baseou para escrever

Quem escreveu esse livro?

Como se chamavam quatro ilhas por descobrir que os a9orianos pensavam que existiam?

3. Descreve detalhadamente a fotografia da p~gina 27. 4. A lenda do cavaleiro foi criada durante 0 tempo da descoberta

de terras novas. do espa90'

Hoje ern dia estamos na epoca da descoberta

Menciona algum aspecto relacionado corn 0 esp a 9 0

em que muita gente acredita ou acreditou mas que nao se pode provar.

, . 5. Usando as tuas proprlas palavras, refere-te a alguma coisa que leste no texto que podia ter levado os ayorianos a pensar que havia mais ilhas por descobrir. 6. Menciona as palavras do autor que most~ulli q~e ele nao acredita que a pedra seja, de facto, a estitua de urn cavaleiro montado. 7. Imagina que encontraste urn mapa muito antigo corn ilhas por descobrir no Atlantico Norte.

,

Desenha esse mapa, dando as

ilhas os nomes das quatro que estao no texto e localizando-as em rela~ao aos A9ores, a Portugal e 8. Desenha

0

a America.

cavaleiro montado, segundo a descrirao da lenda e I



compara-o corn a fotografia da paglna 27. 9. Se pudesses viajar este ano ate' ao Corvo ever

"0

cavaleiro",

11

I

CAPITULO V AMOR, HONRA E FIDALGUIA /

EXERC

lOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabul 1. Quando 0 Carlos

s ganhou a medalha de aura na maratona

ollmpica foi urn

na nossa casa.

2. A rapaziada come90u a dan9ar no 3.

.ll:..S

j

duas equ

bern

grupos mereceram ganhar. no bar mas

4. Durante 0 baile houve uma

. , nlnguem chegou a dar socos. 5.

o

,

a filha para sa

pai nao quis dar

com

o rapaz. 6. Ele ff

da Graciosa.

7. 0 professor zangou-se muito e disse palavras

ao rapaz malcriado. II

Encontra os antonimos das palavras seguintes na lista de vocabulario:

1. paz

2. povo

­ ­

3. sabendo

­

4. born senso

­

5. calmas ­

­

6. reprova
­

12

AMOR, HONRA E FIDALGUIA PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1. Nomeia as cinco personagens que participam activamente na narrativa. 2. Durante a narrativa mencionam-se tres lugares bastante diferentes.

Diz quais sao equal de1es

e

0

lugar central.

3. Pensa no episodio em que Pero Correia da Cunha rejeitou Diogo para genro. 4.

Porgue ~ gue isso aconteceu?

I1ustra urn dos episodios principais da narrativa.

5. Imagina que

0

teu pai

pensas que ele faz

est~

no 1ugar de Pero Correia.

o que

?

6. Pensa no que Dona Branca fez quando

fosses Dona Branca,

0

0

pai rejeitou Diogo.

Se

que terias feito?

(ou, se preferes) Pensa no que Diogo fez quando Se fosses Diogo,

0

0

pai de Dona Branca

0

rejeitou.

que terias feito?

7. Faz uma lista dos objectos gue encontrares na narrativa que normalmente nao se usam agora. acontecimentos

Depois, faz uma 1ista dos

narrativa que nao pensas oue ocorrem hoje

em dia na tua cidade. /

.

8. Divide a narrativa em, pelo menos, cinco Dartes loglcas e

da-lhes titulos. 9. Escreve urn resumo da narrativa, mas com uma nao encontrou

0

diferen~a:

Diogo

brasao da familia em portugal e as pessoas

que conheciam a av6 disseram oue ela era a cozinheira do Conde de Bectaforte.

13

AMOR, HONRA E FIDALGUIA PERGUNTAS E ACTIVIDADES

10. Compoe uma quadra que Diogo podia cantar ern serenada

a

sua namorada. 11. Compara a narrativa "Amor, honra e fidalguia" corn a lenda "A Primeira gente" e diz qual de1as

0

teu melhor amigo "I

Diz porque.

ou amiga gostariam mais de ler.

12. Admiras, detestas ou compreendes as accoes do pai de Dona I

Branca?

porque?

