02 Orientação Temporal Da Vida

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Área de Integração 10º Ano 1.1 A construção do conhecimento ou o fogo de Prometeu (Ficha 02: Aspectos da orientação da vida no tempo). Texto 1 “Jamais (1)____________ no tempo presente. (2)____________ o passado; (3)____________ o futuro como muito vagaroso a vir, como que para apressar o seu (4)____________, ou recordamos o (5)____________ para o parar como muito ardente, tão imprudentes que nós (6)____________ nos tempos que não são os nossos, e não pensamos naquele que nos pertence, e tão vãos que cuidamos daqueles que não são (7)____________, e escapamos sem reflexão ao único que (8)____________. É que o presente normalmente fere-nos. Nós escondemo-lo à nossa vista porque ele nos (9)____________, e se é agradável lamentamos vê-lo escapar. Tratamos de o manter para o futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão em nosso poder para um tempo a que não temos segurança alguma de chegar. Que cada um examine os seus pensamentos. Ele os encontrará todos ocupados com o passado ou o futuro. Não pensamos quase nunca no (10)____________, e se pensamos nele não é senão para o pôr a uma luz que o disponha para o futuro. O presente não é jamais o nosso fim. O passado e o presente são os nossos meios; somente o futuro é nosso (11)____________. Deste modo nós jamais vivemos, mas esperamos vir a viver, e, dispondo-nos sempre a ser felizes é inevitável que jamais o sejamos. (Blaise Pascal, Pensamentos; fragmento 47-112; Trad. da ed. de Louis Lafuma: Blaise Pascal, Ouvres complètes; Seuil, Paris, 1963, p. 506).

aflige antecipamos fim permanecemos presente viajamos

fluxo nada Recordamos

passado subsiste

Texto 2 “Eduardo primeiro, rei de Inglaterra, tendo experimentado nas longas guerras entre ele e Roberto, Rei da Escócia, o quanto a sua própria (1)________ dava vantagem aos seus conflitos, uma vez que ganhou sempre que estava presente; ao morrer, obrigou o filho por juramento (2)________ a que depois de morto mandasse cozer o corpo para desprender a carne dos ossos, a qual deveria enterrar. E quanto aos ossos que ele os guardasse para os levar com ele e o seu exército todas as vezes que houvesse guerra com os escoceses. Como se o (3)________ tivesse prendido inevitavelmente a vitória ao seu corpo. (Montaigne, Ensaios; traduzido por Wilson Rodrigues de Essays; Éd. Perre Villey, Quadrige, PUF, 2ª éd., Paris, 1992, I, III, p. 18).

destino presença solene

Texto 3 “Henrique VII, Rei de Inglaterra, (1)__________ com D. Filipe, filho do imperador Maximiliano (…), que o dito Filipe lhe entregasse em mãos o Duque de Suffolc da Rosa Branca, seu inimigo, o qual tinha fugido e se tinha (2)__________ para os Países Baixos. Filipe acabou por fazer isso, mas com a condição de que Henrique nunca poderia (3)__________ contra a vida do dito duque. No entanto, aproximando-se a morte, o rei ordenou por (4)__________ que mal morresse o seu filho matasse o duque. (Montaigne, Ensaios; traduzido por Wilson Rodrigues de Essays; Éd. Perre Villey, Quadrige, PUF, 2ª éd., Paris, 1992, I, VII, p. 30).

atentar combinou retirado testamento

1. Com base nos textos anteriores assinale as proposições verdadeiras com um (V) e as Falsas com um (F). 1.

O nosso pensamento está sempre no momento presente, no aqui e agora. 2. O nosso pensamento está no passado ou no futuro. 3. O passado e o presente são os nossos meios para fins futuros. 4. Dispomos o nosso tempo sempre em direcção ao futuro. 5. O futuro é o nosso meio. 6. Algumas pessoas acreditam que ainda depois de mortas influenciam os acontecimentos. 7. O presente é sempre o nosso fim. 8. Durante esta aula só pensei naquilo que estava a acontecer aqui e agora. 9. Não cuidamos que a felicidade esteja no momento presente. 10. O passado e o presente são os nossos fins.

2.