PRAIA - 0 porto dOl Gracios"

(FOIO Madeira)

PRAIA - Caise varadouro

14

I

CAPITULOS IV, V -v

/

REVISAO DE VOCABULARIO

I

Escreve as letras da segunda col una que corresDondem as definicoes J s palavras primeira coluna: l. rixa ....

L. •

a . loucura

localidades

b. muito antiga

3. estrado

c.

4. fidalguia

d. natural

5. ambos

e. pedra chata

6. oriundo

f.

7 . desatino

g. plataforma de madeira

.

.

/

zangadas

luta

8. antlqulsslma

h.

9. lajem

i. nobreza

10. coler

s

lugares

j . os dois

II

Encontra a palavra que nao pertence ao grupo: 1. nau, caravela, brasao, galeao 2. loucura, estrado, disparate, desatino 3.

bru~osa,

lajem, rocha, pedra

4. localiza9ao, rixa, br

, luta

5. corvinos, finos, graciosenses, terce

es

15

/

CAPITULO VI I

CORSARIOS! ~

~

EXERCICIOS DE VOCABULARIO - Grupo I I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabul~rio - Grupo I: \ 1. Quando fizer born tempo vamos aquele

perto

de Half Moon Bay apanhar peixe. 2. No alto daquele monte ha uma •

\ .

- -

onde 0 povo

......,I

val a mlssa no Verao. 3. A "Sagres" estava 4.

e

no porto.

tio do meu amigo tern uma loja e

~

I ~. 5. Quando pegou fogo na casa dos meus avos, 0 seu cao fOl ladrar

\

a cama deles,

-os.

6. A

daquele barco jd estava cansada de comer

bacalhau. 7. Ela nao dormiu bern e chegou ~ escola II

Organiza as seguintes palavras da lista de vocabul~rio - Grupo I: 1. n t 0 a 1 0

5

n e

2.

u p e r e q

5

1

3.

m d e i r a

4.

e n 0 a r 1 d t a

5.

r a c 0 e

l

6.

e a n m

u t h r a e d

7.

a m v a e v 1

8.

5

9.

r a n a a d c

,

r a

5

5

0

C

0

c n m t e

r 0

1

0

10. 1 i e c e e m n a

5

16

CORSARIOS! /

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO - Grupos II e III I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabulario - Grupos II e III: 1. Aquele rapazinho cons

as escadas num

instante.

2. 0 empregado deixou cair a caixa e quebrou os de cristal todos. 3. Os portugueses sao honestos[ trabalhadores, inteligentes e

\

\

devagar.

4. Ontem a tarde eu vi urn barco a vela que

e

5. Depois de marcar urn golo, os jogadores \

puseram-se a defesa.

bonitos.

6. 0 altar tern muitos

da bola.

7. Os jogadores lanyaram-se na

II para conseguires palavras da lista d.e Preenche! 05 eSDacos vocabulario - Grupos II e III: .I

l.

a

2. 3.

8.

r a

i

6.

7.

u

1

4.

5.

a

12.

r

13.

a r

e

a

i

a

a l

a

0

a

s 0

e i

0

e

u

l

n

II.

a

l

r

10.

a

0

s

a

9.

e

e

i

0

17

I

CORSARIOS! /

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO - Grupo . IV I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabulario - Grupo IV: 1.

ao atirar-se "a agua para '"

Ela mostrou muita salvar 0 rapaz.

porque

2. Os marinheiros estavam

0

mar estava

muito bravo. pequena.

3. A minha bisavo nasceu numa 4. Os empregados

ja

mais dinheiro

tinham

antes mas ele nao quis dar. 5. Quando 0 gato viu

0

cao decidiu

6. Temos muitos 7.

portugueses na America.

'V

o Joao come90u por

os garfos e as facas na

mesa. 8. A est~y~c de r~dio fez urn pedido para v{timas do abalo de terra. 9. A Ana viu urn rato e gritou, 10. A minha irma ______________ como a melhor aluna da

escola.

18

/

CORSARIOS! ,,­

/'

EXERCICIOS DE VOCABULARIO -

Grupo IV

II Encontra as

16

palavras do vocabulario

(Grupo IV)

em baixo quando as encontrares:

S A P 0 R T A D 0 S E S 0 0 D I G I X E 0 R A V V U E X I L S S U I - S A D A Z I R 0 R R E T A R G I N D E C C 0 M P A C S E A L

S 0 C D C E 0 R C; P 0 R 0 C A

C 0 0 A N R t3 E R T A E I X R

C A E P 0 R E 0 T 0 A V R I T ...... E A R Z A 0 A E L 0 I 0 R R E T C R L S R A C 0 N A S E 0 <; I N U D I S T I N G U

C 0 R A 0 V U c:; A S V T 0 T A L A G T A ~ L 0 NC M E A I U -

T E R 0 P E 0 M T P A R S R 0 R I C N B E A0 D 0 0 E S E R

e escreve-as

19

CORSARIOS! PERGUNTAS E ACTIVIDADES

PARTE I - 0 ALARME 1.

Ha

quantos anos tiveram lugar os acontecimento da narrativa?

e que

2. Porque

os

s rapazes se levantaram cedo

Ie

domingo?

" . que os cor sarlOS puderam chegar

3. Por que razoes

I'

da ilha sem serem vistos? 4. Descreve

0

/

Da var

perto

s razoes.

que os tres rapazes fizeram desde que chegaram

ao pesqueiro.

PARTE II - 0 ATAQUE 1. Faz uma lista

pelo menos,dez profissoes que aparecem

neste parte e escreve SIM em

se gostavas

ter

essa profissa~ e NAO,se nao gostavas. 2. Usando a informayao que leste na parte II, diz

0

que sabes

acerca da topografia de Vila do Porto e arredores. 3. Desenha

0

epis&dio em que

0

grupo do tenente resistiu aos

piratas. 4. Conta

0

que se passou com Manuel de Sousa.

PARTE III - TERROR 1. De que nac

lidade eram os cor

ios?

detestaveis que os piratas fizeram. 2. Nomeia tres accoes I /

I

3. Escreve num paragrafo urn sumar

da parte III.

20

/

CORSARIOS! PERGUNTAS E ACTIVIDADES

A

PARTE IV - RESISTENCIA 1. Encontra nesta parte cinco palavras di

tes que se re

a embarcacoes. I

2. Quantos marienses morreram durante os

isodios referidos

nesta parte. 3. Explica porque a expedicao de Francisco de Arruda da Costa I

partiu de Sao Miguel urn dia depois

4. Alguem foi contar aos corsarios a fazer.

0

Simao de Quental. que Simao de Quental estava

z por que razoes essa pessoa se foi par no lado

dos piratas. 5. Ilustra a parte IV com bandas desenhadas em que relatas, pelo

menos, cinco epi

ios.

Escreve di

s.

?ARTES I, II, III, IV

-

. -' 1. Se fosses 0 capltao-mor, que prepara90es terias feito antes da chegada dos

ratas para defender Vila do Porto?

2. Se pudesses f

com 0 chefe dos cors

s, que perguntas 1

fazias?

3. A narrativa e dessas

parte~~

d

idida em quatro partes.

~P0uidos

de uma frase

Escreve

0

t{tulo

resuma cada parte

em relacao ao t{tu /

4. Diz qual das

s foi a roais erooe

5. E's urn reporter para

0

jornal Tribuna de

piratas aeabam de partir.

A

e porque. la do Porto.

Os

Esereve urn artigo em que desereves

o estado da vila e dos seus moradores.

21

,

CORSARIOS! PERGUNTAS E ACTIVIDADES

PARTES I, II, III, IV 6. Da t{tulos novos as quatro partes.

Esses t{tulos devem

resumir a accao de cada .narte. )

7. Que personagem da narrativa admiras mais?

Porque?

8. Faz uma lista das aCyoes dos portugueses da narrativa que

classificas como corajosas.

Depois, faz uma lista das aCyoes

que classificas como medrosas.

Finalmente, compara as duas

listas, considera a situayao dos portugueses ern Santa Maria, e diz se, de uma maneira geral, achas que mostraram mais coragem que medo, ou vice-versa.



...,J

Explica a tua oplnlao.