Preencha as seguintes palavras-cruzadas vocabulário e conceitos dos textos.

com

Horizontais 4. Diz-se daquilo que não pode ser evitado. 6. Dimensão do tempo que ainda não existe. 7. Aquilo que fazemos quando imaginamos ou determinamos o que está prestes a acontecer, ou seja, aquilo que fazemos quando pensamos previamente no futuro. 8. Dimensão do tempo que já não existe. 9. Diz-se daquilo que é fútil ou pouco consistente. 10. Dimensão do tempo que estamos a viver neste preciso momento. Verticais 1. Nome da faculdade cognitiva com a qual pensamos no passado (atenção esta palavra não se encontra explicitamente em nenhum dos textos). 2. Aquilo que fazemos quando pensamos em acontecimentos do nosso passado. 3. Faculdade cognitiva com que pensamos o futuro e antevemos as inúmeras coisas que nos possam acontecer (atenção esta palavra não se encontra explicitamente em nenhum dos textos) 5. Diz-se de algo que permanece ao longo do tempo, que apesar de estar sujeito a mudanças continua a ser o mesmo.

3.

Responda às seguintes questões: 3.1. Como se caracteriza a nossa relação com o tempo? 3.2. De acordo com o texto de Pascal como e com o que é que o nosso pensamento se ocupa? 3.3. Considera que somos indiferentes aos nossos pensamentos do dia a dia? Porquê?

Área de Integração 10º Ano 1.1 A construção do conhecimento ou o fogo de Prometeu (Ficha 02: Aspectos da orientação da vida no tempo).

Texto 1 “Jamais permanecemos no tempo presente. Recordamos o passado; antecipamos o futuro como muito vagaroso a vir, como que para apressar o seu fluxo, ou recordamos o passado para o parar como muito ardente, tão imprudentes que nós viajamos nos tempos que não são os nossos, e não pensamos naquele que nos pertence, e tão vãos que cuidamos daqueles que não são nada, e escapamos sem reflexão ao único que subsiste. É que o presente normalmente fere-nos. Nós escondemo-lo à nossa vista porque ele nos aflige, e se é agradável lamentamos vê-lo escapar. Tratamos de o manter para o futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão em nosso poder para um tempo a que não temos segurança alguma de chegar. Que cada um examine os seus pensamentos. Ele os encontrará todos ocupados com o passado ou o futuro. Não pensamos quase nunca no presente, e se pensamos nele não é senão para o pôr a uma luz que o disponha para o futuro. O presente não é jamais o nosso fim. O passado e o presente são os nossos meios; somente o futuro é nosso fim. Deste modo nós jamais vivemos, mas esperamos vir a viver, e, dispondo-nos sempre a ser felizes é inevitável que jamais o sejamos. (Blaise Pascal, Pensamentos; fragmento 47-112; Trad. da ed. de Louis Lafuma: Blaise Pascal, Ouvres complètes; Seuil, Paris, 1963, p. 506).

Texto 2 “Eduardo primeiro, rei de Inglaterra, tendo experimentado nas longas guerras entre ele e Roberto, Rei da Escócia, o quanto a sua própria presença dava vantagem aos seus conflitos, tendo ganho sempre que estava presente, ao morrer, obrigou o filho por juramento solene a que depois de morto mandasse cozer o corpo para desprender a carne dos ossos, a qual deveria enterrar; e quanto aos ossos que ele os guardasse para os levar com ele e o seu exército todas as vezes que houvesse guerra com os escoceses. Como se o destino tivesse prendido inevitavelmente a vitória ao seu corpo. (Montaigne, Ensaios; traduzido por Wilson Rodrigues de Essays; Éd. Perre Villey, Quadrige, PUF, 2ª éd., Paris, 1992, I, III, p. 18).

Texto 3 “Henrique VII, Rei de Inglaterra, combinou com D. Filipe, filho do imperador Maximiliano (…), que o dito Filipe lhe entregasse em mãos o Duque de Suffolc da Rosa Branca, seu inimigo, o qual tinha fugido e se tinha retirado para os Países Baixos. Filipe acabou por fazer isso, mas com a condição de que Henrique nunca poderia atentar contra a vida do dito duque. No entanto, aproximando-se a morte, o rei ordenou por testamento que mal morresse o seu filho matasse o duque. (Montaigne, Ensaios; traduzido por Wilson Rodrigues de Essays; Éd. Perre Villey, Quadrige, PUF, 2ª éd., Paris, 1992, I, VII, p. 30).

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