PORTO-DE-MAR (Vila dc, Porto)

r F()lo Nl)Un.'gUJ

22

r

CORSARIOS! I

,

EXERCICIOS DE VOCABULARIO - GRUPOS I-IV I

Encontra a palavra que nao pertence ao grupo (lista de vocabulario Grupos I, II) 1.

igreja, catedral, castelo, ermida

2.

padre, soldado, vigario, sacerdote

3.

escopeta, arcabuz, canhao, ancora

4.

galgar, subir, navegar, velar

5.

micaelense, sapateiro, comerciante, alfaiate ___________

6.

pesqueiro, rede, pirata, anzol

II Encontra os antcnimos das palavras na lista de vocabulario III, IV) l.

valentes

2.

estrangeiros

3.

tirar

4.

dado

5.

avan<;:ar

6.

cobardia

7•

partido

8.

sem medo

(Grupos

23

CORSARIOS!

,

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO - Grupos I-IV PALAVRAS CRUZADAS

HORIZONTAlS l. coragem 8. ainda com sono 12. pessoa que compra e vende 14. ir atras de alguem 19. pessoa que epropriedade de outra 2l. arma de fogo pesada 23. voltar para tras 26. com as &ncoras no fundo do mar 27. com medo 28. de Sao Miguel 29. roupas e decora~6es 30. que vivem em paz 3l. copos finos 32. pessoas que disparavam uma espingarda antiga e curta de boca pequena

VERTICAlS 2. -.

.J •

4. 5. 6. 7. 8.

9. 10.

1l. 13. 15. 16. 17. 18.

20. 22. 24. 25.

che de medo antigo barco grande de vela usado na guerra ou para carga dirigia 0 barco pel0 mar piratas artigos para se usarem com armas I de fogo (polvora, chumbo, etc.) antiga espingarda curta igreja pequena ordenado, pedido " de padre que substi tui 0 paroco uma fregues com sana pessoas que trabalham num barco vigiavam ajudar chegado ao porto andaram para tras pessoa de Santa Maria lugar onde mora gente pC5r daquele lugar

24

CAPITULO VII A RAIVA DA TERRA /

EXERCfcIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espa90s com palavras da lista de vocabulario: 1.

0 que eles querem sao

2.

A parede da tua casa tern muitas

3.

As crian9as foram pela terra dentro e esconderam-se na

4.

0 leao abriu a boca e

5.

As casas

6.

Eles nao se entendem.

para nao

zerem nada.

com os abalos de terra. muitos

naquela

familia.

7.

0 b~be berrou tanto toda a noite, vizinhos todos.

II

Poe as palavras da lista de vocabulario no lugar certo:

U

R

os

25

A RAIVA DA TERRA PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1. Corrige as seguintes frases: a. A crise vulcgnica comec;::ou no dia 25 de Abril de 1850. b. 0 mar cobria a vegetacao, matando as plantas. ~

c. 0 povo fugiu para

0

Pico e Flores.

d. A crise vUlcanica durou s

s meses.

2. Quais sao os quatro lugares de Sao Jorge que estao mencionados no texto? 3. Explica porque

e que

alguns moradores da Vila das Velas

correram a casa do escrivao para rasgar pap~is?

4. Diz, pelas tuas proprias palavras,

0

que aconteceu aos quinze

homens que se meteram num barco. 5. Diz, em detalhe,

0

que pensas que os teus pais fariam se

estivessem na mesma situa9ao que os jorgenses de 1580.

6. Se

sses as autoridades

~~

S

Jorge,

que

0

que tinhas

feito durante a crise vulcanica? 7. Escolhe tres dos eoisodios mais interessantes do texto, dando-lhes t{tulos e mencionando os paragrafos por numero. 8. Menciona tres aspectos negativos na vida econdmica dos jorgenses causados pela crise vulcanica. 9. Escreve Qutra vez a narrativa, mas muda onde vives e

0

tempo para

0

ano passado.

para se conformar com essas mudancas. J

0

lugar para a cidade Ajusta a narra

26

A RAIVA DA TERRA

PERGUNTAS E ACTIVIDADES

10. Faz urn desenho a cores que represente a Vila das Velas e arredores, a crise vUlcanica, e a reaccao do povo. )

as fotograf 11. Achas que

0

durante a falsa?

S

I'

do capltulo como

.'\

Utiliza

.

erenCla.

texto deu uma imagem real do que se passou se vulcgnica, ou que foi uma historia exagerada,

)

Da, pelo menos, dois exemplos que apoiam a tua

­

. . oplnlao. 12. Achas que

" . ses vulcanlcas como a que leste, sofridas

numa pequena ilha no meio de urn oceano enorme, tern influencia na mentalidade das pessoas, na sua mane ira de pensar? Refere-te ~ maneira como enfrenta a vida

0

povo que passou por tais crises

(aspectos so

is, econdmicos, religiosos,

psicologicos) .

FAJA DOS CUBRES - LAGOA Alectada pelo sismo de 1757

VELAS (vila)

27

CAPITULO VIII

o

TESOURO DE D. SEBASTIAO

EXERCfcIOS DE VOCABULARIO

I

Preenche os espacos com palavras da lista de vocabulario: I

1.

Eu tenho que arrancar uns que tenho

de nespereira

Ii no quintal.

2.

A Joana nao

que os chocolates fossem para

3.

Os pol{cias,

por urn sargento, entraram no

banco. 4.

Urn dos bandidos nao quis

0

seu

e foi-se

embora. 5.

Ha

----------------------

que os portugueses chegararn ao Brasil. II

Organiza as seguintes palavras da lista de vocabul~rio:

I'll

l.

h a q

2.

s e p c

3.

r n a" 1 i e d a

4.

a e d s c

5.

s e

/'

0

0

u n i

6. a

0

7. a s f i a

0

h i

f

s 1 c u

-

III

Encontra a palavra que nao pertence ao grupo: 1.

anos, horas, cedo, seculos

2.

portugueses, mouros, espanhois, ricos

3.

cedros, couves, faias,

4.

cepos, troncos, agua, rarnos

I

louros

1.

c r

28

~

o TESOURO DE D. SEBASTIAO PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1. Escolhe a resposta certa: a. D. Sebastiao lutou contra os espanhdis na ilha Terceira. b. D. Sebastiao desapareceu na Terceira numa pra9a

toiros.

c. D. Sebastiao desapareceu no Norte de Africa, lutando contra os mouros. d. D. Sebastiao ve

a Terce

lutar contra D. Antonio,

Prior do Crato. 2. Que grito famoso deu El-Rei D. Sebastiao? 3. Escreve urn resume do que se passou com os dois homens no lugar das

Ro~as.

4. Segundo a lenda, qual era a rela9ao entre aquilo que os homens acharam e D. Sebastiao? 5. Se tivesses encontrado

0

tesouro,

0

que tinhas feito com

ele? 6. Imagina que podes fazer umas perguntas a D. Sebastiao minutos.

uns

Que perguntas the farias?

7. 0 texto da lenda pode ser dividido claramente em tres partes. Numera os paragrafos de cada parte e escreve uma frase

resumindo cada urna delas. 8. Que aspecto do texto nao podia realizar-se na vida real? 9. Escreve urn di~logo entre os dois homens a encontrarem

0

tesouro mas, desta vez, mistura a lenda com a realidade - faz D. Sebastiao voltar!

29

o TESOURO

...,;

DE D. SEBASTIAO

PERGUNTAS E ACTIVIDADES

10. Faz uma colagem de imagens representando Roqas,

0

0

episodio das

desaparecimento de D. Sebastiao, a lenda e a verdade

historica. 11. Porque achas que os portugueses criaram lendas acerca de D. SebastLio? 12. Gostavas de ler algo mais acerca de D. Sebastiao e das lendas associadas com a sua volta? mais?

0 que gostavas de saber

Porque?

ANGRA DO HER01SMO, MONTE BRASIL

E CASTELO DE SAO JOAO BAPTISTA

ESTATUA DE ALVARO MARTINS HOMEM (Ang!'..> do Hcroismo -

Prol(;:a cia RestaLlra,ao)

30

CAPITULO IX JOHN PORTUGUESE PHILLIPS EXERCICIOS DE VOCABULARIO I

Preenche os espacos com palavras da lista de vocabul~rio: . )

1. 0 cavaloandava

a solta

na

2.

Uma pessoa do Pico ~ urn

3•

Os barcos sairam da doca com os

cheios.

4. Quando os voluntirios ji nao podiam mais, chegaram novos

5. 0 patrao tern muita

por ele.

6. 0 atleta Antonio Leitao correu

0

dos 5.000

metros e ganhou a medalha de bronze nos Jogos Ol{mpicos.

7. 0 rei disse ao rapaz:

NDiz-me quais sao as

que queres, que eu dou-te tudo. N 8.

Os cientistas

tigres para estudi-10s e

depois 1argavam-nos. 9. Cultivam arroz na

csquGrda do rio.

10. 0 Tom escondeu-se e fez uma

ao Jerry.

II Encontra os antonimos das palavras seguintes na lista de vocabulirio: 1. montanha­ 2.

odio­

3.

libertavamIII

'" pertence ao grupo: Encontra a palavra que nao

1. escalpar, massacrar, salvar, matar 2. baleeira, recompensas, poroes, oceano_____________ 3. destacamento, rio, planlcie, margem

31

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS /

/

EXERCICIOS DE VOCABULARIO IV PALAVRAS CRUZADAS

I I 5

IS

lIP

HORIZONTAlS rodearam-nos amizade pessoa do Pico apanhavam . procurando provisoes pessoas a pele da cabeca 17. cortar-lhes ,. . ' 18. premlos

2. 6. 10. ll. 13. 15.

. VERTICAlS 1. grupo mi1itar 3. caminho, distancia 4. espera para apanhar alguem 5. morto 7. terra vasta elisa 8 . /?cssoas sonde 9. espa~os nos nav se poe carga 12. ajuda 14. barco que ca9a baleias 16. lado do rio

32

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS PERGUNTAS E ACTIVIDADES

1.

Onde e quando nasceu Manuel Filipe?

2 . Entre os l/ndl'os, Manuel Filipe tornou-se figura lendaria. I

o que e que eles pensavam que ele era? l

3. Explica porque e que os americanos Ihe'chamavam John Portuguese Phillips. 4. Descreve resumidamente a viagem de Manuel Filipe para a America.

Desenha urn mapa e marca essa viagem.

5. Se alguem te pedisse para comparar a vida de Manuel Filipe com urn membro da tua familia, quem escolhias e que semelhan9as encontrarias entre os dois? 6. Se fosses Manuel Filipe, terias ou nao aceitado recompensas depois de salvar

0

Forte Kearney?

A

Porque?

I I 7 • Divide 0 texto em, pelo menos, cinco partes, e da-lhes tltulos.

8. Que parte do texto teve mais intensidade

JLdm~tica?

Explica-te.

9. Imagina que acabam de fazer urn filme sobre a vida de John

Portuguese Phillips.

Desenha urn cartaz que anuncie

0

filme.

Milhares desses cartazes vao ser afixados em cinemas. 10. Manuel Filipe acaba de salvar

0

Forte Kearney.

Manda urn

telegrama para urn jornal do Pico, usando exactamente 20 palavras, contando

0

que aconteceu.

Antps de escreveres

0

telegrama, f~z urn resumo do episddio. I

11. Compara Manuel Filipe com outro heroi que encontramos em leituras nesta aula. tua opiniao, e porque?

Qual deles mostrou mais hero{smo, na

JOHN PORTUGUESE PHILLIPS PERGUNTAS E ACTIVIDADES

12. Baseando-te naquilo que leste no texto, achas que as comunidades portuguesas nos Estados Unidos 'e os governos deste paIs e de Portugal deviam ou nao reconhecer hoje em dia os feitos de Manuel Filipe?

Porgue?

(Se

respondeste "sim", diz de que maneira 5e podia homenagear o heroi.)

New Bedford,Massachusetts J porto baleeiro muito importante.

Honolulu, Havai, em 1854.

Ao fundo v@em-se baleeiras.

34

I

CAPITULOS VII, VIII, IX ....,

I

REVISAO DE VOCABULARIO

I

Encontra a palavra que nao pertence ao grupo: 1.

fugiu, rugiu, cantou, gritou

2.

esg~icho,

3.

desrnoranavarn-se, rnouros, desacQrdos, destacarnento'

4.

faias, vegeta<;ao, pulpito, plantas

5.

figuras, chefiados, indiv{duos, pessoas

eruP9ao, escrivao,

jorro

----------------

-------------------------------

II Escreve as letras da segunda coluna que correspondern as defini90es das palavras da prirneira coluna: l.

refor<;os

a.

arnizade

2.

percurso

b.

plantas

3.

seculos

c.

parte

4.

rnargern

d.

aberturas

5.

estirna

e.

terra vasta e lisa

6.

vegetas::ao

f .

lado do rio

7•

indiv{duos

g.

pessoas

8.

quinhao

h.

/ perlodos de cern anos

9.

plan{cie

l.

ajuda

fendas

j .

carninho, distancia

10.

35

PALAVRAS CRUZADAS r

VOCABULARIO:

HORIZONTAlS

1. 3. 6. 11. 12. 14. 16.

/

CAPITULOS I-IX

VERTICAlS

a

andavarn volta da costa lugares dos pais periodos de cern anos bastante rnandava muito antiga

1. corpo rnorto 2. com sono 3. historias tradicionais 4. sem saber 5. ajudar 6. arnarela 7. pessoas que viram 0 que aconteceu

36

PALAVRAS CRUZADAS I

VOCABULARIO:

r

CAPITULOS I-IX

HORI ZONTAIS 20. em ordem 23. abertura na terra por onde corre agua quando chove 24. espera para apanhar alguem 28. de nevoeiro 29. lenda 30. mas, contudo 32. fez barulho 34. plantas 36. pelo mar 40. respondeu 44. plataforma de madeira 45. antigo barco grande de vela usado na guerra ou para carga 47. brigas 49. daquele lugar 50. chamando -a aten9ao de 51. gritando 52. chegado ao porto 53. com medo

VERTICAlS 8. revoltados 9. vendo 10. partes de arvore que ficam depois de ser cortada 12. processo de trazer povo para uma terra 13. pessoa que escreve documentos ilhas 15. grupo 17. barulho 18. chegaram 19. barco 2l. acordando 22. com gente. 25. procurando provisoes 26. lado do rio 27. pessoas 31. artigos para se usarem com armas de fogo (polvora, chumbo, etc.) 33. per 35. ainda com sono 37. interrogatorio - perguntas 38. natural r / s 39. saldas rap casos 4l. 42. acreditara 43. loucura 46. ordenado, pedido 48. erva seca

37

/

INDICE

Pa'ginas CAPITULO I A PRIMEIRA GENTE .

.

.

.

CAPITULO II FLAMENGOS E PORTUGUESES.

. . .

.

. .

"

"

"

"

"

"

"

"

1

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"

"

"

"

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'"

"

"

"

4

tI

"

"

"

"

"

'"

"

"

..

6

"

"

"

CAPITULO III COLOMBO E AS FLORES . . . . . . . CAPITULOS I, II, III REVISAO DE VOCABULARIO

"

"

"

"

"

"

"

"

"

"

~

"

"

"

8

CAPITULO IV A LENDA DO CAVALE I RO • .

.

.

.

. .

.

. .

.

.

.

. ..

9

CAPiTULO V AMOR, HONRA E FIDALGUIA . . . . • . . . . • . . . . . 11 CAP1TULOS IV, V -' I REVISAO DE VOCABULARIO .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 14

CAPITULO VII CORSARIOS!

.

.

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.

.

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.

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.

.

.

.

. 15

. .

.

. .

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.

.

.

.

.

.

.

. 24

.

.

.

.

CAPiTULO VII A RAIVA DA TERRA . CAP ITULu

o

.

. .

. .

.

V.U.L

TESOURO DE D. SEBASTIAO . . . . . . . . . . . . . . 27

CAPITULO IX JOHN PORTUGUESE PHILLIPS . CAP1TULOS VII, VIII, IX I REVISAO DE VOCABULARIO CAPITULOS I-IX PALAVRAS CRUZADAS· INDICE

.

.

.

.

.

.

.

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.

.

.

.

. 30

.

.

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. 34 . 35

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